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    Artigo
    Gorduras Trans
    ::: 28/03/2006

    Você já comeu gorduras trans? Provavelmente já, e muito. No início do século passado, o processo de hidrogenação parcial de gorduras, solidificação dos óleos vegetais, confere consistência, sabor sem ranço e maior tempo para ser consumido. Em contrapartida, a gordura transversa (trans) é a maior responsável pelo aparecimento de doença cardíaca coronariana, pois aumenta o colesterol ruim, diminuindo o bom colesterol.

    Muitos estudos têm sido desenvolvidos a respeito das gorduras, e o seu lado benéfico deve ser ressaltado: são fontes de energia, servem de veículo para vitaminas lipossolúveis (A,D,E e K) e são fontes de ácidos graxos essenciais para o corpo. A diferença entre óleos e gorduras é, a 20º C, apresentarem estado sólido ou líquido. As gorduras em sua maioria apresentam estado sólido por conterem ácidos graxos saturados e de cadeia longa, o que a torna sólida.

    Com a identificação no início do século 20 de doenças cardiovasculares e ingestão de gorduras de origem animal, a hidrogenação dos óleos tornou-se fundamental à indústria de alimentos, causando uma revolução nas prateleiras dos supermercados.

    O processo de hidrogenação consiste no hidrogênio líquido sob pressão nas insaturações do ácido graxo, transformando os óleos em gorduras sólidas, resultando em uma pasta escura e mal cheirosa que, quando colocada na presença de alvejantes, transforma-se na pasta de gordura hidrogenada ou em margarina. Esta gordura aumenta muito a fração ruim do colesterol, o LDL colesterol, abaixando o colesterol bom, o protetor, o HDL. Ainda pode aumentar os índices de triglicerídeos do sangue e tornar baixa a ingestão de ácidos essenciais (ácido linoleico e linolênico).

    A gordura trans está presente em pequena quantidade na carne, leite e derivados de animais ruminantes, mas sua maior e abundante oferta na dieta é proveniente da ingestão de biscoitos recheados e waffers, cream crackers, batata frita de fast-foods, tortas e bolos prontos e semi prontos, pães doces, pão de forma, sorvetes, chocolates (diets são piores), achocolatados prontos, margarinas (quanto mais dura, pior), requeijão, pipoca de microondas, temperos em tabletes, salgadinhos tipo chips.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu em 2003 que a partir de agosto de 2006 os alimentos deverão conter a quantidade de gordura trans nos rótulos. Esta medida irá orientar a quantidade e a qualidade da gordura que ingerimos. Evite alimentos industrializados, leia os rótulos e evite aqueles alimentos que contenham na composição gordura hidrogenada, use margarinas cremosas com baixo teor de gordura e livres de gorduras trans e use óleos vegetais (canola e oliva).


    Arnaldo Pinheiro
    é nutricionista formado pela UFV em abril de 1992
    trabalhando na área de nutrição clínica, nutrição enteral
    e nutrição esportiva.

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