BRs mineiras têm 99 pontos com alertas de atenção e cuidadoNa Zona da Mata, são 19 pontos que requerem maior atenção dos motoristas. Veja os locais onde o tráfego precisa ser feito com cautela

Clecius Campos
Repórter
18/1/2011
Mapa de Minas Gerais com as BRs

As rodovias federais (BRs) que passam por Minas Gerais têm 99 pontos com indicação de alertas de atenção e de cuidado, conforme avisa o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit). Os dados estão atualizados até esta terça-feira, 18 de janeiro. Dos trechos que merecem mais atenção dos motoristas, 19 estão localizados na Zona da Mata.

Entre as peculiaridades das rotas, estão trechos de estradas de terra, sinuosos, em obras, com buracos e até com erosões nas pistas e em acostamentos. O Dnit alerta para a possibilidade de retenções e grande quantidade de operários e equipamentos em algumas rodovias. Veja abaixo os locais em 21 rodovias onde o tráfego precisa ser feito com cautela.

BR-040

A rodovia liga o Noroeste de Minas Gerais ao Estado do Rio de Janeiro, passando por Juiz de Fora. Do quilômetro 446 ao 471, entre Paraopeba e Sete Lagoas, há um trecho que passa por obras de duplicação. O Dnit pede também atenção no trevo de acesso a cidade de Ouro Branco. Os demais trechos, dentro do Estado de Minas Gerais, estão em boa condição de tráfego.

BR-267

A estrada liga Juiz de Fora a Poços de Caldas, no Sul de Minas. No quilômetro 29,2, em Argirita, há deslizamento de uma encosta, com obras de recuperação em andamento. A intervenção causa grande movimentação de máquinas no local e interrupções momentâneas no tráfego com duração de até uma hora, para detonação de rochas. No trecho entre Juiz de Fora e Bicas, no quilômetro 90, há interdição no acostamento, com obras de restabelecimento, mas o tráfego flui bem. Do quilômetro 111,7 ao 115,3, entre a Estrada União Indústria e o entroncamento com a BR-040, há ocorrência de buracos.

BR-356

Liga a BR-120, na região das cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, ao norte do Rio de Janeiro, passando por Muriaé, na Zona da Mata. No quilômetro 98, no município de Ouro Preto, há uma interdição parcial e a rodovia funciona em meia pista, devido às obras de construção de um gasoduto. Próximo a Muriaé, o motorista precisa desviar nos quilômetros 213,2 e 218,8, por estradas de terra, pois há uma ponte sendo construída. O desvio em terra volta a acontecer no quilômetro 244, também em Muriaé.

BR-482

A estrada liga a BR-040 a BR-356, pela Zona da Mata. Entre os municípios de Carangola e Fervedouro, o Dnit alerta para a pista estreita e sem acostamentos. Um interdição parcial, com trânsito em meia pista, ocorre no quilômetro 54,7, devido a erosões e afundamento de faixas. O trecho tem sinalização horizontal em estado regular e vertical deficiente, mas passa por obras de revitalização. A pista está totalmente interditada no quilômetro 221,4, entre Piranga e Catas Altas da Noruega, com desvio feito no local.

BR-120

Liga a Zona da Mata ao baixo Jequitinhonha, dando acesso a Visconde do Rio Branco. Naquela cidade, há erosões nos quilômetros 590, 597,5, 598,6, 600,9 e 621,4. Apesar das boas condições de trafegabilidade e da ausência de buracos, o motorista deve ficar atento a trechos que passam por obras de revitalização.

BR-265

A via corta Minas, de Juiz de Fora ao Sudoeste, passando pelo Campo das Vertentes. O pavimento está em condições ruins entre os quilômetros 257,6 e 295,8, de São João del-Rei a Nazareno. Obras de duplicação da via ocorrem entre Itumirim e Lavras, mas o trecho apresenta boas condições de trafegabilidade, até chegar à Lavras, onde a condição é regular. Há um trecho que é percorrido em estrada de terra, entre os quilômetros 465,9 e 598,9, entre as cidades de Ilicínea e Jacuí, onde há pavimentação.

BR-116

A estrada liga a Zona da Mata à BR-367 no Vale do Jequitinhonha, passando por Além Paraíba, Leopoldina e Muriaé. De Além Paraíba a Laranjal, há interrupções no tráfego com duração de 15 a 30 minutos, devido a obras de revitalização. O Dnit recomenda tráfego com cuidado e velocidade reduzida, entre os quilômetros 702,8 e 817,3. Erosões atingem o acostamento entre Muriaé e Divino. Retenções de tráfego ocorrem na cidade de Manhuaçu, devido a obras de restauração. Serviços de restauração também ocorrem já no Vale do Jequitinhonha, entre Catugi e Itambacuri, passando por Teófilo Otoni.

BR-393

A via liga a BR-116 ao Norte do Rio de Janeiro, passando por Além Paraíba. Entre Pirapetinga, Estrela Dalva e Volta Grande, obras de revitalização causam interrupções no tráfego, com paralisações de 15 a 30 minutos. Apesar das boas condições de trafegabilidade, o motorista precisa estar atento à grande movimentação de máquinas ao longo do segmento, já que as sinalizações horizontal e vertical são provisórias.

