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    Artigo
    Estimular é preciso

    ::: 19/08/2003

    O ser humano ao nascer, como se sabe, não possui todas as suas funções desenvolvidas suficientemente para que possa sobreviver sem ajuda de outro, ao contrário de muitos animais. Isso se estende ao desenvolvimento cerebral, implicando que o recém nascido, ou mesmo o bebê jovem precisa ser estimulado de maneira a favorecer o surgimento das funções cognitivas.

    Para as autoras do livro ‘Desenvolvimento Humano’, Diane Papalia e Sally Olds, o cérebro pode ser “moldado” pela experiência, principalmente, durante o início da vida, quando está se organizando e crescendo mais rapidamente. As primeiras experiências podem ter efeitos duradouros na capacidade do sistema nervoso central de aprender e armazenar informações. A desnutrição crônica do feto e a síndrome alcoólica fetal podem provocar danos cerebrais; e a subnutrição durante o período crítico logo após o nascimento pode ter efeito semelhante. Essas mesmas autoras reforçam ainda que, de modo correspondente, um ambiente estimulante pode fomentar o crescimento e o funcionamento do cérebro.

    Aproximadamente nos dois primeiros anos de vida, segundo Piaget, os bebês aprendem sobre si mesmos e seu mundo por meio do desenvolvimento de sua própria atividade sensória e motora. Os bebês mudam de criaturas que respondem basicamente por reflexos e comportamento aleatório, para crianças orientadas a metas. Eles aprendem a organizar suas atividades em relação ao ambiente, coordenar informações que recebem dos sentidos e progredir da aprendizagem por tentativa e erro para o uso rudimentar de idéias para resolver problemas simples. Para que esse processo se dê da melhor forma possível, no sentido de viabilizar o progresso da criança, no âmbito da cognição, pais, ou quem represente essa função e instituições cuidadoras de crianças precisam atentar e conhecer as influências do ambiente e do seu contato com ela no desenvolvimento dessa criança.

    Desta maneira, o quarto do bebê deve ser cuidadosamente decorado de modo que lhe ofereça variedade de cores, texturas, objetos, barulhos, para que ele possa experimentar novas sensações, favorecendo o seu desenvolvimento cerebral. Um especialista em desenvolvimento infantil poderá fazer essa orientação. É importante que se converse com o bebê, brinque com ele, incitando sua participação na brincadeira, escondendo objetos e pedindo que ele os procure, movimentando objetos à sua frente, contar histórias para ele, acariciá-lo, beijá-lo, usar jogos educativos, estimulando os seus sentidos. Boas habilidades educativas e um ambiente de assistência enriquecido podem, inclusive, melhorar o desenvolvimento da inteligência e o social de crianças jovens, favorecendo a aprendizagem da fala, da escrita e da leitura futuramente. Papalia e Olds reforçam que crianças privadas de estimulação no início da vida podem ter seus cérebros permanentemente atrofiados. E enfatizam que um parecer demanda programas educacionais intensivos para enriquecer os ambientes de crianças desfavorecidas desde o primeiro mês de vida.

    É bom atentar, também, para que a estimulação não ocorra em excesso, podendo acarretar, entre outros fatores, o surgimento de um comportamento hiperativo.


    Denise Mendonça de Melo
    é psicóloga, formada pelo
    Centro de Ensino Superior
    de Juiz de Fora.
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