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    Ferrovelho prepara lançamento de música autoral A banda que surgiu há cinco anos canta a música dos anos 60 e 70 nos palcos de Juiz de Fora e prepara suas próprias músicas

    Priscila Magalhães
    Repórter
    05/08/2008

    A banda Ferrovelho foi fundada em 2003 pela vocalista Monique Leitão. O outro integrante mais antigo é o guitarrista Corélio. De lá para cá, a banda sofreu algumas alterações e, além destes dois, é formada, atualmente, por Giovanni Stroppa na guitarra, Fred Fonseca no baixo e João Cordeiro na bateria.

    O nome Ferrovelho foi pensado em função do repertório escolhido pela banda: muita música dos anos 60 e 70. "Estávamos cansados de ouvir as mesmas bandas e músicas. Então, procuramos coisas novas nesta época", diz Monique. No repertório dos shows estão Tropicália, Led Zeppelin, Beatles, The Doors, Mutantes, Secos e Molhados, e Tom Zé.

    Para inovar, a banda está produzindo suas próprias músicas. As composições são de Corélio, Giovanni e Monique. Já são quatro músicas gravadas e o processo ainda está caminhando. Para Giovanni, o público de Juiz de Fora recebe a música autoral com paciência. "Eles ouvem, mas não é o que curtem mais". Monique diz que os músicos recebem bem, ao contrários dos ouvintes.

    Outra dificuldade da banda é a falta de espaço na cidade para a apresentação. "Tem lugar que tem muita panela", diz Monique. Giovanni é otimista. "No começo é difícil conseguir espaço, mas a longo prazo, com trabalho, é possível". Para ter mais oportunidades, a Ferrovelho assume uma formação menor. Foi a saída encontrada para não recusar trabalho. Três integrantes tocam em locais menores, onde não cabe a banda toda.

    Algo além da música

    Foto da banda Aliás, tocar em mais de uma banda é coisa comum entre os músicos da cidade. "Para viver de música aqui, só assim", diz Corélio, que, além de tocar guitarra, fabrica instrumentos musicais, como guitarra, violino e violão. Monique também não vive só de música. Ela é formada em Educação Física e dava aulas. Agora, está correndo atrás para continuar exercendo a profissão. "Sempre precisamos fazer algo além da música", diz.

    Inicialmente, a vocalista não teve apoio do pai quando decidiu em formar uma banda. "Ele me dizia que banda não dava em nada e não queria que eu tivesse". Apesar da falta de apoio, foi com a própria família que ela aprendeu a gostar de música. "Meus pais tocavam e cresci assim, ouvindo muita música". Ela ganhava um instrumento diferente a cada ano. "Mas era para tocar em casa, porque não queriam que eu tivesse banda". Hoje, ela tem o apoio da família.

    Foto da banda Corélio, Giovanni e João, ao contrário de Monique, não foram influenciados pela família. "Eu comecei do nada", diz João. Seu irmão teve a idéia de formar uma banda e comprou uma guitarra. "Foi quando comecei a acreditar e passei a tocar bateria. Hoje, ele não toca mais e eu continuo", conta.

    Giovanni começou a se interessar pela música já com 17 anos de idade. Na época, ele foi influenciado pelas bandas que gostava de ouvir: Nirvana e Guns N' Roses, o que também começou tocando. Apesar de a vontade de aprender a tocar instrumentos ter vindo aos 15 anos, Corélio só começou mais tarde. Teve a influência de um primo e do rock pesado que ouvia na época.

    Maioria de Juiz de Fora

    Foto da banda O único integrante da Ferrovelho que não é de Juiz de Fora é João. Ele saiu de Conselheiro Lafaiete e chegou aqui para estudar piano no Conservatório. Mas não largou a bateria e se formou na Bituca, em Barbacena. Antes de entrar para a Ferrovelho, João tocou em banda baile. Hoje, ouve música instrumental.

    Mesmo não sendo possível viver só de música em Juiz de Fora, para Giovanni não é possível viver sem música. Formado em História, ele quer passar na prova para o doutorado e tem uma certeza. "Não vou abandonar a música. Quando fiz isso durante o mestrado fiquei deprimido". Como quer continuar os estudos no Rio, já pensa em uma forma de conciliar as duas atividades. "Se eu passar, vão ser duas vezes na semana".

    Sobre a dedicação de Giovanni ao doutorado e o futuro da Ferrovelho, Monique diz que prefere não pensar. Enquanto isso, o guitarrista diz que não pretende abandonar a banda.

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