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    Conheça a região da Serra do Brigadeiro em Minas Gerais

    Bruno Caniato
    *Colaboração
    24/12/2016
    Pico do Boné

    No extremo norte da Serra da Mantiqueira, na Zona da Mata mineira, a cerca de 200 km de Juiz de Fora, um paraíso natural de vales, chapadas e rios se estende por quase 15 mil hectares. Trata-se do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, rodeado pelos municípios de Araponga, Fervedouro, Miradouro, Ervália, Sericita, Pedra Bonita, Muriaé e Divino e seus distritos. A região é predominantemente composta por Mata Atlântica, contribuí de maneira significativa para a formação das bacias dos rios Paraíba e Doce e abriga o muriqui-do-norte, o maior primata sul-americano.

    Desde 2011, a jornalista Angeliza Lopes mantém o Portal Serra do Brigadeiro, um guia turístico com informações e roteiros turísticos sobre a região da serra. Em entrevista ao Portal ACESSA.com, ela apresenta um pouco do Parque e dá dicas para quem deseja conhecer a região. Confira, a seguir, as principais atrações da Serra do Brigadeiro e como visitá-las.

    Cachoeira Três Quedas

    Atrações

    O Parque possui duas portarias, que são a da Pedra do Pato, no distrito de Fervedouro, em Bom Jesus do Madeira, e a Portaria de Araponga. Em Fervedouro, a Pousada Refúgio dos Galdinos é uma opção de hospedagem, perto de pequenas trilhas próximas à Cachoeira Três Quedas, onde os visitantes podem se banhar.

    A visitação da sede do Parque é também uma opção de passeio, onde você pode caminhar pelo Circuito dos Primatas ou até a Pedra do Pato, a 1.908m de altitude. Na sede, existe um espaço para visitantes bem interativo e as rotas podem ser feitas com ajuda dos guardas do parque. Há também o mirante, onde pode ser visitada a capela, e a Fazenda do Brigadeiro.

    Outro pico muito conhecido é o Pico do Boné (1.860m), mais visitado de todos na região, entre Fervedouro e Araponga. Os visitantes têm a opção de se hospedar em pousadas próximas à trilha, com cachoeira e poços naturais que começam fora do Parque – por isso, é bom ir acompanhado de um grupo com um guia. Há também a Serra das Cabeças, onde o visitante pode se banhar na cachoeira e ficar hospedado em pousada próxima a Pedra Redonda e a trilha do Carvão, de 7 km, que conta um pouco do trajeto que as mineradoras faziam antes da região se tornar parque. Outro espaço que também é bem visitado é a região do Pico do Itajurú, que é próximo do distrito de Belisário, em Muriaé.

    Além das belezas naturais, os visitantes podem se aventurar em rapel na cachoeira, visitar alambiques e conhecer a produção orgânica de café, apicultura e produção de farinha de milho com técnicas de manufatura. Existe também o projeto 'Cavalgada Aldeia da Vida', com atividades de cavalgadas nas trilhas do Parque, além da instalação recente da Rota Serra do Brigadeiro para um percurso de bike no entorno do Parque.

    Como chegar e hospedagem

    O Parque do Brigadeiro possui dois acessos. O mais próximo de Muriaé é a portaria Pedra do Pato, seguindo pela BR-116 (antiga Rio-Bahia) até chegar à cidade de Fervedouro. Em Fervedouro, basta seguir 20 km em estrada de terra até o distrito de Bom Jesus do Madeira e continuar por mais 7 km até chegar à sede do Parque. Já para quem vem de Belo Horizonte, o caminho passa por Viçosa, vai até o trevo de acesso a Ubá, segue no sentido São Miguel do Anta, e depois pela BR-482 até Araponga. A partir daí, é só seguir por 11 km de estrada de terra até a Portaria Araponga, a 1 km do Parque.

    Chegar por Viçosa e Araponga é a opção de estrada com melhor infraestrutura, além de serem os municípios mais próximos da sede do Parque. No entanto, por Fervedouro também rende uma vista maravilhosa dos picos e pedras, como a Pedra do Pato; no entanto o visitante terá que andar mais em estrada de chão. Dos dois lados existem boas pousadas e campings.

    A entrada no parque é gratuita, mas ainda não oferece infraestrutura de restaurante e campings. As pousadas possuem opções de camping na média de R$ 25 por pessoa e quartos para casal que ficam na média de R$ 150.

    Turismo alternativo

    O Turismo de Base Comunitária permite ao visitante conhecer o cotidiano das pessoas e a produção de vários artigos na região. É uma verdadeira imersão na vida rural.

    Outros formatos de turismo também estão crescendo na região, como o festival Gastronômico de Pirapanema (distrito de Muriaé) e eventos de Cerveja Artesanal em Belisário. Existe também a sede da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Iracambi (Oscip Iracambi), que recebe intercambistas da Alemanha para um trabalho de preservação ambiental na região.

    *Bruno Caniato é estudante de Jornalismo da UFJF

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