O que nos cerca A região oferece ótimos circuitos de viagens,
até mesmo quando o tempo e a grana estão curtos!



Vista panorâmica da
cidade de Tiradentes,
sob o olhar da Matriz de Santo Antônio. Em segundo plano, a Serra de São
José.
Em tempos bicudos como esse, que a grana anda curta, o barato pode estar bem perto. Em todos os sentidos! No feriado, a dica é curtir as cidades da região, que oferecem bons e variados roteiros turísticos, com preços bastante acessíveis.

Aqui, a programação passa pelo caminho do ouro, em algumas belas cidades mineiras, pela rota do café, nas fazendas históricas do Vale do Paraíba, e aventura-se no ecoturismo. A escolha é difícil, mas o roteiro privilegiou cidades próximas a Juiz de Fora, dado o pequeno tempo das viagens e os custos mais baixos.

História contada através da arquitetura
Matriz de Santo Antônio, em
Tiradentes Seguindo pela BR-040, sentido de Belo Horizonte, uma das opções de viagem nos leva a Tiradentes e a São João Del Rey. Parece que uma não vive sem a outra, pois estas cidades são tão próximas que vale a pena conhecer as duas. Tudo no mesmo dia, até dá tempo, mas não é aconselhável, já que são muitas as atrações.

Chafariz de São José, em
Tiradentes As ruas de pé-de-moleque encantam, não menos que seus monumentos, igrejas e casarios coloniais. Em Tiradentes, tudo é perto. A cidade é pequenininha e dá para conhecer num dia só. Visitar a Matriz de Santo Antônio é quase que uma obrigação, pois é a mais bela obra arquitetônica da cidade. Com seus altares revestidos em ouro, é a segunda Igreja do país que mais contém ouro em seu interior. Tem também o Chafariz de São José, com suas três bicas: a da saúde, do amor e da fortuna. A Serra de São José emoldura a cidade e esconde trilhas e cachoeiras, para os mais dispostos. Tem até um caminho de pedra construído pelos escravos que liga Tiradentes à São João Del Rey, atravessando a Serra.

Tiradentes também é famosa pelo comércio de móveis antigos, verdadeiras relíquias! Além de oferecer ótimos restaurantes e pousadas, para aqueles que quiserem curtir um pouco mais o romantismo desta aconchegante cidade.

Matriz de São Francisco, em
São João Del Rey São João Del Rey é uma cidade um pouco maior e boa parte das atrações fica no Centro Histórico. A Maria Fumaça - símbolo da cidade - um trem a vapor inaugurado em 1881, que até hoje percorre o trajeto São João Del Rey-Tiradentes, trilhando o Rio das Mortes. As atrações também são muitas, começando pelas diversas igrejas. As mais importantes são a Matriz de São Francisco, com suas belas palmeiras, e a Igreja do Rosário. Tem ainda o Teatro Municipal, a Ponte da Cadeia, a Casa da Pedra, o sobrado onde nasceu Tancredo Neves...enfim, um roteiro para ninguém botar defeito!


O encanto das fazendas de café

Fazenda Pau D'Alho No sentido contrário e entrando em outro período histórico, seguimos a BR-040, em direção ao Rio de Janeiro e, posteriormente, a RJ-151, que leva à Valença, ou a BR-393, para Barra do Piraí, onde encontramos diversas fazendas históricas do período áureo cafeeiro. O melhor de tudo: muitas delas preservam a sua arquitetura original até hoje. Algumas viraram hotéis-fazenda e possuem programas para um fim de semana inesquecível. Geralmente, muito caros. Mas, a maioria, também oferece simplesmente visitas guiadas, com um almoço ou um café da tarde especial, com direito ao melhor da cozinha mineira: pão-de-queijo, leite da roça e broa!

Ao todo são 36 fazendas, situadas nos municípios fluminenses de Rio das Flores, Vassouras, Valença e Barra do Piraí, formando o que está sendo chamado de ‘corredor cultural’. Elas fazem parte do projeto Uma Janela para a Cultura, coordenado pelo Instituto de Preservação e Desenvolvimento do Vale do Paraíba (Preservale), com apoio do Sebrae/RJ e da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (Abav/RJ). A idéia é resgatar a riqueza e a cultura de uma das épocas mais produtivas do Brasil-colônia.

