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    Bazart Arte e artesanato, de R$ 1 a R$ 100, em exposição
    no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas



    Fernanda Leonel
    Réporter
    Nov/2005

    foto do Bazart Artistas plásticos e artesãos. Obras abstratas e produtos de feitio caseiro. Nomes consagrados do cenário cultural e jovens iniciantes na arte. Esses encontros que podem parecer pouco prováveis já têm nome e data certa para acontecer. O Bazarte, bazar de arte e artesanato de Juiz de Fora, acaba de ser incluído na agenda anual do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CBBM).

    Diariamente, de 10h às 20h (somente até 22 de dezembro de 2005), o público interessado pode conferir centenas de obras plásticas e de produtos artesanais que estão em exposição. Para quem quer fazer compras, os preços das variedades vão de R$ 1 a R$ 100.

    Os responsáveis pelos produtos do Bazarte são todos juizforanos. As artes plásticas estão a cargo de nomes já conhecidos do cenário cultural local (confira os participantes no quadro abaixo) e o artesanato, na responsabilidade de artistas não tão conhecidos, mas nem por isso menos talentosos. Os expositores e vendedores dos artesanatos da feira, são os voluntários e assistidos de programas sociais da cidade.

    De acordo com a coordenadora do bazar, Eridan Leão, o grande diferencial do Bazarte está na mistura de áreas culturais que ele pretende fazer. Ela explica que artes plásticas e artesanato sempre estiveram em pólos distintos de produção e que a exposição em um mesmo ambiente pretende romper esses preconceitos.

    O espaço de exposições do CBBM foi preparado para esse mix: iluminação especial e molduras para o trabalho dos artistas visuais; e balcões e salas de demonstração para os artesãos participantes.

    Todos os dias, de 18h30 às 19h30 acontecem as apresentações culturais. Artistas da cidade levam músicas de estilos diversos para quem visita o bazar.

    Uma idéia que virou realidade

    Tudo começou com o propósito do artista plástico Juliano Botti de reunir amigos e talentos juizforanos para uma exposição de fim de ano. A idéia rendeu frutos e, apresentada à coordenação do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - responsável pela incorporação de 11 projetos sociais e suas oficinas de artesanato - se transformou na mistura cultural do Bazarte.

    foto de objetos do Bazart foto de objetos do Bazart foto de objetos do Bazart
    foto de objetos do Bazart foto de objetos do Bazart foto de objetos do Bazart

    A escolha dos projetos sociais participantes não aconteceu de maneira aleatória. De acordo com a coordenadora do bazar, a seleção deu preferência aos projetos que possuíam oficinas de artesanato mais consolidadas e grande envolvimento com esse tipo de atividade. (Confira a lista dos participantes abaixo!) "Pedimos rigor aos artesãos para a qualidade dos produtos apresentados ao público", destaca Eridan Leão.

    Da apresentação da idéia até o início da exposição foram exatamente 60 dias de trabalho. Trabalho que, de acordo com os organizadores e participantes de evento "está valendo a pena". Nas primeiras 8 horas de Bazarte, os artesãos calculam que tenham juntos vendido em média R$ 800. Já os artistas plásticos, que possuem as artes de valores mais elevados do bazar, também já repassaram ao público cerca de 20% do material preparado.

    Quando comprar é um ato de solidariedade

    foto do assitido pelas Caps Casa Viva Se para muitos o Bazarte pode ser uma oportunidade para compras de fim de ano a preços acessíveis, para outros a simples realização da exposição representa muito mais. Reconhecimento, auto-estima, recuperação. Todas podem ser palavras que simbolizam o trabalho dos assistidos de programas sociais da cidade em exposição no Bernardo Mascarenhas.

    Nas oficinas muitos descobriram dons, terapias ou mesmo um passa-tempo. Yuri Schuery (foto) faz parte do Centro de Atenção Psicosocial CAPS- Casa Viva. A instituição atende portadores de transtornos mentais menos graves e tem como fundamento o modelo de atenção aberta (sem internação) aliada às atividades culturais. No CAPS, Yhuri descobriu suas paixões: a pintura e a escultura. E, desde então, tem se dedicado a estas atividades e apresentado melhoras no quadro clínico.

    De acordo com a orientadora do projeto, Marcela Lima, oficinas culturais, sejam elas de música, teatro ou artes visuais são totalmente terapêuticas. "Todos os pacientes apresentam avanços no tratamento", completa.

    Artistas Plásticos com obras em exposição e à venda no Bazarte

    Afonso Rodrigues - Amaury de Battist - Andréia Wogel - CAPS- Casa Viva - Eliziário Souza Filho - Fábio Gama Dutra - Flávio Ferraz - Guto Moutinho - Heloísa Curzel - Javer Volpini - Juliano Botti - Luiz Gonzaga - Norma Marchetto - Paulo Bittar - Paulo Roberto Alvarez - Petrillo - Ramon Brandão - Ronaldo Couri - Tallarico - Valéria Prota - Wagner Fortes.

    Projetos sociais participantes, responsáveis pelo artesanato

    Arte dos Bairros - Arte CAIC - Casa do Pequeno Jardineiro - Novo Cidadão - Casa da Menina Artesã, Núcleo de Cidadãos de Rua - Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEM) - Trabalharte, Oficinas do CCBM - Grupo Casa - Centro de Apoio Psicossocial (Caps).

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