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    Museu de Arte Moderna Murilo Mendes UFJF inaugura museu com maior
    acervo de arte moderna de Minas Gerais



    Fernanda Leonel
    Réporter
    Dez/2005

    foto do Museu Murilo Mendes, o poeta juizforano que se destacou no cenário da cultura moderna brasileira, acaba de ser homenageado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A instituição inaugurou o museu que leva o seu nome e que pretende entrar no rota cultural do país: O Museu Murilo Mendes (MAM) possui o maior acervo de arte moderna do estado de Minas Gerais.

    São aproximadamente 300 obras originais, de artistas nacionais e internacionais como Miró, Picasso, Portinari, Hans Richter e Guinard. O museu também conta com um acervo de mais de oito mil livros, muitos pertencentes ao poeta Murilo Mendes.

    A diretora do MAM, professora Valéria Faria, destaca a importância acadêmica e cultural dos livros do acervo pessoal do poeta. Para ela, através dos grifos do autor e dedicatórias feitas a ele é possível fazer uma releitura de suas apreensões, entender um pouco mais sobre o universo muriliano".

    Algumas obras expostas já pertenciam ao Centro de Estudos Murilo Mendes (CEMM), mas há novidades recém adquiridas e outras que estão expostas pela primeira vez ao público no museu. O CEMM foi criado em 1976, a partir da doação de livros e obras de arte do acervo pessoal do poeta juizforano pela viúva Maria da Saudade Cortesão.

    foto do Mam As instalações da antiga reitoria, que desde setembro deste ano está localizada no Campus Universitário, foi o lugar escolhido para abrigar o museu. O prédio, de 1966 foi reformado durante 54 dias para abrigar as obras de arte. "Fizemos essa reforma em ritmo juscelinístico, em homenagem aquele que assinou a lei de sua criação", brinca a reitora da UFJF, Margarida Salomão. De acordo com a reitora, todo o investimento de R$ 1,2 milhão na reforma foram pagos com recursos da própria universidade.

    O Museu conta ainda com o Laboratório de Conservação e Restauração de Bens Artísticos e Culturais (LACOR). No setor de restauração de documentos e papel, o laboratório do MAM passa a ser o mais equipado em nível acadêmico do Brasil. No complexo do museu ainda estão o Gabinete do Reitor, a Sala dos Conselhos, a Editora da UFJF, O Centro de Estudos Ibero- Americanos e o Museu de Arqueologia e Etnologia Americana.

    O projeto do MAM é assinado pelo arquiteto Sebastião Lopes, que presta assessoria para o Ministério da Educação e para a Unesco. Segundo o arquiteto, foram respeitadas todas as exigências para a construção de um museu. Há uma preocupação com a sonorização, com a temperatura e com a iluminação do ambiente. O museu vai estar aberto à visitação pública de terça a domingo, de 10h às 20h. Durante às segundas, ele fica aberto somente para pesquisas de obras e livros.

    A noite de inauguração

    foto do MAM A solenidade aconteceu na terça-feira, dia 20 de dezembro, às 20h. Alunos, professores, personalidades da cultura local e amantes das artes prestigiaram a cerimônia que também contou com outras atrações em comemoração ao aniversário de 45 anos da UFJF.

    Na abertura do evento, foi exibido um vídeo contando a história da universidade. Telões espalhados por todos os três andares do museu retransmitiam a apresentação principal que aconteceu no Salão Nobre do MAM, agora completamente restaurado. O livro Patrimônio Vivo, da Editora da UFJF, que enumera e ilustra os patrimônios materiais e imateriais da universidade também foi lançado.

    Em comemoração aos 45 anos de atividades acadêmicas, 20 ex- alunos da UFJF que se destacam na cidade e no país foram homenageados com a Comenda Juscelino Kubitschek. Em seguida, o Maestro André Pires (foto), regente Coral da universidade, apresentou números musicais ao piano.

    Exposições

    As duas galerias do museu vão estar em permanente exposição, mas a periodicidade das trocas de exposições ainda não é definida. No primeiro piso fica a Galeria Retratos Relâmpagos, aberta a artistas diversos, interessados em expor seu trabalho, que devem ser escolhidos através de seleção por editais. Já a Galeria do terceiro piso, Convergências, é exclusiva para a exposição de obras do acervo do MAM.

    Para a inauguração, foram preparadas duas exposições com obras da coleção de Artes Visuais Murilo Mendes. Na Galeria Convergências, a exposição O Poeta Colecionador está em destaque. Obras estudadas por Arlindo Daibert, também juizforano e premiado no cenário cultural mundial, são a temática da exposição.

    De acordo com a diretora do MAM, Valéria Faria, "como o Daibert foi um dos primeiros a cogitar a utulização do prédio da reitoria como museu e foi também um grande pesquisador de Murilo Mendes, nada mais justo que homenageá-lo com essa exposição inicial".

    Na Galeria Retratos Relâmpago, a exposição Esqueletos de Animais vai expor 20 trabalhos do desenhista Arnaldo Pedroso D´Horta. Essas obras, que não estão à venda, fazem parte compõem o albúm de desehos do artista que leva o mesmo nome.

    foto do MAM foto do MAM foto do MAM
    Museu Murilo Mendes em números
    • 300 obras originais de artistas nacionais e internacionais
    • 8.000 mil livros, dentre eles muitos considerados Obras Raras
    • 4 bibliotecas abertas para visitação e pesquisa
    • 2.400 metros de área construída

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