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    Banda Darandinos retorna aos palcos A banda que surgiu através da internet está de volta depois de
    um ano e meio longe do público

    Priscila Magalhães
    Repórter
    27/05/2008

    A banda Darandinos foi criada em agosto de 2005 através de um contato pela internet entre o percussionista Haroldo Lobo e a vocalista Anna Cláudia Rodrigues. Foi tudo tão rápido que em semana depois do primeiro encontro os dois estavam escolhendo o repertório e ensaiando.

    A primeira apresentação aconteceu no início de 2006 e durante um ano eles tocavam em bares da cidade. Entre o início das apresentações e a pausa no trabalho, outros músicos também integraram a Darandinos. Ela começou a se desfazer no início de 2007, quando um dos integrantes foi embora para Manaus.

    "Ele foi fazer residência médica e ficamos parados", conta Anna Cláudia. Ela e Haroldo decidiram retomar o trabalho no final de 2007, porém continuaram longe do público. "Ficamos só ensaiando e fizemos uma mudança no repertório", diz ele.

    Foi nesta época que a percussionista Fabrícia Valle começou a integrar a Darandinos. O mais novo componente é Lucas Soares, no violão e voz, que entrou na reta final, há três semanas para a reestréia, que acontece nesta quinta-feira, 26 de junho. "Ele chegou em cima da hora e está dando conta do recado", diz Anna Cláudia.

    Se no início a banda se apresentava em bares, agora eles querem se dedicar a apresentações em casas de shows. "Queremos subir no palco", diz Lucas. O repertório também mudou e as músicas para bares foram deixadas de lado. "Só mantemos três do repertório antigo", diz Haroldo. Eles tocavam um som mais leve, usando violão e voz somente. No repertório estavam Djavan, Bossa Nova, Nando Reis, Cássia Eller e caetano.

    Com a mudança, a banda chega tocando Novos Baianos, Clube da Esquina, Lô Borges, Sá e Guarabira, Mutantes e Secos e Molhados. Anna, que está na banda desde a primeira formação, está otimista com o recomeço. "Estamos com um som mais elaborado e a convivência está boa. Agora, temos que ver a resposta do público".

    Para agosto e setembro já há algumas apresentações agendadas. "Agora é que estamos começando a nos movimentar. Vamos começar a trabalhar para sermos conhecidos", completa.

    A música veio por influência da família

    Lucas, nascido em Juiz de Fora, se interessou pela música por influência da mãe, que integrou algumas bandas. Em 1999 pegou o violão de brincadeira, mas começou a se dedicar tempo demais a ele. Montou algumas bandas e hoje mantém o foco nas composições e trabalha como arranjador, produzindo música para curtas e peças de teatro.

    Ele é estudante de História na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e voltou da Alemanha há poucos meses, onde estudou história e música. Além de se dedicar ao curso na Universidade, ele ainda faz aulas de violão popular pela Bituca Universidade da Música Popular de Barbacena.

    Foto Darandinos Anna Cláudia começou cantando no coral da igreja em Caxambu, onde nasceu. "Minha família tem banda e canta na igreja", diz. Quando chegou em Juiz de Fora para cursar Serviço Social, continuou estudando música com as aulas de técnica vocal. Anna não toca nenhum instrumento e confessa que nunca teve disciplina para aprender. "Até comecei a aprender violão, mas não me dediquei".

    Haroldo entrou na escola de música em Itapacerica, onde nasceu. Depois de estudar teoria durante seis meses, saiu, porque queria aprender a tocar flauta. "Lá não tinha aula desse instrumento. Tinha de outros sopros, mas eu queria flauta", conta. Aprendeu a tocar violão em casa, com ajuda de alguns livros que a mãe tinha. Na igreja, já em Divinópolis, começou a tocar percussão e a se dedicar mais. Quando veio para Juiz de Fora cursar Ciências Biológicas a dedicação se tornou maior.

    Fabrícia nasceu em Juiz de Fora, é produtora cultural e estudante de Letras na UFJF. Além da faculdade, ela se dedica às aulas de percussão popular também pela Bituca, em Barbacena.

    Planos

    Foto do Darandinos Na cabeça de todos eles passa a vontade de crescer e de se apresentar em palcos maiores. Porém, passam por dificuldades e colocam que, na cidade, os espaços para shows são poucos. "Juiz de Fora incentiva a cultura dos bares e tudo funciona com couvert. Isso faz com que não tenha muito espaço para bandas", diz Lucas.

    Anna critica o fato de algumas casas darem oportunidade para as novas bandas, mas não abrem para a música autoral. "A cidade não suporta isso e também não incentiva. Quando abre, a banda também tem que colocar o cover no repertório".

    Lucas quer colocar as musicas de sua autoria em um CD. Sobre adaptar suas músicas ao estilo da Darandinos, ele diz que é possível e os outros integrantes vêem com bom olhos. "Quando eu mergulhar no trabalho, pode ser que eu crie coisas novas ou coloque as características da banda nas minhas composições", diz.

    Influência da literatura

    O nome Darandinos foi colocado por um ex-integrante da banda, antes mesmo que ele fizesse parte. O nome foi adaptado do conto Darandina, de Guimarães Rosa. "Ele conta a história de um cara que surtou, começou a arrancar a roupa e depois voltou ao normal", explica Anna.

    O nome foi aprovado. "Nos identificamos", completa, dizendo que a arte não tem fronteiras, permitindo sair das convenções.

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