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    Cover do Legião Guilherme Lemos diz que trabalhar como cover não é fazer imitação,
    nem querer tomar o lugar do artista


    Priscila Magalhães
    Repórter
    03/04/2008

    Trabalhar com o sentimento das pessoas, relembrando sucessos e não permitindo que o artista seja esquecido. É assim que Guilherme Lemos, cover de Renato Russo, define seu trabalho. "Jamais quis ocupar o lugar dele e vejo como se fosse uma missão".

    Além disso, o cantor diz que não faz imitação. "Eu tento passar tudo de maneira natural, sem imitar, apesar de as pessoas ficarem impressionadas com a nossa semelhança", conta.

    Mas o trabalho só foi totalmente levado a sério quando a banda cover do Legião Urbana tinha mais de um ano de estrada. Até então, Guilherme não tinha o visual parecido com o do cantor. As mudanças vieram com o aumento da responsabilidade em fazer o cover de Renato Russo após sua morte.

    Guilherme tinha o cabelo comprido, não usava óculos e tinha barba. "Alguns meses após sua morte, em 1996, quando a banda já tinha mais de um ano, é que cortei o cabelo e tentei pegar o jeito do cabelo dele. Também comecei a usar óculos no lugar das lentes de contato".

    Foto de Guilherme Lemos Ao mudar o visual, Guilherme procurava passar mais realismo para os fãs de Renato Russo. "Eles também ficam impressionados com isso". Mas a mudança não foi só no visual. Para chegar ao resultado que queria, ele precisou adaptar traços da personalidade do artista aos seus shows.

    "Quando recebi a proposta para fazer um cover dele, fiquei assutado, porque não tenho a metade da personalidade dele, aquela empatia e domínio de palco. Ele era imprevisível", diz. Guilherme nunca teve pretensão em ser cover. "A idéia partiu de um músico amigo meu, que me chamou para fazer. Na época achei que ele estava doido. De tanto que insistiu, criamos a Herdeiros Urbanos, em 1995, na Bahia", lembra.

    Guilherme ficou com a banda por três anos e, depois de um tempo, sentiu falta de fazer parte de um grupo. "Senti que fazia parte da minha vida". Então, foi quando entrou para a Central Urbana, que completa oito anos em junho. Para ele, a maior conquista em trabalhar como cover é a emoção. "Ver as pessoas se emocionando no show é muito bom", completa ele, que está há 11 com o cover.

    O trabalho já levou o cantor a conhecer a família de Renato Russo e a fazer shows pelo Brasil, Argentina e Uruguai. Aos 11 anos de idade, ele conheceu o trabalho da Legião Urbana e acompanhou a trajetória musical da banda. "Quando Renato morreu, fiquei muito abalado. Hoje sinto que tenho uma ligação espiritual com ele".

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