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    Cinqüentenário da Bossa Nova Músicos renomados de Juiz de Fora se unem para homenagear o estilo de música que contagia todo o mundo

    Daniele Gruppi
    Repórter
    12/03/2008

    Há 50 anos surgia a Bossa Nova - gênero musical que contagia, ainda nos dias de hoje, o mundo inteiro. O estilo teve seu marco, para muitos críticos, em 1958, quando João Gilberto foi gravar a música "Chega de Saudades", de Vinicius de Moraes e Tom Jobim.

    Entretanto, o termo Bossa Nova surgiu quando em um dos shows no Colégio Israelita Brasileiro (RJ), os músicos Carlos Lyra, Roberto Meneschal, Sylvia Telles, dentre outros, foram convidados para tocar. Como o produtor não sabia como ia apresentá-los, os chamou por uma turma "Bossa Nova" e a denominação permaneceu.

    Para o Maestro Sylvio Gomes (foto ao lado), o estilo nada mais é que um jeito gostoso de tocar o samba, com uma harmonia mais elaborada e um som mais suave. "O Jazz influenciou a Bossa Nova, que exerce, hoje, influência sobre todos os outros gêneros", afirma.

    O carioca, há 15 anos residente em Juiz de Fora, conta que conheceu a Bossa Nova através de Erasmo Carlos. "Ele me mostrou a canção "Lobo Bobo" no bar em que tocava com o compositor e com Tim Maia", relembra.

    Segundo o Maestro, o estilo é o que mais representa o Brasil no exterior. "Os estrangeiros identificam o gênero como sendo uma produção tipicamente brasileira. Hoje é possível encontrar mais CDs no Japão do que no Brasil".

    Sylvio Gomes afirma ainda que a Bossa agrada a todas as idades. "As letras do ritmo são alegres, falam de amor, mas com uma conotação mais otimista, ao contrário do Bolero e do Tango, que é só tragédia", afirma.

    Foto de Partituras Foto de maestro Sylvio Gomes Foto do teclado do maestro Sylvio Gomes
    Bossa Quatro em ritmo de homenagem

    Sylvio Gomes reuniu músicos renomados de Juiz de Fora para homenagear o cinqüentenário da Bossa Nova e criou o Bossa Quatro. O grupo é composto, além do maestro que interpreta os grandes sucessos, por Wendel Oliveira, no saxofone, Claudimar Maia, no contrabaixo e Gisa Stenner no vocal. Canções de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Carlos Lyra, João Gilberto, entre outros, são desfiadas no show que acontece todas às quintas do mês de março, no Bar da Fábrica (Praça Antônio Carlos , s/n).

    foto do quarteto Bossa Quatro Segundo o saxofonista Wendel Oliveira (foto ao lado, de camisa preta), o objetivo é mostrar um pouco da Bossa Nova. "Com as celebrações dos 50 anos, o ritmo está em voga e não poderíamos deixar passar em branco aqui em Juiz de Fora. Além de ser um estilo que marca uma época, é o cartão postal do Brasil".

    No entanto, o maestro revela que a comemoração dos 50 anos da Bossa acontecerá de fato em maio. "Vamos fazer uma apresentação denominada de Tom da Bossa. No repertório, músicas e histórias de Tom Jobim. Depois, pretendemos levar o show para outras cidades da região".

    "Como o maestro teve uma convivência com os nomes que estão associados à Bossa Nova, ele vai contar alguns casos e as músicas relacionadas vão ser entoadas", revela Wendel. Uma das canções que o maestro promete tocar no show é Trenzinho Caipira tocada simultaneamente com Wave. "Eu estava pensando em fazer um arranjo para o Tom e a televisão estava ligada, no momento em que foi anunciado o falecimento dele. Chateado, sentei no piano e fiz um arranjo em que mistura as duas composições", conta.

    Para Sylvio, a música é uma linguagem para demonstrar o estado de espírito. "Não é uma profissão, e sim uma devoção. As pessoas já nascem contaminadas por ela"

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