Aknatha caminha entre o rock progressivo e o heavy Banda, que surgiu em 2006, compõe suas músicas sob influência de respeitados nomes, como Arjen Lucassen, Ayreon, Pink Floyd e Queen

Daniele Gruppi
Repórter
25/10/2008

Uma nova banda se prepara para invadir as casas noturnas de Juiz de Fora. Aknatha surgiu em 2006 com a união de quatro músicos: Gustavo Riani, Thiago de Andrade, Luciano Faria e Philip Massi. Eles tocavam juntos em outro grupo, mas optaram por interromper o trabalho.

Convidaram Louise Gracielle para integrar a equipe e mudaram o conceito. "Apresentávamos só cover e resolvemos criar nossas músicas", comenta Gustavo Riani (baixo). Meses depois, Ruy Alhadas completou o sexteto.

Fechada a formação, os integrantes tinham o desafio de escolher um nome para a banda. Os músicos pesquisaram na internet, fizeram junção com os nomes dos integrantes e entre os rabiscos, definiram que seria Aknatha.

Mas ainda era preciso procurar um ponto comum entre as diversas influências musicais do sexteto, caminhando na vertente entre o rock progressivo e o heavy. A banda busca compor suas músicas sob influência de respeitados nomes, como Arjen Lucassen, Ayreon, Pink Floyd, Queen, Rush e Nemesea.

No repertório, além de composições próprias, há covers de After Forever, Stream of Passion, Dream Theater, incluindo, ainda, versões mais elaboradas e pesadas de Queen, Beatles, SuperTramp e Pink Floyd.

Atualmente, o grupo trabalha com a divulgação de duas musicais autorais: Destiny e I don't wanna play. A primeira, de autoria de Riani e Massi, fala que cada um é o dono do seu destino. "Tento imprimir minha filosofia de vida nas coisas que faço. Acredito que as pessoas traçam o seu destino. A letra é simples". I don't wanna play, composta por Massi, trata-se de um rapaz deprimido, que reflete sobre os relacionamentos humanos.

Entre julho e setembro de 2007, o grupo realizou suas primeiras apresentações no Festival de Bandas Novas, no qual conquistou a oportunidade de participar do CD do evento, com a faixa Destiny. Segundo Riani, o objetivo da banda é gravar um álbum autoral.

Foto de uma apresentação ao vivo da banda Foto de uma apresentação ao vivo da banda

Como diversos grupos independentes, Aknatha utiliza a internet como principal meio de divulgação do trabalho. Através de redes sociais, fotos e vídeos de shows, o sexteto alcança benefícios.

Para Riani, que já possui mais de 23 anos de experiência na música, falta estrutura em casas noturnas da cidade para apresentação do estilo musical do Aknatha e também apoio. "A falta de incentivo não é só na música, é na cultura. Artistas plásticos e atores passam também por dificuldades para trabalhar."

Integrantes

Os integrantes do Aknatha não vivem só de música, eles tentam conciliar suas carreiras profissionais com o trabalho da banda. "Tocamos, em primeiro lugar, por prazer", ressalta baixista.

Riani conta que o tempo de convívio faz com que o grupo se torne uma família. "Somos como irmãos. Tem alguns desentendimentos, mas tudo é resolvido. Cada um fica responsável por uma tarefa e vamos revezando para não sobrecarregar nenhum integrante." A banda ensaia uma vez por semana.

Foto de Louise cantando Foto de três integrantes numa apresentação ao vivo
Integrantes
  • Louise Gracielle (vocais) - É a caçula. Tem 20 anos e é estudante de medicina. Do berço, traz o gosto para música. Filha de pai cantor, começou a carreira ainda criança. Ela tem mais duas irmãs também cantoras.

  • Philip Massi (guitarra/vocais) - Trabalha como designer. Na música, tem mais de 15 anos de experiência, tendo registrado passagem por outras bandas da cidade. É exigente e eclético.

  • Gustavo Riani (baixo) - Considerado o irmão mais velho da turma, começou a tocar com 17 anos, quando ganhou sua primeira guitarra. "Na época, o preço não permitiu que ganhasse um contrabaixo", conta. Desenvolve trabalhos gráficos e em web.

  • Luciano Faria (guitarra) - É comerciante. Possui mais de 20 anos de experiência musical e, da turma, é o mais ponderado.

  • Thiago Andrade (bateria) - Formado em informática, dedica-se à música há cerca de dez anos. Recebeu o apelido de Thithi nervoso, devido ao som "nervoso que entoa". "A bateria é a pulsação, se ele acelera, temos que acompanhar", explica o baixista.

  • Ruy Alhadas (teclado) - Designer. Influencia no timbre e arranjos das canções do Aknatha imprimindo seus mais de dez anos de contato com a música.

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.

Arquivo

Ver mais...