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    Museu no centro de JF resgata a cultura indígena
    Em local de fácil acesso, juizforanos têm a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura brasileira e os costumes indígenas em Museu de Etnologia

     

    Priscila Magalhães
    Repórter
    05/06/2008

    No Museu de Etnologia Indígena (Rua Halfeld, 1179), a cultura dos primeiros habitantes do Brasil pode ser vista mais de perto. Ele começou a ser organizado na década de 1960 e, atualmente, além das peças de tribos brasileiras, há as de origem africana e asiática.

    No total são cerca de três mil peças. Atualmente, 300 estão expostas, todas de tribos brasileiras. Como forma de levar mais conhecimento aos visitantes do museu, elas são freqüentemente substituídas pelas que estão guardadas, como se fosse um rodízio.

    Para o professor e coordenador do museu, Bruno Larcher, o espaço é uma forma de oferecer educação, principalmente aos mais necessitados. "É um trabalho de extensão e, ao mesmo tempo, assistencialista, com entrada franca", diz. Todas as visitas são monitoradas, o que garante conhecimento do início ao fim.

    Ao andar pelo museu, os visitantes vão conhecer o modo de se vestir dos índios, como são os acessórios utilizados por eles, quais os objetos utilizados para caçar e se defender e as cerâmicas, usadas para preparo e armazenamento dos alimentos, além de pinturas que retratam os índios brasileiros. Estas peças estão organizadas de forma a permitir a comparação entre as peças utilizadas pelas diferentes tribos.

    Foto da saia de índio Foto do cocar Foto de acessórios de índios
    Foto das armas Foto de bonecos Foto das cerâmicas

    O acervo foi montado através de doações, trocas e compras. Todas as peças são originais, produzidas pelos povos indígenas. As brasileiras são provenientes de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Algumas chegam em bom estado de conservação, outras não. "Mas mantemos exatamente da mesma forma que recebemos", ressalta a aluna de Ciências Biológicas e estagiária no museu, Sônia Carvalho.

    Um dos destaques do museu é a réplica da tela de Victor Meirelles, Primeira Missa no Brasil - O Renascimento de uma pintura (foto abaixo). Ela foi pintada em 1860 e retrata a primeira missa rezada no país. Atualmente, a obra original está exposta no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. Para utilizar a obra, o museu precisou de uma autorização e ela foi pintada em seu tamanho original, ocupando um espaço de 2,68 metros de altura por 3,56 metros de largura.

    Foto da pintura da primeira missa

    Outros destaques são os rituais indígenas. Da tribo dos índios Ticunas, na Amazônia, há a vestimenta utilizada durante o ritual da "moça nova" (foto abaixo, à esquerda). Quando a menina menstrua, ela é retirada da tribo e levada para um local onde fica somente junto aos mais velhos da tribo, que passam a ela alguns conhecimentos. "A mãe explica a ela o que deve ser feito após o casamento e quais são os afazeres domésticos", diz o biólogo e funcionário do museu, Marcílio Almeida.

    Estes conhecimentos são repassados, porque os casamentos acontecem muito cedo. A partir do momento em que vira mulher, a índia já pode escolher o marido", completa Sônia. Após ficar um tempo isolada, ela é levada novamente à tribo, quando os índios vestem as roupas e festejam. Em um ponto da festa, o cabelo da índia é amarrado e uma parte é cortado. O restante é arrancado com as mãos. "Após esse ritual, ela pode se casar", diz Marcílio.

    Foto da vestimenta usada no ritual para meninas Foto da luva usada no ritual para meninos

    Os meninos da tribo dos índios Sateré Mawé da Amazônia também passam por um ritual para mostrar que são fortes (foto acima, à direita). Quando chegam aos 13 ou 14 anos, eles precisam colocar a mão dentro de uma luva cheia de formigas. Enquanto eles esboçarem sentimentos de dor, não são considerados homens. "Dizem que a dor da picada destas formigas equivalem à dor de um tiro", diz Marcílio.

    Visitas monitoradas

    O Museu de Etnologia Indígena fica aberto de segunda à sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h. Para visitas em grupos, ele também funciona à noite e aos domingos. Para isso, a visita deve ser agendada pelo telefone (32) 2102-7761. Ele fica na rua Halfeld, 1.179, no centro.

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