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    Farofa Carioca Música alternativa, diferente, exigente, misturada. Essa é a onda do grupo que ganhou o Brasil e se apresenta em JF no fim de semana

    Na panela dos grupos musicais que precisaram ganhar o reconhecimento do público internacional para fazer sucesso no Brasil, lá estão os meninos cujo ritmo temperado deu origem a receita de sucesso do Farofa Carioca.

    A banda existe desde 1997, mas possui fases de trabalho bem distintas. Para quem se assustou em saber que os donos do hit Moro no Brasil já estão na estrada há tanto tempo, a explicação vem com a própria proposta do grupo, definida pelo vocalista Mário Broder: o farofa nunca quis vender cultura, não optou por "estourar" no Brasil fazendo o que consome a indústria fonográfica brasileira.

    Esse é exatamente a marca registrado do Farofa. Fazer músicas que falem da realidade brasileira, que cantem conteúdo e que desobedeçam regras e estilos musicais pré-definidos. E se o sucesso veio e está até mesmo assustando muitos dos que ajudaram a plantar essa semente, a garantia da galera do grupo é que independente do número de cópias ou cifrões conseguidos o compromisso com a qualidade sempre vai continuar.

    Foto da galera assistindo ao show Mas parece que estava mesmo traçado para os meninos caírem na estrada da fama. O grupo que começou nos teatros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) surgiu executando músicas para espetáculos. Cresceu, ganhou adeptos, construiu uma maneira diferente da fazer música para os olhos e para os ouvidos. Saiu da cochia, foi para a rua, seguiu para gravadoras, evitou mídias, conquistou músicos, conquistou a crítica, e hoje, nove anos depois, ganha as paradas de sucesso.

    "Ainda não parei pra pensar de que forma esse sucesso pode influenciar no trabalho musical do Farofa. Mas posso garantir que a idéia é entender tudo como o resultado de uma semente plantada, e não como algo que veio para mudar os rumos de tudo que a gente acreditou. A proposta de falar verdades e não ter o rabo preso com ninguém vai continuar a mesma, isso eu garanto.

    O cantor diz que acha que as pessoas gostam das músicas do grupo, porque se identificam com o que eles produzem. "Acho que a pessoa se sente representada", complementa. Para os músicos da banda carioca, a idéia é mesmo se fazer presente na vida de qualquer tipo de público, seja ele um garoto que gosta de punk-rock ou até mesmo uma menina que não sai de raves. "Não importa há quem ela chega, mas como chega. Nossa música também é informação".

    Quem canta as verdades...

    Foto da galera assistindo ao show Muita gente tende a condicionar o boom do Farofa ao momento que Seu Jorge, cantor do grupo até meados de 1999, também vive na carreira. Ele acaba de gravar um DVD com a cantora juizforana Ana Carolina e também regravou alguns sucessos do Farofa, que tinham sua participação na composição.

    Quanto á esse assunto, o grupo parece tranquilo. "Acho que ele alcançou um momento bom na carreira, e que merece", destaca Mário, desvinculando qualquer tipo de relação que alimente o fato.

    Mário, aliás, é o terceito cantor da banda. Depois de Seu Jorge, Gabriel Moura assumiu e agora, na volta da banda em 2004 o ex funk lata. Ele conta que já estava se desvinculando de seu antigo grupo, quando apareceu a proposta de assumir os vocais do farofa Carioca. "Eu já me identificava com o som que a banda produzia, tinha essa afinidade musical muito forte. Acho até que os dois, por serem grupos que começaram suas carreiras na rua, com gente de favela, pobre e também que possuiam um certo compromisso social, tem muitos traços em comum".

    O atual cantor se mostra satisfeito com a mudança na carreira e diz que está fazendo o possível para trabalhar sua imagem pessoal, para ajudar na construção da imagem de cantor do grupo. No ano passado ele viveu o personagem Wilson Batista, no longa Noel Rosa, que deve estrear em breve nas telonas de todo Brasil.

    Farofa em Juiz de Fora

    Foto do vocalista da banda

    O Farofa carioca se apresenta neste fim de semana, na calourada que recebe os alunos do primeiro semestre de 2006 da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Não é a primeira vez que grupo se apresenta por aqui, sendo que, de acordo com Mário Broder, o grupo já esteve na cidade pelo menos cinco vezes, nos últimos dois anos.

    A diferença do show dessa semana está no fato de que esse é o primeiro show do Farofa em um local aberto e também oferecido gratuitamente para quem queira curtir. "Estou achando um barato tudo isso. Todo mundo que quiser vai ter condições de estar presente", completou Broder.

    O cantor diz que sente um carinho muito especial pelo público juizforano, porque sempre, em todas as apresentações que fez, sentiu que havia uma relação muito forte do público com a produção musical do grupo. Dessa vez, a expectativa está ainda maior, já que como ele mesmo conceitua, o público universitário´é um público exigente, inteligente e especial.

    É aguardar para esperar pelo suíngue samba-funk-soul-grov que chega nos palcos da UFJF nesta sexta-feira. É aguardar para conhecer ou admirar a mistura do som definida pelo grupo como a representação do Brasil de norte a sul, sem discriminações.

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