Segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 atualizada às 17h12

Atlas do Caminho Novo está em fase de georeferenciamento e tem lançamento previsto para março


Priscila Magalhães
Repórter

Segundo a chefe do Departamento de Turismo de Juiz de Fora, Danielle Feyo, o levantamento de campo para a confecção do atlas sobre o Caminho Novo da Estrada Real já foi realizado. "Agora, estamos georeferenciando estas informações e a previsão é que o atlas fique pronto na segunda quinzena de março, pois depende da captação de alguns recursos", explica.

Segundo Danielle, uma metodologia foi elaborada para fazer o levantamento dos serviços nas cidades que compõem o Caminho Novo na região e, através dele, os pontos foram levantados. "As cidades foram beneficiadas com a colocação dos marcos da Estrada Real, mas muitas não estão preparadas para receber os turistas. Elas estão em processo de adaptação, focando na formatação do produto turístico", conta.

O objetivo de levantar os pontos de serviço é fazer com que as cidades se adequem à demanda e que os turistas saiam de casa preparados, sabendo o que vão encontrar no caminho. "Não queremos vender o irreal. Independente das motivações de cada pessoa, a gente sabe que as expectativas são criadas. Já podemos dizer que não há cinco quilômetros sem algum serviço".

O Caminho Novo passa por cerca de 25 quilômetros dentro de Juiz de Fora. As outras cidades da Zona da Mata que fazem parte do caminho são Santana do Deserto, Antônio Carlos, Ewbank da Câmara, Simão Pereira, Santos Dumont e Matias Barbosa. O atlas vai ser lançado em três versões, sendo uma digital, outra em forma de revista e a terceira como guia de bolso.

História

Segundo o pesquisador Vanderlei Tomaz, o Caminho Novo foi a estrada aberta no início do século XVIII para facilitar o transporte do ouro e pedras preciosas de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, de onde eram mandadas para Portugal. O caminho era mais rápido e mais seguro que o Velho, que passava por São Paulo e pelo sul de Minas.

Segundo Vanderlei, a Coroa Portuguesa ofereceu concessões de terras ao longo da estrada, para promover a ocupação. "Assim, foram surgindo fazendas, pousadas para tropeiros, igrejas e comércio, o que deu origem às cidades que conhecemos hoje", explica.

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