Dirty Foxx prepara CD de músicas autorais Banda formada há seis meses investe nas músicas próprias e pretende lançar CD até a metade de 2009

Priscila Magalhães
Repórter
04/12/2008

Há seis meses, começaram os ensaios da Dirty Foxx, banda formada por Roberto Gouvêa (vocalista), Nathan Eitere (guitarrista), Rafael Pontes (baixista) e Natália Alves (baterista). Em agosto, a banda fez seu show de estréia, na festa de aniversário de Roberto.

Os jovens seguem a linha do hard-rock, e a inspiração para as músicas próprias vem de bandas famosas, como Scorpions e AC/DC. Já são cinco músicas gravadas, uma pronta para gravar, outras cinco no papel e um clipe (no vídeo). A facilidade para compor vem de um elemento fundamental: a união do grupo. "Somos muito unidos e amigos. Fazemos música até brincando", diz Roberto.

As canções resgatam o rock dos anos oitenta, porém o estilo retorna de uma maneira diferente, sem o lado considerado sombrio por muitas pessoas. "Estamos desmistificando que o rock é coisa do demônio", completa o vocalista. Nas letras, todas em inglês, a banda fala sobre a juventude, motos, mulheres e curtição. "O hard-rock é um estilo que todos nós gostamos, e percebemos que ele está voltando com força, em Juiz de Fora e no mundo todo."

A Dirty Foxx ainda não está fazendo shows. O trabalho está concentrado nos ensaios e na preparação do disco. Apesar de não terem muita história para contar, têm muitos sonhos. Roberto pensa grande. Quer investir na banda e conquistar o reconhecimento das pessoas. "Desde pequeno quis ser famoso", conta.

Todos os integrantes já estavam envolvidos com a música antes de montarem a banda. Roberto e Rafael se conheceram primeiro, mas a idéia de formar a Dirty Foxx partiu do vocalista e de Nathan, os principais compositores. Natália foi a última a integrar o grupo. Ela foi encontrada na internet.

Trajetória

Nathan conta que compõe desde que os 12 anos de idade, quando ainda não entendia quase nada de música. "Eu sentava na máquina de escrever e ia compondo", lembra. Só aos 13 é que começou a freqüentar as aulas de violão. Depois de dois anos, foi aprender guitarra. Ele quer continuar investindo na banda, e, para se profissionalizar, quer entrar no curso superior de música. "Vou tentar o vestibular esse ano", comenta.

Foto dos integrantes da banda Foto dos integrantes da banda

Roberto iniciou no mundo musical incentivado pelos pais. Para eles, música é cultura e deve fazer parte da formação. Quando era mais novo, ouvia de tudo: pagode, funk, pop, heavy metal. Até que conheceu o Scorpions. "Aí foi amor à primeira vista." Há três meses, o vocalista faz aula de canto.

Rafael começou a ouvir rock por influência da irmã. Aos nove anos, já tinha contato com as músicas de Legião Urbana. Aos 14, começou a tocar violão, mas viu que queria mesmo se dedicar ao baixo. Por isso, sofreu algumas pressões contrárias da mãe. "Ela não queria que eu tocasse esse instrumento. Dizia que, sozinho, ele não faz som, então eu teria que formar uma banda", conta. Por fim, Rafael conheceu alguns amigos, com quem aprendeu a tocar. "Foi assim que comecei a tirar as músicas de ouvido."

Quando entrou para uma banda de heavy metal é que Rafael cresceu como baixista. Atualmente, ele se divide entre os estudos da faculdade de engenharia elétrica e a música. Para o futuro, o baixista não pretende abandonar qualquer uma das atividades. "A engenharia e a música caminham juntas", completa.

Foto dos integrantes da banda A baterista Natália é capixaba e aprendeu a tocar o instrumento em Viçosa, quando tinha 13 anos, e surpreendeu. "Nunca havia sentado em uma bateria e consegui tocar, sem aula alguma." Só depois é que ela se matriculou em uma escola. Aos 16 anos veio para Juiz de Fora e, após passar de banda em banda, se fixou na Dirty Foxx. O interesse pela música já foi percebido por ela mesma quando freqüentava a igreja. "Durante a missa, eu ficava viajando na guitarra e na bateria, e pensava que um dia ia tocar."

Dificuldades

Os jovens sabem que vão enfrentar dificuldades ao tentar firmar suas próprias músicas em Juiz de Fora. Por isso, querem divulgar bastante o trabalho para conseguir o reconhecimento das pessoas. Uma dificuldade que eles vivem, atualmente, é a falta de apoio para a gravação do CD. A esperança é que um profissional qualificado possa trabalhar na produção da banda.

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