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    Artigo
    Transtornos Alimentares
    ::: 30/10/2006

    foto de uma fita métrica e um garfo

    As síndromes de comportamento são descritas como transtornos e não como doenças por necessitarem de estudos mais aprofundados sobre sua relação de causas, biologia e fisiologia. Hoje adotamos, segundo critérios internacionais, as denominações de Anorexia Nervosa e Bulimia Nervosa.

    Estes transtornos possuem laços psicopatológicos comuns: a preocupação excessiva com o peso e forma corporal, com paúra de engordar e descontentamento com a aparência corporal, utilizando-se de dietas muito restritivas e ou métodos para emagrecer que não adequados a saúde.

    Em sua maioria esses transtornos atingem adolescentes e adultos jovens, sendo mais de 90% do sexo feminino sem distinção de classe social. As estatísticas de prevalência são mascaradas por ocultação dos pacientes, o que pode significar um número muito maior na população que o estimado. No caso da Anorexia Nervosa está estimada em 0,5 a 1%. Se considerarmos as síndromes não completamente desenvolvidas este número pode ser bem maior.

    A Bulimia Nervosa com prevalência entre 1 e 4% é caracterizada por episódios recorrentes de compulsão, ingerindo-se grandes quantidades em pouco espaço de tempo, com sensação de falta de controle alimentar durante a ingestão e muitas vezes utilizando-se de métodos compensatórios para reduzir o peso: indução de vômitos, uso de laxativos, diuréticos, inibidores de apetite, jejuns e ou exercícios excessivos. Quase sempre o peso do bulímico é normal ou apresenta pequeno sobrepeso.

    Indivíduos com baixa auto-estima, depressão, ansiedade, dificuldades de aceitação de mudanças corpóreas, história familiar de psicopatologia e ou experiências negativas como abuso sexual e ainda fatores ambientais com mulheres que buscam o corpo ideal que melhor se adeqüe as normas sociais estão mais sujeitos a transtornos alimentares. Em algumas situações até a morte estes transtornos podem levar, seja por condição clínica ou por suicídio ou acidentes de automóveis.

    Muito pouco tem sido feito para prevenção destes transtornos na população. Sabe-se que as estatísticas não são confiáveis e estão aumentando pela pressão social por uma silhueta perfeita. Assim como para prevenir a obesidade e o sobrepeso, os transtornos alimentares também seriam menores se ações educativas fossem obrigatórias no ensino médio e universitário, inclusive com redução de custos em saúde por parte da União.

    Informações sobre o assunto podem ser conseguidas no endereço: Grupo de estudos em nutrição e transtornos alimentares.


    Arnaldo Pinheiro
    é nutricionista formado pela UFV em abril de 1992
    trabalhando na área de nutrição clínica, nutrição enteral
    e nutrição esportiva.

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