• Assinantes
  • Autenticação
  • Educação

    Gestor ambiental urbano Profissional sensível a questões ambientais, capaz de gerenciar uma equipe, aliando questões técnicas e humanas em suas atividades

    A coordenadora do curso de graduação tecnológica de Gestão Ambiental Urbana, Rachel Zacarias, fala sobre a necessidade de profissionais especializados na área ambiental, em Juiz de Fora. Ouça.

    matéria em audio
    Sílvia Zoche
    Repórter
    21/11/2006

    Foto da avenida Rio Branco, 
mostrando um pouco de verde e um pouco da rua Proteção ao Meio Ambiente, desenvolvimento sustentável, legislação ambiental é algo bastante comentado na mídia, mas é são assuntos relativamente novos. Tanto que ainda há muitas pessoas, inclusive empresas, que não sabem o quanto estas e outras questões referentes ao meio ambiente são importantes no dia-a-dia e fazem a diferença com o passar do tempo.

    Uma pesquisa de mercado realizada em Juiz de Fora mostrou a necessidade da criação de um curso que formasse profissionais capacitados para atuar neste setor. Este foi um dos fatores apontados pela coordenadora do curso de tecnologia Gestão Ambiental Urbana, Rachel Zacarias.

    "O próprio mercado exige responsabilidade ambiental dentro do mundo competitivo. O consumo sustentável também é uma realidade, ainda nem tanto no Brasil, mas há consumidores que priorizam produtos fabricados coma preocupação com o meio ambiente. A empresa que não se preocupar, vai ficar com o mercado retraído", diz.

    "O curso surge da necessidade de termos profissionais que possam atuar no processo de gestão ambiental, como o licenciamento ambiental. Como tudo é muito novo, as formações tradicionais, como a engenharia, a Administração, até a Pedagogia, não inseriram ainda na sua grade curricular a dimensão ambiental", ressalta.

    Foto da estudante Ederwanda Lage da Silva A primeira turma vai formar em janeiro de 2007 e Rachel comenta que há alguns alunos que já trabalham na área. É o caso da estudante Ederwanda Lage da Silva (foto ao lado), que atuava na área de construção civil, conheceu o setor ambiental e pediu a transferência. "No mesmo período comecei a fazer o curso de gestão". Hoje, quase formada, ela diz que leva a experiência do seu trabalho para o curso e usa os conhecimentos das aulas para o seu serviço.

    Ederwanda mexe com licenciamento ambiental de atividades industriais, mas depois do seu trabalho de monografia, conheceu mais de perto a gestão de resíduos. "Meu trabalho foi sobre Gestão de resíduos de serviços de saúde e educação ambiental nas empresas: a percepção dos funcionários no processo".

    Ela acredita que a educação ambiental nas empresas é fundamental para a conscientização dos funcionários. "Enquanto gestor, a gente tem visão de tudo e tem vontade de trabalhar em outras áreas também. A área de resíduos me atrai e pretendo fazer mestrado nesta área".

    Para ela, o gestor precisa ser mais crítico sobre a "problemática ambiental" e concorda que Juiz de Fora possui uma deficiência no mercado de profissionais desta área. "Nem sempre quem atua neste setor tem conhecimento amplo e profundo".

    O que se estuda

    Foto da coordenadora do curso de 
graduação tecnológica de Gestão Ambiental Urbana Rachel Zacarias Multi e interdisciplinar. Estas são características primordiais do curso para Rachel, que ressalta que um estudante de Gestão Ambiental Urbana não aprende somente as partes técnicas. "Senão, muitos problemas ambientais, como o do lixo, já estariam resolvidos. Precisamos de tecnologia, mas também da sensibilidade das pessoas. A base humana possibilita formar um gestor com uma visão mais integral", diz Rachel (foto ao lado).

    Os alunos têm aula de geografia, química, geografia, biologia, ética, responsabilidade social, entre outras disciplinas. Isto possibilita o gestor dialogar com o químico da equipe, por exemplo.

    O curso atrai pessoas sensíveis a questão ambiental, como repara a coordenadora do curso. "Há muitas atividades práticas e isso torna o curso agradável. Os professores são mestres e doutores em sua maioria, trabalham a vida acadêmica, mas também estão no mercado. Esse é um diferencial", analisa.

    O curso, apesar de ser em dois anos, não é fácil, segundo Rachel. É preciso estudar bastante e se empenhar mesmo depois de graduado. "Tem que continuar estudando e se aprimorando".

    Alunos do curso de Gestão Ambiental na 
Embrapa de Coronel Pacheco para avaliar os impactos ambientais Alunos do curso de Gestão Ambiental na 
Embrapa de Coronel Pacheco para avaliar os impactos ambientais

    O curso abre 50 vagas, atualmente, no vestibular. Para se formar, é preciso fazer juntamente com as disciplinas uma monografia ou um estágio de 200 horas. Nas duas fotos acima, os alunos foram a Embrapa de Coronel Pacheco avaliar os impactos ambientais.

    Atribuições

    Para poder atuar no mesmo depois de se formar, é preciso fazer o registro do título. No caso dos estudantes graduados pelo Instituo Vianna Júnior, o registro é feito no Conselho Regional de Química (CRQ), no qual concede as seguintes atribuições ao novo profissional:

    • Direção, supervisão, programação, coordenação, orientação e responsabilidade técnica no âmbito das atribuições respectivas
    • Assistência, assessoria, consultoria, elaboração de orçamentos, divulgação e comercialização no âmbito das atribuições respectivas
    • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento e serviços técnicos, elaboração de pareceres, laudos e atestados no âmbito das atribuições respectivas
    • Desempenho de cargos e funções técnicas no no âmbito das atribuições respectivas
    • Produção, tratamentos prévios e complementares de produtos e resíduos
    • Estudo de viabilidade técnica e técnico-econômica no âmbito das atribuições respectivas

    "O gestor pode trabalhar em empresas na área de gestão ambiental compondo uma equipe como responsável, contratando químico, engenheiro, sociólogo e até pedagogo, por exemplo. Pode também trabalhar em uma empresa pequena e ser responsável por tudo". Quanto maior a empresa, maior deve ser a equipe de gestão ambiental, segundo Rachel.

    Há campo de trabalho também em gestão de unidades de conservação, como Ibitipoca. "Juiz de Fora tem sete áreas de preservação", lembra. É possível trabalhar como gestor de resíduos, gestor hídrico, empreender o próprio negócio, trabalhar com processo de licenciamento ambiental e educador ambiental. "Dentro de ONGs. Mas ele não pode ser professor de ensino superior, porque ele recebe graduação e não licenciatura".

    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Publicitário

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.