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    Conseguir melhorar de cargo dentro de uma empresa depende do funcionário conhecer e desenvolver suas próprias habilidades

    Sílvia Zoche
    Repórter
    29/04/05

    A psicóloga, especialista em RH, fala o que uma pessoa deve fazer para se desenvolver profissionalmente na empresa em que trabalha. Clique!

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    Para crescer profissionalmente, é preciso muito mais que reconhecer as próprias habilidades, é necessário desenvolvê-las! Não é à toa que Davidson Winter (foto ao lado) assume, hoje, uma função bem diferente da que fazia na empresa Keeper, quando foi contratado há nove anos atrás. Davidson começou como office boy, aos 14 e, atualmente, aos 23, é gerente de tecnologia, responsável pela Segurança de Trabalho, Meio Ambiente e Planejamento de Produção da mesma empresa.

    Ele conta que o importante é se dedicar e se esforçar. "Aprendi com algumas pessoas sobre isso. Eu vim de uma família modesta. Tenho que construir algo pra mim o quanto antes. Quando comprei um terreno, alguns amigos me acharam bobo por não ter comprado um carro. Mas eu não quero chegar aos 40 anos e ter que pagar aluguel", comenta. E ele quer continuar sua evolução profissional, por isso garante que vai para outra cidade trabalhar com Meio Ambiente. "Não agora e nem em grandes centros. Existe muita cidade de interior com indústrias que precisam se adequar às normas ambientais", explica.

    Como office boy, Davidson fazia seu trabalho de banco na parte da tarde, e a manhã ficava um pouco ociosa. "Eu não gostava de ficar à toa. Então, eu lia alguma coisa e ajudava também um funcionário que trabalhou aqui, o senhor Felipe. Ele era gerente de tecnologia. Ele foi uma pessoa muito humilde e me ensinava tudo", relembra.

    Depois de seis meses na empresa, foi indicado para trabalhar no setor de faturamento. Só largou o cargo de office boy, quando teve que assumir, também, a área de cobrança, onde permaneceu por dois anos. Para ficar atualizado, fez um curso técnico de Segurança do Trabalho. "Como a empresa terceirizava esse serviço, assim que formei, fui contratado para cuidar dessa parte também", diz.

    Logo em seguida, começou a faculdade de Engenharia Ambiental, à noite. "Não é fácil, porque não existe um horário certo para sair do trabalho, para almoçar... Mas eu quero investir em mim", diz. E a visão de Davidson foi correta. Na época em que começou a graduação, a empresa teve que, obrigatoriamente, se ajustar às normas de gestão ambiental. "Pude ajudar na estação de tratamento que não existia. Agora, a fábrica está de acordo com a ISO 14000".

    No fim de 2002, seu amigo de trabalho, Felipe, faleceu. Como Davidson tinha uma noção do trabalho, assumiu interinamente e, três meses depois, assumiu o cargo em definitivo. Fez, então, cursos de programação, manutenção, entre outros, para se aperfeiçoar. "A empresa me ajuda nestes cursos. Eles me apóiam nas decisões de estudar", diz.

    Não satisfeito, o rapaz iniciou uma pós-graduação de Engenharia de Produção, que termina no 1º semestre deste ano. Antes, havia feito 12 matérias de outra especialização em Gestão Ambiental e Indústria. "Na verdade, são 15 matérias. Puxei as 12 para completar meu curso de graduação e me sentir mais seguro na área de meio ambiente".

    Visão de equipe

    Há três anos na empresa MRS Logística, e em Juiz de Fora, Alysson Barros Paolinelli (foto ao lado) começou como superintendente de Planejamento Estratégico, um ano depois assumiu a superintendência de Planejamento e Controle de Produção e, no dia 02 de maio de 2005 (segunda), aos 33 anos, assume o cargo de diretor de Planejamento e Controle de Produção.

    Antes de mais nada, ele enfatiza que, em cargos de comando, é preciso ter "as melhores pessoas trabalhando com você". O comunicado de que seria diretor deixou Paolinelli surpreso, mas, ao mesmo tempo, com sentimento de que possui potencial e perfil para assumir a nova responsabilidade. "Isso mostra que meu trabalho é reconhecido e que o mercado precisa de uma renovação, não só de pessoas, mas nos processos, na forma de gestão", diz.


