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  • Especial 100 anos de Imigração Japonesa

    Música japonesa conquista banda Shura Identidade visual e versatilidade sonora dos grupos de rock do Japão
    seduzem músicos que são fãs da cultura oriental

    Fernanda Fernandes
    Repórter
    18/07/2008

    Criada há um ano por fãs da cultura oriental, a banda Shura tem se apresentado em festivais de rock e prepara-se para estrear em solo carioca em agosto. Embora muitos digam que o baixista Marcos Vinicius (foto abaixo), que assume o codinome Marco Isla, tenha traços nipônicos, nenhum dos integrantes é descendente de japonês.

    O vocalista Andrey Almeida Melo, o Sat, é um dos mais aficionados e estuda a língua japonesa há três anos. Ele já se interessava pelos desenhos animados, os animes, e suas trilhas sonoras, além de ser leitor assíduo de mangás. Daí a pesquisar detalhes do rock que se produz do outro lado do mundo foi um pulo.

    A banda Shura conta ainda com o guitarrista Yuri Miranda, que assume o apelido de Chouji, e o baterista Jonathan Tonelli, o Kouunji. Os músicos são jovens entre 18 e 23 anos que tocam cover de rock japonês, mas já arriscam composições próprias no exótico idioma.

    Foto de Marcos Vinícius Um dos hits interpretados pela banda Shura é What's up people, composição do grupo Maximum The Hormone, que mescla versos em japonês com refrão em inglês. A música é tema de abertura do anime Death note, que também entra no repertório da banda juizforana com a faixa Zetsubou Billy.

    A grande fonte de pesquisa e de material para o trabalho cover é a internet. Segundo Andrey, a banda não existiria sem a rede mundial de computadores. "Um CD de rock japonês custa mais de R$ 100 em São Paulo. E por aqui não há como encontrar", afirma, lamentando a pouca difusão do estilo. "Mesmo no Japão, o rock é pouco divulgado. Muitas bandas fazem mais sucesso na Europa, em países como Alemanha e França."

    Sem rótulos e amarras

    Marcos Vinícius explica que, em vez de complicar, o idioma facilita o trabalho de quem gosta de rock. "Não é preciso rimar em japonês. Qualquer coisa fica bem", diz. Além disso, outra vantagem é a flexibilidade musical que as bandas japonesas têm. "Eles tocam de rock pesado até bossa nova e música latina."

    Marcos e Andrey dizem que a receptividade desse trabalho em Juiz de Fora ainda é irregular, pois mesmo entre os fãs de rock pesado há quem se assuste com o visual proposto pelo grupo. Isso porque a Shura se inspira nas bandas japonesas que têm algumas referências históricas um pouco estranhas ao mundo ocidental.

    "Durante a Segunda Guerra, os jovens japoneses eram muito reprimidos. Depois desse período, a rebeldia veio sob a forma do visual kei, adotado pelas bandas com inspiração no teatro kabuki", explica Andrey. O resultado contemporâneo inclui roupas espalhafatosas, maquiagem pesada para meninos e meninas e cabelos coloridos e despenteados.

    Foto Banda Shura Hoje alguns conjuntos adotam o estilo, mas há bandas de rock no Japão que utilizam até mesmo terno e gravata como figurino, complementando com batom preto nos lábios. "Isso é muito legal, porque indica que a banda é de música, sem rótulos. Eles vestem o que querem e tocam o que querem, sem ter que parecer que têm um estilo específico", avalia Marcos, que também integra outra banda dedicada ao repertório japonês, a Vivid Colors, mais voltada para o pop-rock.

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