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    Designer de Móveis Estética, forma e conforto

    Rita Couto
    * colaboração
    27/12/2005
    O estudante do curso técnico de Design de Móveis, Felipe Moratori fala sobre o curso que escolheu. Clique ao lado e ouça!

    Ouça!

    Uma cadeira que vira escada, um berço que se transforma em escrivaninha. Isso é possível? Com uma boa dose de estudo, dedicação e criatividade, o designer de móveis é capaz de projetar peças com as mais variadas formas e funções, sem perder a estética e, principalmente, o conforto.

    Em Juiz de Fora, apenas o Colégio Técnico Universitário (CTU) oferece o curso técnico de design de móveis. Durante dois anos, divididos em três módulos e seis meses de estágio obrigatório, os alunos aprendem a apresentar novas soluções técnicas e visuais para a mobília.

    A Profissão

    "Design não é desenho, é concepção de projeto". É assim que o estudante Felipe Moratori define o curso técnico e a profissão. Facilidade para desenhar é um ponto importante para quem deseja ser designer, porém não é o principal. O desenho tem a função de transmitir as idéias de forma rápida e de fácil visualização, mas o principal é levar em conta três aspectos da peça:

    • Funcionalidade
    • Estética
    • Ergonomia

    Segundo o coordenador e professor do Curso Técnico em Design de Móveis do CTU, Eduardo Seabra, o profissional tem que estar atento às necessidades do usuário e às funções que serão atribuídas ao produto, além considerar os materiais e as possibilidades de execução e valorizar a estética e as formas, preocupando sempre em apresentar algo inovador.

    foto "O designer procura um detalhe para fazer com que uma mesa, que é um móvel comum, fique diferente. Por isso a criatividade é importante. Podem roubar, copiar a sua idéia, mas não a sua capacidade de ter idéias", defende Felipe (foto ao lado, à esquerda).

    Para criar ou recriar um objeto o primeiro passo a ser dado é a pesquisa. "Se vou fazer um berço, por exemplo, pesquiso tudo o que posso sobre esse móvel, vejo os modelos já existente e depois desenvolvo uma idéia original ou recrio em cima de algum produto", explica Luiz Cruz (foto ao lado, à direita), estudante do terceiro módulo do curso técnico.

    A etapa seguinte do projeto é definir os materiais, equipamentos e acabamentos adequados, estabelecer alternativas de viabilização, além de interpretar o código de ética e defesa do consumidor e executar o controle de qualidade e garantia do serviço.

    Áreas de Atuação

    De acordo com Seabra, o bom profissional de design participa e auxilia em todas as etapas de produção e por isso pode atuar em indústrias de artigos de mobiliário ou em escritórios de prestação de serviços, desde o design e redesign dos produtos até a execução e comercialização.

    Além de projetar móveis, o designer tem a possibilidade de desenvolver produtos de decoração, como abajures e porta-jóias, por exemplo, e utilizar outros materiais além da madeira, quase sempre de reflorestamento.

    "Temos a intenção de não ficarmos presos apenas à madeira, mas usar também o metal, quem sabe os dois juntos em uma única criação", finaliza Luiz.


    Clique aqui e saiba mais sobre o projeto Tauari,
    segundo lugar no 2° Prêmio Design da Terra

    *Rita Couto é estudante do quarto período de Comunicação Social da UFJF

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