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    Brigando com a balança Estudo aponta que 80% dos juizforanos são ou podem se tornar obesos. Conheça melhor a doença e suas conseqüências

    Fernanda Leonel
    Repórter
    22/05/2006
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    Os números podem assustar, mas são o resultado das primeiras conclusões de um estudo aleatório realizado pelo médico endocrinologista Gilson José de Oliveira (foto): 80% dos juizforanos são obesos ou podem chegar a obesidade nos próximos anos.

    A pesquisa vem sendo realizada pelo médico que coleta dados a partir da análise das pessoas que freqüentam o seu consultório. Como destaca Gilson de Oliveira, o estudo pretende ser um prospecto baseado em observações e ainda precisa de passar por algumas análises, mas já pode apresentar algumas características importantes que dizem respeito à obesidade dos juizforanos.

    Algumas das informações coletadas já possíves de serem divulgadas, dizem respeito à relação alimentação versus classe social e alimentação versus faixa etária.

    A maioria dos juizforanos obesos estão concentrados nas classes sociais mais altas, nas quais há maior possibilidade de aquisição de alimentos para ingestão. Alimentos carregados de gorduras e açúcares, de maior valor calórico, na maioria das vezes, estão entre os de remarcação mais alta no supermercado.

    Outra conclusão diz respeito aos jovens. Filhos de adultos que possuem hábitos alimentares irregulares têm maior tendência a se alimentarem pior que outros jovens. Se eles vivem como dependentes finaceiros ou dentro da casa dos pais a situação pode ser ainda pior.

    Mas o que é obesidade afinal?

    O conceito de obesidade está relacionado ao acúmulo excessivo de gordura no corpo. Esse excesso, que não é necessário para nenhuma função, gera complicações para o organismo e pode acarretar doenças.

    Mas é preciso ficar atento para não confundir uma "barriguinha mais avantajada" com obesidade e nem deixar que essa doença passe despercebida. Para chegar a esse diagnóstico, os profissionais levam em conta algumas tabelas e números-base.

    No caso do endocrinologista Gilson de Oliveira, o cálculo é baseado no Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso em quilos pela altura ao quadrado da pessoa. O resultado encontrado nessa divisão pode determinar o diagnóstico (veja o quadro).


    Como determina o quadro, se o número encontrado na divisão do peso pela altura ao quadrado for menor que 20, você está subnutrido. Se o valor estiver entre 20 e 25, melhor, o seu peso está normal. Se o resultado estiver entre 25 e 30 você está classificado como uma pessoa que possui sobrepeso, ou como classifica o Gilson de Oliveira: você está corpulenta, com problemas no plano estético.

    Mas se o número encontrado for superior a 30, muito cuidado. Você já pertence ao grupo dos obesos e certamente está tendo algum tipo de complicação de saúde. Números acima de 40, são considerados gravíssimos, e muitas vezes só podem ser resolvidos com cirurgia de redução de estômago (saiba mais).
    Causas e conseqüências

    A obesidade pode ser causada principalmente por dois fatores. O primeiro deles, menos "voluntário", está relacionado a fatores genéticos. Ou seja, algumas pessoas possuem potencializações hereditárias que fazem com que ela tenha maior ou menor facilidade de ganhar peso.

    O segundo fator é resultado da escolha do modo de vida que a pessoa escolheu levar. Somos o resultado do que comemos, de como produzimos e como interagimos com o ambiente. A obesidade nesse caso, é o resultado de uma alimentação desequilibrada somada a um pequeno gasto calórico.

    Mais do que a questão estética, sempre discutida por quem leva um susto na balança, é preciso que se tenha uma preocupação com a saúde. Tecido adiposo em excesso não traz nenhum benefício. Nosso corpo não precisa dessa "sobra".

    Pessoas com tendências à diabetes, quando obesas, podem se tornar diabéticas. Obesos também sofrem da síndrome de heaven, que são os problemas de colesterol e triglicéris altos e taxas de ácido úrico acentuadas. Os problemas coronários, como o derrame e o infarto, também possuem 50% mais chance de acontecerem com pessoas que estão acima do peso.

    Obesos também podem ter problemas respiratórios. O pulmão fica afetado com o peso e a pessoa tende a ter problemas respiratórios. As articulações também ficam comprometidas, principalmente a região dos joelhos e dos tornozelos.

    Como evitar e controlar a obesidade

    Atenção senhores pais: segundo o endocrinologista Gilson de Oliveira, ficar atento à alimentação dos filhos é uma das melhores herenças que se pode deixar para os pequenos. Hábitos alimentares criados na infância, podem perdurar por toda a vida.

    O segredo para superar ou controlar a obesidade está na alimentação. Até para quem já tem predisposição genética. Conhecendo a composição nutricional dos alimentos e transformando essa informação em uma alimentação sadia não há grandes riscos de se sofrer com a doença que já é apontada pelos especialistas como o mal do século.

    De acordo com o endocrinologista, uma dieta adequada para manter o peso consite no equilíbrio das proteínas encontradas nas carnes, queijos e leites com as vitaminas e fibras das frutas e verduras.

    "Minha dica para não ficar triste na balança está na distância das gorduras, encontradas principalmente nas frituras. Para se ter uma idéia, um grama de gordura queimada pelo organismo se transforma em nove calorias, ao passo que um grama dos açúcares, que também são muito calóricos, geram quatro calorias", comenta o médico.

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