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    Americanos divulgam pesquisa
    ::: 28/02/2006

    Cientistas americanos, assim como o seu presidente, jogam uma bomba no mundo da saúde e conseguem , ao contrário do que aconteceu com os iraquianos, representar um papel no mínimo constrangedor diante da comunidade cientifica mundial.

    O trabalho consumiu mais de 400 milhões de dólares (em gastos eles são bons, mas em repartir são reprovados) e foi realizado em oito anos com mais de 50.000 mulheres com idade entre 50-79 anos na pós-menopausa dividas em 2 grupos com dietas distintas. O estudo colocou em dúvida o papelda dieta na prevenção dos distúrbios cardiovasculares, tumores colorretais e da mama. Um grupo adotou uma dieta pobre em gorduras e rica em vegetais e cerais. O outro não mudou os hábitos alimentares. A pesquisa concluiu que 9% do grupo que seguiu a dieta teve menor incidência de câncer de mama, 8% mais de incidência de câncer colorretal e 3% menos infartos e derrames. Como as diferenças estatísticas não são importantes cientificamente o estudo, equivocadamente, concluiu que comer gordura não traria malefícios à saúde.

    Esta conclusão vai de encontro ao restante da comunidade científica mundial que tem descoberto, assim como os farmácos, nutrientes que têm ação específica comprovada em determinada patologia. Existem muitas pesquisas demonstrando que comer frutas, verduras, legumes, cereais integrais e menos gordura melhora o desempenho físico e intelectual, reduz a incidência de infartos e aneurismas, diabetes, previne Alzeheimer, osteoporose até depressão.

    O estudo americano falhou ao analisar apenas mulheres em idade avançada e pós menopausa, o tempo de acompanhamento foi curto para analisar efeitos da alimentação a longo prazo, a meta de redução da ingestão de gordura era de 20% mas só foi reduzido em 10% e o trabalho não levou em consideração os diferentes tipos de gorduras.

    Por essa e por outras, como aquela do aspartame que circulou pela internet, precisamos ter uma visão crítica e a ajuda de especialistas para interpretar pesquisas divulgadas nos meios de comunicação. As verdades nem sempre são absolutas.


    Arnaldo Pinheiro
    é nutricionista formado pela UFV em abril de 1992
    trabalhando na área de nutrição clínica, nutrição enteral
    e nutrição esportiva.

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