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    Vai um cafezinho aí? Desvende mitos e verdades da bebida mais popular do Brasil. Osteoporose, insônia, parkinson. O que combina com café?

    Fernanda Leonel
    Repórter
    06/11/2006
    Para você que está preocupado com alimentação e saúde, o nutricionista Gilson Irineu de Oliveira fala da importância de se escolher o que se come para mais qualidade de vida. Clique para conferir!


    foto de café Um cafezinho, depois do almoço ou no meio da tarde, são hábitos bastante comuns na vida de quase todo brasileiro. E tão grande como esse hábito estão as verdades e mitos que norteiam a história dessa bebida.

    Segundo a nutricionista Karla Miguel, os efeitos do consumo de café na saúde são bastante variáveis, dependendo principalmente da quantidade de café consumida por dia. Para Karla, a média considerada saudável fica em torno de quatro xícaras por dia, mas, para se fazer uma conta adequada de ingestão de cafeína, é preciso ainda prestar atenção nos outros alimentos que contém a substância.

    É que comidas e bebidas como chá, chocolate, cacau, refrigerantes a base de cola, além de alguns analgésicos, também possuem cafeína na sua composição. E é essa substância a grande responsável por todos os questionamentos sobre o consumo de café.

    A cafeína atua como estimulante no Sistema Nervoso Central, por isso um dos principais efeitos do café é uma espécie de revigoramento e diminuição do sono e da fadiga. Por outro lado, a substância também causa a liberação de alguns neuro-transmissores e hormônios, tais como a adrenalina.

    "Se a pessoa vai fazer uma prova, participar de uma corrida atlética, pode tomar café como forma de ficar mais alerta, mais rápida. Assim como de repente uma pessoa que é ansiosa vai consumir café e isso vai ressaltar suas sensações fazendo ela confundir o efeito da bebida com uma característica em potencial que ela tem", ressalta a nutricionista.

    Café e um bom sono
    foto de café Segundo Karla Miguel, não só o café, mas também todas as bebidas estimulantes como chocolate, chá preto ou mate, guaraná e refrigerantes à base de cola, devem ser evitadas próximo ao horário de dormir.

    A dica de quantas horas antes o café deve ser ingerido já depende de cada organismo, segundo ressaltou a nutricionista. "Eu indicaria, no mínimo, quatro horas antes do sono, para que a noite seja tranqüila de verdade, evitando até mesmo pequenos distúrbios que as pessoas não percebem".

    O fato é que café é fonte de substâncias como a xantina e cafeína, que estimulam o sistema nervoso central e dificultam o relaxamento necessário para um sono calmo.

    Café e Parkinson
    Estudos recentes indicam que o consumo de café pode ajudar na prevenção do mal de Parkinson. A doença causa tremores musculares e fraqueza e afeta cerca de uma pessoa a cada 200 em todo o mundo, sendo mais comum em idosos.

    Para responder essa pergunta, Karla apresenta uma pesquisa divulgada pela Sociedade Paulista de Psiquiatria Clínica, que através de uma experimento, comprovou que a incidência do mal de Parkinson em pessoas que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia é cerca de cinco vezes menor do que em quem não consome a bebida.

    A explicação é que o café tem substâncias como os ácidos ferúlicos, que têm a capacidade de "chupar" ou remover as substâncias tóxicas geradas no organismo em conseqüência do metabolismo natural das células.

    Osteoporose e aquele cafezinho
    foto de café Em bom português, osteoporose, como o próprio nome diz, significa ossos porosos, o que resulta em ossos mais fracos, frágeis e com dificuldades regeneração. A doença não é específica da terceira idade, mas se manifesta em sua grande maioria nos "mais experientes".

    E se o cálcio e a ingestão de leite está no lado positivo da história, como receita para "ajudar" na osteoporose, existe o questionamento sobre os poderes do café nas ações de efeito contrário.

    Para a nutricionista, o consumo moderado de cafeína não possui relação com a osteoporose, mas o consumo exagerado deve ser evitado por pessoas idosas e mulheres na menopausa. Doses acima de cinco xícaras de café por dia podem influenciar na ocorrência de doença, mas o consumo de alimentos ricos em cálcio pode anular esse efeito.

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