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    Sorriso "especial" Algumas doenças precisam de cuidados diferenciados na hora do
    tratamento bucal. Conheça as opções em Juiz de Fora

    Fernanda Leonel
    Réporter
    02/03/2006
    A especialista em odontologia para pacientes especiais, Mônica Pereira, fala da importância do tratamento bucal direcionado a esse público. Clique no ícone ao lado!

    Veja!

    Tratamentos especiais para pessoas especiais. Essa é a lógica que rege os serviços odontológicos para portadores de necessidade. Palavra, que longe dos estereótipos criados somente para pessoas com deficiências mentais, abrange doenças diversas.

    As áreas que a odontologia especial trabalha englobam o bom funcionamento do corpo, da mente e da psiquê. Logo, doenças de causas e efeitos variados, como a diabetes, a hemofilia, a aids ou a paralisia cerebral são classificadas como beneficiárias da nova especialidade bucal.

    Buscar a maior qualidade de vida desse público alvo e o atendimento seguro e imune a problemas maiores com situações de emergência é o grande objetivo da especialidade odontológica, recém criada e aprovada pelo Conselho Federal de Odontologia, que já tem especialistas na cidade.

    Mônica Pereira, Mariana Lacerda, Luciano Fonseca (foto acima) e Simone Probst são os dentistas que realizam esse tipo de serviço em Juiz de Fora. Os quatro trabalham a todo vapor para cumprir a demanda, que de acordo com eles, é grande.

    "Todo o nosso público alvo, seja ele portador da doença especial que for, tem com o desenvolvimento da especialidade, mais segurança no que está fazendo", destaca Mônica Pereira, justificando a importância da existência do tratamento diferenciado.

    A dentista explica que os serviços odontológicos trabalham diretamente relacionados a outras áreas da saúde. Uma pessoa por exemplo, que tem diabetes, pode ir a um dentista "normal", mas deve estar ciente de que várias situações podem acontecer quando os cortes ou obturações, entram em ação. Cada doença tem especificidades, que geram conseqüências em todas as partes dos odonto tratamentos.

    Outra questão importante, ressaltada pelos especialistas, está relacionada a situações de emergência que podem acontecer durante um procedimento bucal. Todas as doenças, que fazem parte do controle da especialidade, estão potencializadas a algum tipo de problema durante o tratamento.

    Dessa forma, pode ser que o dentista não especializado saiba o que fazer, mas pode ser que não. Nessas horas, as complicações aparecem, e o que era para ser uma simples visita ao dentista pode dar muita dor de cabeça.

    Conheça as vantagens

    Um paciente diabético, descompensado sistemicamente, ou seja, com a taxa de glicemia descontrolada, geralmente não tinha indicação médica para ser atendido no dentista.

    A justificativa para o bloqueio estava no fato de que, mais susceptível à doença, o paciente tivesse mais chances de sofrer hemorragias ou ser contaminado por infecções.

    Se ele precisasse com urgência de um tratamento bucal, seja por uma dor de dente, ou por algum problema mais sério, precisava esperar a "compensação" da doença.

    Uma das vantagens do método especializado vem aí. O paciente pode tratar do seu problema e ainda realizar tratamentos para desinfecção bucal, que tem conseqüências diretas na "baixa" da diabetes.

    Outra novidade diz respeito aos cardiopatas, ampliando para essa classificação a denominação dos pacientes com problemas cardiológicos como o derrame cerebral, a hipertensão, o stand, entre outros.

    Esses pacientes possuem bastante imcompatibilidade a muitos antiinflamatórios e anestésicos locais, sendo que alguns podem sofrer consequências fisiológicas devido ao medo ou pânico de ir ao dentista.

    Através dos conhecimentos de compatibilidade a produtos dos tratamentos odontológicos, apreendidos através da especialização, reduz-se o risco de alguma complicação cardiológica. Para o tratamento da "odontofobia", como é conhecido o pânico ou medo de consultórios, há também atuação dos especializados. Casos que vão desde ao medicação antecipada até mesmo a sedação consciente.

    Pacientes com problemas neurológicos também podem realizar tratamentos bucais diferenciados, que atendam melhor suas necessidades. Nessa classificação estão os pacientes de síndrome de down, paralisia cerebral e esquizofrenia, entre outras doenças.

    De acordo com a Dr. Mariana Lacerda, esse tipo de paciente tem grande dificuldade de higienização bucal e é sempre problemático quando o assunto é exteriorizar a dor.

    " A maioria dos pacientes com problemas mentais sempre chegam ao dentista em estágios muito avançados de problemas odontológicos", diz a dentista, complementando que para o responsável é muito difícil entender até onde vai o choro ou lamentação, muitas vezes comum ao doente mental, e a dor relacionada à boca.

    A proposta da nova especialidade é trabalhar a prevenção, o controle e a manutenção da saúde bucal com esses pacientes portadores de necessidades especiais neurológicas. Algo, que sai até mais em conta do que reparar todos os problemas agravados com a falta de entendimento dos problemas pelos quais passam os doentes.

    A odontologia para portadores de necessidades especiais é nova no Brasil e já tem trazido ganho em qualidade de vida para muitos juizforanos. Isso é vida saudável. Isso é especial!

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