Santa Rita de Jacutinga Belezas naturais e igrejas históricas encantam turistas
à procura de tranqüilidade



Renata Cristina
Repórter
Fotos: Patrícia Guimarães
e José Geraldo Chinelato
22/06/2007

Considerada a cidade das cachoeiras, a mineira Santa Rita de Jacutinga reserva para seus visitantes nada mais, nada menos do que 72 quedas d'água. Para quem pretende descansar sozinho, ou com uma companhia especial, esta pode ser uma proposta irrestível, para um repouso exclusivo, sem muita concorrência e confusão.

A cidadezinha de cinco mil habitantes é cheia de encantos e beleza, a começar pela mineiridade impregnada em sua arquitetura. Casebres, igrejas e a típica praça no centro da cidade (com um coreto, é claro) dão o tom interiorano à Jacutinga.

A hospitalidade, a comida caseira e o bom bate-papo com os nativos transformam o local em algo mágico, difícil de se encontrar nos quatro cantos do mundo. Ao mesmo tempo, essa tranqüilidade se perde com uma vasta lista de locais preparados para receber amantes dos esportes radicais. Entre as atrações, há o rapel, off-road, rafting, trekking, cavalgada e vôo de asa-delta (leia mais sobre esportes radicais).

Há dez anos, o fotógrafo José Geraldo Chinelato aproveita as belas paisagens de Jacutinga para os seus cliques. Também professor desta arte, ele já levou 12 turmas até a cidade, com o objetivo de treiná-las. "É uma região rica em paisagens e opções para a fotografia, além de ser muito acolhedora", define.

As cachoeiras e trilhas

Disposição é um dos requisitos principais para quem deseja conhecer as cachoeiras de Santa Rita de Jacutinga. Algumas delas estão situadas bem perto do centro da cidade, outras ficam mais distantes e, muitas vezes, exigem dos visitantes uma boa caminhada.

A Boqueirão da Mira é umas das mais conhecidas por sua beleza e singularidade. Sua queda d'água fica a 80 metros de altura em meio de um abismo com cem metros de circunferência. Há quem diga que é a maior abertura de cachoeira em Minas Gerais. Para chegar lá é preciso seguir em direção ao Arraial do Cruzeiro e caminhar cerca de quatro quilômetros. No caminho, é possível passar por uma trilha que dá na Cachoeira dos Meirelles, parada obrigatória para um mergulho e uma ducha.

Foto de uma das cachoeiras de Santa Rita de Jacutinga tunel montanhas

Um circuito por várias cachoeiras também pode ser feito por quem não tem muito tempo a perder. O mais indicado é pegar a Trilha das Cachoeiras, que possui várias quedas belíssimas. O caminho tem início na cachoeira do Pacau e vai até a Cachoeira dos Sonhos. Um dia todo de caminhada pode reservar inúmeras surpresas aos turistas.

Religiosidade
Igreja de Santa Rita

Para quem não curte mato, verde e longas caminhadas, um passeio em torno da cidade já vale a estadia. "A cidade fica entre as montanhas e para qualquer lugar que se olhe é puro verde", comemora José Geraldo.

O número de igrejas também é expressivo na região. Há uma capelinha em cada bairro, além da Matriz de Santa Rita de Cássia, de 1859, e da " Igrejinha do alto", que se localiza no Monte Calvário, a 800 metros de altura, em que a padroeira é Nossa Senhora Aparecida.

Como em toda cidade mineira, as festividades em homenagem a padroeira não poderiam deixar de existir. A melhor celebração é dedicada a Santa Rita de Cássia, no dia 22 de maio, com uma bela procissão até o Monte Calvário. Barracas típicas, leilões e missas são alguns dos atrativos da festa.

Como chegar
Saindo de Juiz de Fora, pegue a BR-040 em direção a Lima Duarte - Caxambú. Ir até Bom Jardim de Minas, entrar na cidade, sendo a partir daí 32 km de estrada de terra até Santa Rita de Jacutinga.

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