• Assinantes
  • Autenticação
  • Turismo

    Turismo em Santos Dumont é pouco explorado Cidade possui grande potencial turístico. Para quem gosta de turismo de aventura e rural, Santos Dumont oferece diversas opções de passeios

    Daniele Gruppi
    Repórter
    19/09/2008

    Próximo a Juiz de Fora, Santos Dumont é uma cidade que oferece atrativos naturais e culturais aos visitantes. Apesar de apresentar grande potencial turístico, a atividade ainda é pouco explorada.

    Para o turismólogo Reinaldo Andrade de Oliveira, o município que faz parte do Circuito Caminho Novo deveria investir em estrutura nos principais pontos turísticos para poder receber e encantar os turistas.

    Reinaldo afirma que para quem gosta de turismo de aventura e rural, Santos Dumont oferece diversas opções de passeios. São destaques na cidade também o artesanato e gastronomia. O queijo reino com doce de leite e os biscoitos finos são guloseimas famosas.

    Oliveira dá as dicas dos locais que vale a pena conhecer. O Museu Casa de Cabangu é um dos pontos turísticos mais conhecidos, além de uma área natural, encontra-se um acervo composto por objetos particulares de Santos Dumont. Próximo ao Museu há a Fazenda do Cabangu onde se encontra um arquivo com documentos, objetos e fotos da aviação no Brasil.

    Entretanto, a parada obrigatória quando se vai a Santos Dumont, é a represa Ponte Preta. Ela se apresenta como o local ideal para fazer uma boa caminhada e também para nadar, andar de barco, pescar, acampar e curtir o dia livre para o lazer.

    A represa tem 18 quilômetros de extensão e chega até 20 metros de profundidade, e em alguns trechos chega até 300 metros de largura. É formada pelas águas do Rio Pinho. Dos dois lados há estradas de chão que leva à outros distritos, como Formoso, São João da Serra e até mesmo a outro município, como Aracitaba.

    Foto da Casa de Cabangu Foto da Casa de Cabangu Foto do avião de Santos Dumont

    O Parque da Lagoa possui 65 alqueires cobertos com mata nativa, abrigando uma rica flora e fauna. Formada pelas águas do rio Pinho há as Corredeiras Luiz Cunha e Tico-Tico. Para os visitantes se refrescarem, a Cachoeira da Fumaça é considerada a mais bonita do município.

    Em Santos Dumont, há também um Horto Florestal, que é uma reserva que possui várias espécies de animais, flora e fauna preservadas. Outro passeio é percorrer as trilhas que acompanham a Estrada Real.

    Foto da Represa Ponte Preta Foto da represa da Ponte Preta Foto da Represa da Ponte Preta

    Composta, em sua totalidade, por dez quilômetros até a divisa com o Município de Antônio Carlos, a Estrada Real se localiza-se na subida da Serra da Mantiqueira, conhecida na região também como Serra do Navio, calçado por paralelepípedos e calçamento originais de sua construção. Durante o percurso pode-se observar bela paisagem natural, antigas fazendas e dois chafarizes da época de sua construção, além de algumas inscrições em pedras, tal como uma homenagem posterior a sua criação a Mariano Procópio datada de 1928.

    Foto da Fazenda Cabangu Foto da Estrada Real Foto de um lago
    História do município

    A história da cidade vai muito além da homenagem ao pai da aviação, Alberto Santos Dumont. O povoamento da região onde se localiza o município está associado à abertura do "Caminho Novo", que fazia ligação entre a sede da Capitania, situada no Rio de Janeiro, e a região aurífera das Minas de Cataguases.

    Nessa época, foram sendo descobertos ouro, mas de maneira espacialmente dispersa pela área, tornando necessária a implantação de pontos de parada que pudessem oferecer suporte aos viajantes, pois careciam de locais para provisão de alimentos, troca de animais e descanso. Dessa forma, o Governo da Metrópole permitiu a concessão de terras a quem quisesse cultivá-las à margem do Caminho Novo, propiciando assim o aparecimento de pequenos núcleos populacionais.

    Foto da cidade Domingos Gonçalves Ramos foi um dos que obteve tal concessão. Ele se estabeleceu com sua família e dois genros: Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves. Este último obteve do Capitão-General da Capitania uma parte excedente da porção norte da sesmaria do sogro, que, posteriormente, foi adquirida por João Gomes Martins. Suas terras corresponde na atual cidade ao bairro de Santo Antônio ou de João Gomes Velho. O outro genro, Pedro Alves, requereu excedentes da parte sul, lá estabelecendo engenhos e plantações, em lugar que hoje também abriga parte da cidade.

    O arraial era então distrito de Santo Antônio do Paraibuna (atualmente Juiz de Fora). Através da Lei Provincial no 665, de 27 de abril de 1854, foi incorporado À Barbacena. Em 1865, desmembra-se da Freguesia de Chapéu D'uvas e, dois anos mais tarde, eleva-se à categoria de Paróquia. Com o Decreto no 3712, de julho de 1889, foi criado o município de Palmyra, hoje Santos Dumont.

    No mesmo ano, através do Decreto número 10.447, de 31 de julho, o município passou a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao filho da Terra Alberto Santos Dumont. Dados do IBGE de 2007 apontam que a cidade possui 45.922 habitantes.

    * Histórico fornecido pela Agência de Desenvolvimento de Santos Dumont

    O melhor provedor de internet de
    Juiz de Fora

    ACESSA.com

    Banda larga na sua casa a partir de R$29,90

    Conheça nossos planos

    (32) 2101-2000

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.