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    Como pedir um financiamento estudantil


    Em Juiz de Fora já foram liberados R$ 2 milhões para o Fies
    São 320 beneficiados na cidade e mais de 1.500 na região

    Ana Luisa Damasceno
    08/01/04


    Como e quem pode adquirir o financiamento estudantil. Saiba o que você deve fazer, clicando ao lado.

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    Aprovação no vestibular. Momento de muita alegria. É hora de comemorar e pensar no futuro, na carreira... Mas antes é preciso passar por alguns anos na faculdade. E, usando o pensamento prático, colocar na ponta do lápis os gastos. Lanche, xerox, livros, pesquisas... Se o estudante cursa uma faculdade particular, ainda deve se preocupar com a mensalidade.

    Anderson Agostinho da Costa (foto abaixo), que está no 3º ano de Direito, não imaginava que o gasto seria tão alto. "Quando passei, achei que a maior parcela seria da mensalidade. Não sabia que os livros e as cópias de apostilas sairiam tão caros". O estudante chegou a pensar em abandonar os estudos. "Meu pai ajudava na mensalidade, mas ele estava fazendo pós-graduação e a situação apertou. Ainda bem que consegui o financiamento".

    TUDO SOBRE O FIES
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    Anderson Agostinho da Costa Assim como Anderson, 1570 pessoas na Zona da Mata e 320 em Juiz de Fora apelaram para o FIES - Financiamento Estudantil do Ensino Superior. O programa do Ministério da Educação libera um financiamento, através da Caixa Econômica Federal, que garante até 70% do valor da mensalidade.

    Em Juiz de Fora, estão cadastrados para o FIES o CES, a Estácio, o Vianna Júnior, a recém faculdade instalada Doctum e a Unipac. De acordo com a gerente de mercado da Caixa Econômica, Euneide Ferreira Costa, o programa substituiu o antigo Crédito Educativo e já é um sucesso. "O número de estudantes atendidos triplicou em todo o Brasil". O FIES financiou 218 mil alunos desde a sua criação, em 1999.

    Como conseguir?

    Euneide Ferreira Costa Euneide Ferreira Costa (foto) explica que os critérios de seleção são complicados: "são vários os fatores que podem tornar apto o candidato ao financiamento. Além da renda do grupo familiar e da condição social do estudante, o Ministério da Educação leva em conta até se tem alguém com doença terminal na família", diz.

    O candidato deve ter documentos que comprovem sua condição econômica e social. Todo o processo seletivo é feito pela internet, assim como as inscrições. "Geralmente, o período de inscrições começa no meio do ano. Ainda não temos cronograma para 2004, mas os interessados devem estar sempre acessando os sites da Caixa e do MEC, atrás de informações", destaca Euneide.

    Inadimplência

    Uma das principais razões para a extinção do antigo Crédito Educativo foi a inadimplência. "Chegou a 30%", conta Euneide. Ela acredita que isso acontecia porque os alunos só começavam a pagar quando terminavam o curso. "Assim ficava difícil para eles, que entravam no mercado de trabalho com uma dívida".

    Josiane Damasceno Esse foi o caso de Josiane Damasceno (foto ao lado). A auxiliar administrativa cursou História na PUC de São Paulo graças ao crédito educativo. Quando se formou perdeu o emprego, e ficou difícil pagar as parcelas do crédito educativo. "Meu nome foi para o Serasa. Fiquei alguns meses nessa situação até meu padastro, que era meu avalista, negociar a dívida na Caixa". Hoje as parcelas foram quitadas.

    O sistema do FIES é diferente. O universitário paga os juros em parcelas trimestrais, que podem chegar a até R$ 50. "Assim ele se acostuma a ter o compromisso de estar em dia com as parcelas. Dessa forma fica mais difícil para ele simplesmente deixar de pagar", explica Euneide Costa.

    Prova de que o novo sistema é mais eficiente são os números. Em Juiz de Fora já foram liberados R$ 2 milhões. São 320 beneficiados na cidade e mais de 1.500 na região. Os universitários da Zona da Mata já receberam R$ 9 milhões pelo FIES. Para 2004 a tendência é aumentar os números. A meta do Ministério da Educação é saltar de 218 mil para mais de 600 mil atendidos.

    Se você quer participar do FIES fique de olho nas datas de inscrição!

    Mais informações:

  • Ministério da Educação
  • Caixa Econômica

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