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    Engenheiros do Hawaii Ingressos esgotados na primeira apresentação do ano do Cine-Theatro Central

    Fernanda Leonel
    Colaboração
    13/03/2006

    O Cine Theatro Central estava completamente lotado. Mais uma vez. O repeteco do show que foi recorde de público do Central no ano passado repetiu tudo: o sucesso, os fãs que cantavam absolutamente todas as músicas com a banda e os ingressos esgotados dois dias antes do show.

    Já às 20h, a fila do lado de fora já alcançava o Calçadão. Eram jovens que aprenderam a gostar da música que os Engenheiros do Hawaii fazem há mais de 20 anos, ou pessoas com um pouco mais de idade que viveram o maior auge da carreira da banda. Pais que vieram pra acompanhar os filhos, filhos que vieram pra acompanhar os pais. Muita gente que aguardava ansiosa pelo show divulgado desde os primeiros dias do ano.

    A fila no entanto, estava enorme só pelo número de pessoas que queriam entrar. Nada de espera, nada de demora. A organização do Theatro-Central e a produção numerosa dos Engenheiros que veio até um dia antes do show cuidou de todos os detalhes. Muitas camisetas e CD's vendidos no saguão do Cine. Um movimento que fez com que muita gente parasse para perguntar o que estava sendo "oferecido" no stand, e não "vendido".

    Só sobraram camarotes (e poucos) para quem resolveu ir no show de última hora. E houve quem arriscasse juntar uma turma de amigos para sentar no lugar de preço mais salgado do teatro. Pra quem ficou um pouco da lado de fora, uma das cenas mais comuns vistas era a junção do dinheiro dos récem conhecidos na busca de um lugar no show.

    Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central

    Às 21h15, Humberto Gessinger e sua turma entraram no palco. Gritos, muitos gritos! E a prova viva de que as máquinas digitais invadiram a vida de muita gente. Como que num mar de pequenas luzes, os visores da nova tecnologia iluminaram todos os setores de público do Central.

    Humberto falou pouco. Na verdade, deve ter cumprimentado o público e trocado mais alguns poucos obrigados. Mas isso parecia não fazer a menor diferença pra muitos que estavam alí. Os poucos breaks entre uma música e outra, mal davam tempo pra entender se as palmas eram para o início ou fim de um sucesso.

    O auge do show ficou para o momento onde o band leader largou os tradicionais instrumentos de corda que o acompanham (só na turnê MTV ao Vivo, Gessinger usou 15 deles, um deles uma viola caipira cuja fama de inspiração na música de Minas Gerais já é conhecidamente atribuída ao cantor) para cair ao piano.

    Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central

    Mais do que deixar para o momento intimista muitas músicas que foram os maiores sucessos do grupo, a produção do show provou que caprichou nos detalhes. Uma parte do palco, que colocava o capitão da banda em destaque, girou durante a execução de algumas músicas. Luzes também faziam efeitos especiais no palco, para o delírio do público presente.

    Não há exagero. O público cantou praticamente todas as músicas, ficou de pé, dançou, assoviou. Fizeram gritos de guerra, que sempre provocavam um sorriso satisfeito nos Engenheiros do Hawaii. Parece que deu certo. O grupo dos anos 80 voltou ao palco duas vezes depois do encerramento do show. Os 2.000 presentes puderam assistir a dois "bis".

    O Bis da Engenharia da Música

    Humberto Gessiger estava contente em voltar a Juiz de Fora. Teve contatos com a produção do Cine -Theatro Central entre o primeiro e segundo show do grupo na cidade, e ficou sabendo que foram os mais bem sucedidos na bilheteria do teatro no ano passado. Quanto a isso comentou: "É bom saber do recorde de público. Sempre faz bem. Mas o melhor mesmo, é ver essa galera animada de Juiz de Fora de novo.

    Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central

    No que diz respeito às novidades do show, resumiu dizendo que o espetáculo está mais maduro dessa vez. E que isso sempre acaba gerando coisas positivas para quem assiste. "Viajamos muito com essa turnê que continua dando certo. O melhor é que a cada show, há um gás novo, porque o público faz isso com a gente", afirma.

    Itamar Tavares No que depender dos fãs, Gessinger e companhia vai continuar renovando o gás por muito mais tempo. E se possível, aqui em Juiz de Fora. Pelo menos é isso que garante Itamar Tavares (foto), classificado por ele mesmo como super fã do grupo.

    Tavares mantém os cabelos longos de Humberto Gessinger como forma de homenagear o ídolo e também para se destacar mais quando toca as músicas do grupo. Ele não tem banda, mas com o seu violão e sua guitarra, mesmo que de casa, dedica mais de 70% do repertório aos criadores de Infinita Highway, "O Papa é Pop" e "Terra de Gigantes".

    "O mais me chama atenção no grupo é a qualidade e poesia das letras do Humberto", afirma o fã que classifica Gessinger como um poeta universal. "Ele fala de coisas do mundo, pessoais, de política, de tudo. E sempre com muita beleza", completa.

    Assim como Itamar, vários outros fãs devem concordar com a qualidade da música e da letra dos Engenheiros do Hawaii. Pelo menos essa foi a resposta direta dos fãs que vibraram durante todo o show. É a engenharia da música! É a engenharia da cultura em Juiz de Fora!

    Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central Engenheiros no palco do Central

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