Fazenda Ponte Alta, em Barra
do Piraí Saindo de JF, chegar até estas fazendas dura pouco mais de uma hora. Passar o dia conhecendo melhor alguma delas, custa, em média, R$ 25, com direiro a almoço. Num dia dá para conhecer até quatro fazendas.


Casarios coloniais de São
José das Três Ilhas São José das Três Ilhas é outro roteiro inspirador! O lugarejo ainda é um distrito de Belmiro Braga, e fica a apenas 56 Km de Juiz de Fora, seguindo pela BR-040 e, depois, pela MG-353. Seu casario em estilo colonial e a Igreja de Pedra, construída no século XIX, pelos barões do café, são as principais atrações. O distrito já serviu de locação para alguns filmes nacionais, como ‘Menino Maluquinho’ e ‘Lavoura Arcaica’, ainda inédito no Brasil.

Também é possível visitar Três Ilhas, pela RJ-151, aproveitando a bela paisagem da estrada, seguida pelos rios Paraibuna e Preto, sem falar na estrada de ferro e nas fazendas históricas do Vale do Paraíba.

A natureza é a atração

Vista do Parque Estadual de
Ibitipoca Matas, morros, trilhas, corredeiras e cachoeiras. Se seu espírito está procurando aventuras, o que não falta na região são excelentes roteiros e paisagens de cair o queixo. A começar por Ibitipoca, que dispensa comentários. O Parque Estadual Florestal de Ibitipoca, que está situado nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita de Ibitipoca, fica a mais de 1500 m de altitude. A vista é deslumbrante e o mar de morros infinito! As cachoeiras, inúmeras. Das belezas naturais destacam-se a Ponte de Pedra, o Lago dos Espelhos, a Cachoeira dos Macacos, a Gruta das Bromélias com seus salões e a da Janela para o Céu, considerada uma das mais bonitas.

De JF até Conceição de Ibitipoca, pela BR-040, posteriormente, BR-267, dá uma viagem de cerca de duas horas. Dá para ir e voltar no mesmo dia, passar a noite acampado em algum dos diversos campings oferecidos, ou então, nas pousadas. Atualmente, foi estabelecido um limite de visitantes no parque, por motivos de preservação. Mas ainda dá para curtir e muito este encontro com a natureza.

Outras cidades que exploram o turismo ecológico são Carrancas, situada na região das Vertentes, Rio Preto, na Zona da Mata (divisa entre os estados do Rio e Minas) e Aiuruoca, no circuito hidromineral do sul. O forte destes lugares são as inúmeras cachoeiras e os esportes que podem ser praticados nas trilhas ou nas corredeiras, como trekking, rafting e rapel.

Cachoeira, em Aiuruoca
Parte do município de Aiuruoca foi transformado no Parque Estadual do Pico do Papagaio (tradução de Aiuruoca). As atrações estão divididas em duas áreas principais, a da Reserva do Matutu e as proximidades da Cachoeira dos Garcia. Para chegar até a cidade, basta pegar a BR-040 e depois a BR-267, sentido Caxambu.


Fazenda de Santa Clara,
região de Rio Preto Em Rio Preto, o roteiro pode ser o ecoturismo ou um passeio pelas belas fazendas da região, como a de Santa Clara, que já chegou a ter 2800 escravos no período cafeeiro. A cidade é pequenininha, mas aconchegante. Possui diversas cachoeiras e a maior atração é a Serra do Funil, bom para acampar e curtir a natureza, visitando as grutas, e admirando o mar de morros, nos mais de 1000 metros de altitude. Pegando a BR-040, depois a MG-353, passando por Monte Verde, a viagem não dura nem uma hora.

Complexo da Fumaça, em
Carrancas Em Carrancas, o que não falta é cachoeira. Tem tantas, que dá para confundi-las. Um dos pontos mais agradáveis é o Poço das Esmeraldas. Com água cristalina, o poço é grande e a profundidade chega a mais de três metros em alguns pontos. No verão, a água fica quentinha! O turismo vem crescendo nesta cidade, e a infra-estrutura tem acompanhado. Pegando a BR-040, passando por Tiradentes, pela BR-265, depois de Itutinga, você chega lá.

Depois destas dicas, a desculpa para não viajar não vai ser pelo dinheiro!

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