BR-381

A rodovia vai de Belo Horizonte ao Vale do Rio Doce, passando por Ipatinga. A pista apresenta buracos entre Coronel Fabriciano e o acesso a Santa Maria de Itabira, do quilômetro 252,5 ao 310,8. No distrito de Ravena, em Sabará, há um estreitamento da pista, no quilômetro 440. O Dnit anuncia trânsito lento, devido ao trecho sinuoso, com tráfego intenso de veículos de carga, entre João Monlevade e Santa Luzia.

BR-367

Liga a BR-259 no baixo Jequitinhonha à divisa com a Bahia, no alto Jequitinhonha. Grande parte da via está em estrada de terra, com apenas 15 quilômetros asfaltados entre o quilômetro 0 e o 79,9. Até o quilômetro 152,9, o trecho é asfaltado, porém a pista encontra-se em condições precárias. A trafegabilidade fica boa a partir daí, quando chega ao interior.

BR-135

A rodovia leva da BR-040 ao Norte de Minas, passando por Montes Claros. Há trechos em estrada de terra e outros que passam por intervenções, de Montalvânia a Joaquim Felício. Em Buenópolis, Augusto de Lima e Corinto, há trecho em obras de restauração, com algumas retenções de tráfego. Já nas proximidades de Curvelo, algumas pontes passam por obras de alargamento, o que demanda atenção dos motoristas.

BR-251

Liga Montes Claros ao Vale do Jequitinhonha. Ao longo da pista, há alternância entre trechos com trafegabilidade boa e ruim. O Dnit recomenda cuidado em todo o trajeto.

BR-262

Liga Belo Horizonte ao Triângulo Mineiro, passando por Uberaba. Erosões estão presentes nos dois lados dos acostamentos nas cidades de Martins Soares, Reduto e Manhuaçu. Mais erosões aparecem em Rio Casca, onde o trecho passa por revitalização. Há buracos em São Domingos da Prata e uma obra de duplicação da via entre Betim e Bom Despacho. Em Campos Altos, Ibiá e Araxá está sendo feito controle de tráfego, em fila única, pois há muitos operários e máquinas na pista, que passa por revitalização. De Sacramento a Campo Florido, a pista está com a superfície irregular.

BR-459

A estrada liga a cidade de Poços de Caldas ao norte do Estado de São Paulo. Obras de revitalização ocorrem nos trechos que atravessam as cidades de Itajubá, Wenceslau Brás e Delfim Moreira. Apesar de a pista estar sem buracos, há deficiências nas sinalizações horizontais e verticais.

BR-491

Na via que liga a BR-381 à região de Ribeirão Preto (SP), a sinalização deficiente é o que exige mais atenção do motorista no trecho que passa por Paraguaçu. O Dnit considera as condições de trânsito boas e afirma que o asfalto está sem buracos.

BR-146

Faz a ligação entre as BRs 262 e 365, no Alto Paranaíba. Entre São Pedro da União e Guaranésia, a estrada de chão passa por pavimentação e conservação. O lado esquerdo da pista que corta a cidade de Botelhos está com erosão. As sinalizações estão em estado regular em Bandeira do Sul. Na cidade de Andradas, há erosão e desnível na pista, nos quilômetros 555,03 e 555,07.

BR-365

Liga Montes Claros ao Triângulo Mineiro, passando por Uberlândia. Há obras de manutenção e restauração em todo o trecho de Montes Claros até a MG-161. Um desvio precisa ser feito bem mais adiante, no quilômetro 409, em Galena. Mais obras de restauração e operações tapa buraco são feitas de Patrocínio até Santa Vitória, após passar por Uberlândia. A partir de Santa Vitória, o tráfego fica em meia pista, devido ao rompimento do aterro de um acostamento. Homens e máquinas estão presentes na rodovia até a divisa com o Estado de Goiás.

BR-154

Liga o Estado de Goiás à BR-365, no Triângulo Mineiro. Por cerca de 50 quilômetros, entre Ituiutaba e Crucilândia, todo o caminho é feito em estrada de terra.

BR-364

A rodovia faz a ligação entre a BR-365 na divisa com Goiás e a BR-497 no Triângulo Mineiro. Obras de pavimentação vão desde o entroncamento com a BR-153 até Gurinhatã, demandando atenção. Dessa cidade até a divisa com Goiás, o trecho precisa ser percorrido em estrada de terra.

BR-153

Liga Itumbiara (GO) a São Paulo, passando pelo Triângulo. A via possui buracos desde o entroncamento com a BR-365 até a divisa com São Paulo, mas é bem sinalizada em todo o trecho. Mesmo assim, o Dnit pede atenção.

BR-150

Atravessa o Triângulo, passando por Uberlândia e Uberaba. Em Araguari, há limitação de peso de 45 toneladas na ponte sobre o Rio Jordão. De Araguari a Uberlândia, há obras de revitalização na pista, mas a trafegabilidade é considerada boa.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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