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    Não deixe o samba morrer... Show reuniu cantores, compositores, instrumentistas
    e alegrou o público juizforano


    Priscila Magalhães
    Repórter
    23/04/2008

    Percussão, cavaquinho, pandeiro, saxofone e violão fizeram o som do Projeto Central do Samba e colocaram o público para sambar. No palco, subiram jovens cantores da música juizforana e tradicionais compositores e instrumentistas da cidade.

    As composições de grandes mestres do samba, como Cartola, Noel Rosa e Paulinho da Viola, dividiram o palco com a música dos juizforanos Geraldo Pereira e Ernani Ciuffo.

    O encontro de gerações deu vida às composições. O projeto reuniu, em um mesmo palco, os representantes da nova geração do samba e os consagrados convidados especiais Joãozinho da Percussão e Mamão. O primeiro atuou com Chico Buarque, Jorge Ben Jor e Tim Maia. Participaram Roger Resende, Nanda Cavalcante, Thiago Miranda, Giuliana Giudice, Lívia Lucas e Dudu Costa.

    O projeto foi pensado com o objetivo de resgatar as raízes a cultura. "Essa rapaziada jovem tem a cultura do samba", diz o sambista Mamão, um dos fundadores do Bloco do Beco (leia matéria) e compositor de mais de 200 sambas. Alguns deles foram eternizados por Clara Nunes e Alcione.

    Foto do Show Foto do Show Foto do Show

    Mamão está no samba desde os 11 anos de idade. A paixão veio quando desfilou pela primeira vez na Escola de Samba Feliz Lembrança. Depois disso, não saiu mais do samba. A primeira composição de Mamão é "Água deu, água levou", na década de 1960. Hoje, com 70 anos, diz que o segredo para não deixar o samba morrer é aprender com os jovens. "Essa mistura é boa e aprendemos muito com eles".

    Quanto a participar do projeto Central do Samba, ele confessa que teve um pouco de medo. "Os jovens é que não sentem isso, mas estou tranqüilo agora, porque foi um sucesso". Nos momentos em que alia trabalho e prazer, Mamão ouve Ari Barroso, Cartola e Paulinho da Viola, de quem é fã.

    Foto do Show Foto do Show Foto do Show

    Para Mamão, a diferença entre fazer samba atualmente e quando ele começou é a tecnologia. "Hoje há equipamentos modernos", diz, relembrando os velhos tempos. "Antigamente era tudo acústico. Já vi Orlando Silva cantando nesse mesmo palco, do Cine-Theatro Central, sem microfone".

    Sobre a reunião dos músicos para tocar o samba, Mamão diz que isso deveria se repetir mais vezes. "Eu achei maravilhoso participar com eles. Primeiro, porque o local é divino. Gostaria que as reuniões em torno do samba acontecessem mais vezes, na cidade".

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