    Paolinelli é de Curitiba, trabalhava em outra empresa de ferrovia e aceitou vir para Juiz de Fora por acreditar na possibilidade de crescimento da empresa. "Eu não vim com a idéia de ser diretor, mas com o interesse de desenvolver bem o meu trabalho. Eu acredito neste negócio. Acredito que o transporte ferroviário ainda vai crescer muito. E essa crença me dá força para crescer como pessoa, profissional e empresa".

    Apesar de ser formado em Engenharia Eletrônica, nunca exerceu a profissão. Como trabalhou em uma grande empresa na área de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas por quatro anos, ele afirma que consegue chegar mais rapidamente a soluções, mesmo não sendo técnico. "Em um ano, tornei-me assistente do diretor da empresa. A convivência com esse mundo criou uma base forte". Tanto que ele possui a facilidade de identificar o que existe de melhor em cada funcionário. "Consigo ver quem fará um trabalho melhor na gerência ou em vendas, por exemplo. Quando você atua na área certa, seu trabalho tem um resultado muito superior".

    Uma dica de Paolinelli é ler sempre. "Muita gente lê, mas não coloca em prática. Se você fica muito preso somente no trabalho que você faz, você tem uma visão limitada. É preciso olhar os fatos da empresa como se estivesse no morro e ter humildade de ver seus erros, as melhorias e motivar as pessoas para que as mudanças possam acontecer. Se você não consegue ter uma visão do processo com um todo (processos, equipamentos e pessoas) não tem jeito". E ele enfatiza, mais uma vez: "Tenha as melhores pessoas com você".

    Para quem está formando recentemente, Paolinelli diz que é imprescindível aprender como é a vida de uma empresa durante dois anos, antes de partir para uma especialização, desde que que a pessoa não tenha interesse em tornar-se um professor ou pesquisador. "Se a intenção é crescer, é melhor você conhecer a empresa em que trabalha, identificar-se com um ramo para depois fazer a pós-graduação correta. Isso forma uma base de sustentação do crescimento no momento adequado". Paolinelli procura, a cada dois anos, se especializar em áreas que sente ser importante para seu trabalho.

    Desenvolvimento de habilidades

    "Acho que o profissional precisa saber onde quer chegar. Após definido isso, ele tem que saber como chegar lá e desenvolver-se para tal, apresentando resultados. Extrapolar as expectativas. A partir daí, é contar com uma oportunidade e o reconhecimento." Essa é a opinião do gerente de suporte do provedor ACESSA.com, Henrique Castañon Antunes (foto ao lado).

    Aos 25 anos, trabalha há cinco na mesma empresa. Ele garante que é preciso ter metas para alcançar o objetivo. Há dez meses no cargo de gerente, Antunes vai começar uma especialização para ampliar sua visão de trabalho. Começou como estagiário do suporte técnico, por um ano e meio, na época em que ainda fazia faculdade. Depois, um ano como técnico de suporte e antes da atual posição profissional, foi programador por um ano e meio.

    A grande questão para a psicóloga especialista em Recursos Humanos, Maria Aparecida Frade Pires, (foto ao lado, à esquerda), é enxergar as oportunidades que a realidade oferece, para conseguir ascensão na empresa em que trabalha. "Antes, ficava-se vislumbrando o que mercado oferecia, para sair de uma empresa e ir para outra. Hoje, as pessoas sabem que a exigência é maior. Você vê o seu colega se qualificando e você estagnado, então, as pessoas vêem nos outros o modelo. E isso acontece em qualquer empresa", diz.

    Um segundo ponto a ser pesquisado é identificar quais são seus talentos e desenvolvê-los. "Antes, a pessoa esperava a empresa ver um potencial nela e descobrí-la. Hoje, você tem que se mostrar. É importante o auto-conhecimento, a conduta, a organização, a disciplina, o comprometimento, os valores e o papel social", afirma a psicóloga.

    Gostar do que faz, buscar a realização pessoal é fato para conseguir mostrar um bom trabalho. Mas ainda existem pessoas que trabalham sem motivação. "Muita gente chega dizendo que precisa trabalhar para atender a demanda de outro, como a mãe que não quer o filho de 18 anos em casa, à toa. Então, ele diz que procura um emprego, porque a mãe quer".

    Algumas empresas, que não possuem a estrutura de Recursos Humanos, contratam a orientação profissional para seus funcionários, mais conhecidos como colaboradores, para ajudá-los a crescer na empresa. "É um projeto de uma empresa que quer aproveitar melhor o talento de seus colaboradores. O endomarketing (ação de marketing voltada para a satisfação e aliança do público interno) é uma arma importante ", explica.

    Cresce o funcionário e, conseqüentemente, a empresa em que trabalha.

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