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    Mulheres também discotecam em JF Las Chicas apostam em novidades para atrair o público



    Priscila Magalhães
    Repórter
    18/07/2008

    Claire, Didi e Priscilla formam Las Chicas há nove meses e ainda são novidade em Juiz de Fora, afinal, não é muito comum encontrar mulheres discotecando na noite da cidade.

    Enquanto Claire já tinha intimidade com as pick-ups e Priscilla já havia brincado com elas, Didi caiu de pára-quedas sobre o equipamento. "Sempre gostei muito de música e tinha curiosidade, mas ainda não tinha discotecado antes de o trio se formar".

    Tudo começou meio que por brincadeira de três mulheres que adoram se divertir. "Tínhamos a idéia de fazer uma festa só com mulheres discotecando. A oportunidade surgiu e a vontade foi tomando corpo. Então, formamos o trio e discotecamos juntas a cada dois meses em Las Chicas del Fuego", conta Didi.

    Na primeira noite, o público era de amigos e de muita gente curiosa. "Foi engraçado, porque as pessoas pararam em frente ao palco e ficaram olhando e esperando a gente começar, pra ver o que íamos fazer", lembra Claire. Atualmente, elas percebem que o evento já cresceu e o público está mais definido.

    Foto: arquivo pessoal Las Chicas Das pick-ups saem sons que vão do rock ao new-rave, passando pelo electro-rock e electro-funk, estilos que elas mesmas gostam de ouvir na pista. "Temos influência das coisas que nós mesmas gostamos de dançar", comenta Claire. Ao gosto musical próprio, Las Chicas adicionam a técnica para combinar um estilo com outro.

    O gênero musical de cada uma se destaca no momento dos sets individuais. Já o back to back, quando as três discotecam juntas, é o momento de interação e de curtir com quem está na pista. "É um momento livre, no qual todas as pessoas estão reunidas na pista, já que tocamos música para todos os gostos", diz Priscilla.

    A preocupação das Chicas é em inovar a cada evento. Seja com decoração ou performances diferentes ou ainda com um DJ convidado. "Usamos elementos que têm a ver com a noite e acrescentamos coisas diferentes. É tudo muito espontâneo". Para apresentar novidades na música, elas recorrem à internet, meio que disponibiliza tudo o que é sucesso no mundo. "As pessoas postam muita coisa nova", comenta a chica Didi.

    Foto: ACESSA.com Para se aperfeiçoar, Didi e Priscilla já fizeram curso com o DJ Nepal. Os toques dos amigos também são importantes, mas, mesmo assim, elas confessam que passam algum aperto. "Os equipamentos que usamos para tocar não são nossos. Então, usamos o da casa ou algum alugado. Então, nem sempre sabemos usar todos". Mas elas garantem que se viram muito bem. "Aprendemos na hora e perguntamos para quem está perto", diz Priscilla.

    Assim como elas, há muitos DJs novos aparecendo no mercado de Juiz de Fora. "A galera nova tá gostando de tocar, falta dar a cara a tapa", diz Claire. Ao mesmo tempo, ela diz que há necessidade de criar mais eventos voltados para a música eletrônica. Elas ainda vêem dificuldade pelo fato de algumas boates da cidade já terem os DJs fixos, o que limita. "Também não há a cultura de música eletrônica nos bares. A música para barzinho predomina", completa Didi.

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