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    Artigo
    Jogos Panamericanos e dopping nas academias
    ::: 30/06/2007

    Feijão amigo com bacon por cima Às vésperas dos jogos Panamericanos no Rio de Janeiro, um evento de impacto global, uma vez que define índices olímpicos e traz para a cena carioca atletas de alto performance, campeões mundiais, ídolos, treinadores famosos e suas artimanhas para alcançar o podium. Dentro destes artifícios (do artificial, produzido, antônimo de natural ), já se viu de um tudo.

    Do uso de diuréticos, a transfusões e até já se cogita o uso de genes para aumentar grupos musculares ou para hipertrofia cardíaca, em fim uma série de possibilidades genéticas possíveis de serem usadas. O Comitê Olímpico Internacional já estabeleceu medidas de detectar as alterações por injeção de genes e faz o monitoramento durante o ano dos atletas de ponta, portanto, hoje é possível driblar o anti-dopping mas é difícil.

    O dopping mais preocupante é aquele que acontece nas academias , vestiários e lojas que comercializam suplementos nutricionais. Outro fato preocupante é que uma pesquisa mostrou que professores de educação são usuários de esteróides anabolizantes.

    Apesar de todas as matérias mostradas na mídia, informando sobre as conseqüências do uso destes anabolizantes, ainda há uma alta taxa de complicações atendidas em pronto socorros e internações hospitalares e até morte súbita. O desejo de tornar-se grande, forte e musculoso supera os riscos a saúde.

    É comum internações com necrose muscular do local de aplicação dos medicamentos, havendo casos extremos com uso de produtos veterinários.

    A alimentação anterior e posterior ao exercício é importante para diminuir as perdas e repor aminoácidos desgastados durante e imediatamente após os exercícios. A hidratação também é outro ponto importante pois níveis ideais de potássio ajudam na síntese protéica e o volume hídrico ideal garantem a chegada do nutriente ao sítio onde é solicitado.

    Outro ponto importante neste dopping das academias é que não há comitê olímpico e os órgãos fiscalizadores fazem muito pouco ou quase nada. O negócio é tão lucrativo que já se tem notícias de traficantes de drogas comercializando também esteróides anabolizantes.

    É importante discutirmos este assunto com os jovens e profissionais da área para que menos mortes, seqüelados e obesos possam surgir em conseqüência do chamado dopping das academias.


    Arnaldo Pinheiro
    é nutricionista formado pela UFV em abril de 1992
    trabalhando na área de nutrição clínica, nutrição enteral
    e nutrição esportiva.

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