Ceratocone


Ceratocone
O que é? Quais são os sintomas? Como pode ser tratado?
Saiba tudo sobre a doença


O ceratocone é uma doença não inflamatória, isto é, não provoca vermelhidão, não produz secreções nem faz a pessoa lacrimejar, que causa uma deformação da córnea. A córnea é uma estrutura transparente que reveste a parte anterior do olho - se o olho fosse comparado a um relógio, a córnea seria o vidro. Ela é composta por cinco camadas: o epitélio, a membrana de Bowman, o estroma, a membrana de Descemet e o endotélio. O estroma é a parte mais espessa da córnea, sendo responsável pela manutenção de sua forma semi-esférica que é deformada com o ceratocone.

O ceratocone provoca o afinamento da córnea na sua porção mais central - o eixo visual - que causa um defeito em sua forma. O ceratocone deixa a córnea pontiaguda, parecida com um cone, causando problemas de visão.

Foto:www.drqueirozneto.com.br Foto:www.drqueirozneto.com.br Foto:www.drqueirozneto.com.br
Córnea normal
Ceratocone precoce
Ceratocone avançado

Evolução da doença
Na sua fase inicial, o ceratocone incipiente, o problema apresenta-se como um astigmatismo irregular, levando o paciente a trocar o grau com muita freqüência. O diagnóstico, neste caso, é feito através da topografia corneana - exame que mostra em imagem as irregularidades de qualquer área da córnea e permite a medição de seus meridianos. O tratamento do ceratocone é feito no sentido de proporcionar ao paciente uma boa visão. Por esse motivo, num primeiro momento, o problema apresentado pode ser satisfatoriamente corrigível com o uso de óculos.

Após o período incipiente, o ceratocone tende a evoluir quando a anomalia pode se agravar, comprometendo a área central da córnea - o eixo visual. Passa-se observar o aumento do grau de astigmatismo e um afinamento na córnea que também fica mais salientada. Nessa fase, os óculos deixam de ser satisfatórios e o astigmatismo passa a ser corrigido com lente de contato rígida.

Na terceira fase do ceratocone, a córnea já está muito fina, ainda mais salientada - o ceratocone deixa a córnea pontiaguda, parecida com um cone - e, conseqüentemente, bastante comprometida. A lente de contato começa então a soltar-se do olho ou a provocar feridas, tornando-se impossível que o seu uso seja mantido.

Neste caso, a técnica mais moderna e quem vem trazendo bons resultados é a cirurgia para colocação do Anel de Ferrara. Esse anel é introduzido na córnea, na região mais espessa e plana, provocando um achatamento da área curva, o que reduz o ceratocone. É uma cirurgia indicada em ceratocones de grau não muito avançado, em que a córnea precisa ter uma boa espessura para que o anel possa ser introduzido, sem que haja risco de perfuração. Nos casos em que a córnea apresenta representativo afinamento e/ou cicatrizes no ápice do cone, a indicação cirúrgica mais adequada volta a ser a do transplante de córnea.

As estatísticas
Segundo uma pesquisa realizada pela Nova Contact Lenses, o ceratocone acomete cinco em cada 10 mil pessoas. Geralmente o problema é detectado na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade. Afeta homens e mulheres e quase sempre acomete os dois olhos. O ceratocone é um doença progressiva que, durante seu estágio ativo, provoca mudanças rápidas. Por isso, o exame oftalmológico deve ser realizado anualmente ou mesmo mais freqüentemente para monitorar a evolução da doença.

Veja os números que a pesquisa apontou

Por quê?
Não se sabe ao certo o motivo pelo qual a doença se manifesta. Fatores genético devem ser levados em consideração pelo fato de o ceratocone desenvolver-se, em alguns casos, entre gerações de famílias e, até mesmo, entre irmãos. Alguns dados também indicam que o ceratocone é muito mais freqüente em determinadas pessoas, como as portadoras de síndromes genéticas como a síndrome de Down, de Turner, de Ehlers-Danlos, de Marfan, pessoas com alergias e portadoras de doenças como a osteogenesis imperfecta e prolapso da válvula mitral.

Como se trata de uma doença progressiva que pode ter conseqüências graves como a perda sensível da visão, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda a visita freqüente ao oftalmologista. Embora o diagnóstico precoce não detenha a evolução do ceratocone, o tratamento correto na fase inicial da doença pode controlar da melhor forma possível o problema.

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