Carnaval no interior de Minas Roteiro divertido, econômico e com o melhor da região da Zona da Mata



Renata Cristina
Repórter
01/02/2007

Foto do carnaval de Guarani no dia do 
Bloco do Falecido

Nada de avenida, holofotes e grandes trios elétricos. O Carnaval na Zona da Mata Mineira é repleto de alegria, mas aos moldes interioranos. Para quem nunca curtiu uma noite de folia à moda de Minas, tudo começa com um bom bloco e termina em festa. Os carros de som vão arrastando foliões por ruas estreitas e surpreendem os espectadores pela irreverência das fantasias e a espontaneidade do público.

Na maioria das cidades do interior, as pequenas escolas de samba também se organizam durante todo o ano para abrilhantar as ruas no mês de fevereiro. A diferença para as grandes cidades é que os desfiles acontecem com a ajuda de turistas, que compram a fantasia no momento de entrar na avenida.

Mesmo com poucos recursos, os figurinos são de dar inveja a qualquer folião do Rio de Janeiro. Tudo artesanal, confeccionado com o suor de cada habitante das pequenas cidades. E não pense em pouca coisa, não! Há carro alegórico, mestre-sala, porta-bandeira, baianas e até coreografias.

Outra marca do carnaval de Minas é o ambiente familiar. Não há quem não se apaixone pela farra, regada de segurança e gente de bem com a vida. As crianças invadem as ruas, cheias de energia, e podem desfrutar da festa ao lado de adultos.

Viaje por perto
Foto do carnaval de Guarani no dia do 
Bloco do Falecido

Para quem gosta de curtir a folia, mas não quer viajar longas distâncias, elaboramos um roteiro divertido, econômico e com algumas atrações da região da Zona da Mata Mineira. Há opções para todos os gostos com carnavais de rua, trios elétricos, bandas de axé ou escolas de samba.

Na agenda dos pré-carnavalescos, uma boa pedida é o Bloco do Zé Pereira, tradicional em Rio Novo. A concentração acontece no sábado antes do carnaval, por volta de 16h, no centro da cidade. De lá, os foliões fantasiados percorrem ruas e vão seguindo o boneco do Zé Pereira.

Também no sábado que antecede a folia, há o baile do Hawaí, em São João Nepomuceno. Ao som de axé e marchinhas de carnaval, o público dança até às 6h da manhã.

Quem gosta de guerra, pode se render a uma batalha de confete pelas ruas de São João Nepomuceno. O troca-troca começa na quarta, antes do sábado de carnaval, e vai até na sexta, em diversos locais da cidade.

Foto do carnaval de Guarani no dia do 
Bloco do Falecido

Na sexta-feira de carnaval, a movimentação é intensa em Guarani. As bandas de axé e blocos sacodem o público. As cidades vizinhas como Rio Pomba, São João Nepomuceno e Bicas também começam a esquentar os tamborins.

No sábado e domingo, começam os bailes show e desfiles das escolas e blocos. A euforia aumenta na segunda-feira, quando a maioria dos blocos sai pelas ruas. Este é o caso do Bloco do Falecido, que para os mais íntimos torna-se Bloco do Falé. Segundo a crença popular, o falecido, que vai sendo empurrado em um caixão no meio do povo, é um bêbado que morreu durante o carnaval.

Já em São João Nepomuceno, cerca de 20 mil foliões se concentram para o Bloco do Barril. A curtição gira em torno de dois trios elétricos e um carro de pinga gratuita. Os foliões vão se abastecendo de música e bebida durante a marcha. É festa para ninguém botar defeito.

Um dia em cada cidade
Se você quer curtir o carnaval na região e conhecer as cidades próximas à Juiz de Fora, confira o nosso roteiro:

Mapa de como 
chegar até as cidades citadas na matéria

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