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    Artigo
    A prevenção das alterações vocais em crianças
    ::: 17/08/2004

    São muitos os casos de problemas vocais infantis. Em geral, eles acontecem na faixa escolar, já na educação infantil. A maioria não recebe tratamento fonoaudiológico e poucos vão ao exame médico otorrinolaringológico, acarretando, assim, uma discrepância entre incidência e tratamento.

    Como os problemas de voz em crianças, em geral, não afetam o desempenho acadêmico, eles podem passar despercebidos pelos professores, que estão ali voltados para as questões eminentemente de aprendizagem, não considerando caso especial para tratamento.

    Como podemos tentar sanar os problemas que já existem?
    Nós, profissionais da saúde e da educação, temos grande responsabilidade nessas questões. Programas educacionais que visem à orientação e triagem com indicação adequada podem diminuir consideravelmente o número de crianças que apresentam rouquidão ou outros sintomas de natureza vocal.

    Se esses problemas forem detectados em seus estágios iniciais, há a possibilidade do tratamento ser mais rápido.
    Solicitar aos professores que observem a conduta vocal de seus alunos deveria fazer parte do ensino didático em sala de aula.

    E a prevenção?
    A prevenção também deve ser eficaz, com programas educacionais.
    A conduta vocal do professor pode, em alguns casos, interferir na conduta vocal dos alunos.

    O volume da voz, o ritmo e a velocidade são fatores importantes que os professores devem considerar ao dar aula. Ao mesmo tempo em que estão cuidando dos alunos, estão zelando pelo que lhes é mais precioso, o seu principal instrumento de trabalho, a voz.

    Que orientações devem constar nos programas educacionais?

    Algumas dicas para esclarecer essa questão:


    • Informações sobre o mecanismo vocal: localizar a região da boca, do pescoço, do peito, da barriga, mostrando como a respiração é importante na hora de falarmos;
    • Observação da conduta vocal: gritos, por exemplo; dificuldade para se expressar, neste caso, as crianças costumam compensar com conduta vocal inadequada quando o adulto não lhe dá atenção devida;
    • Princípios básicos de higiene vocal: treinar falar um pouquinho mais baixo do que se costuma, prestando atenção na voz que está saindo da "garganta";
    • Mostrar às crianças que devemos estar atentos quanto à distância entre o falante e o ouvinte: se estou perto de você não é preciso falar alto porque dá para eu escutar o que você está me falando. Esse é uma boa atividade lúdica para se fazer em forma de dinâmica dentro da sala de aula.

    É importante também o professor usar a criatividade, que é um dos quesitos básicos para a melhoria da comunicação.


    Cal Coimbra
    é psicóloga e fonoaudióloga especialista em voz
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