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    Kildere O cantor e compositor ex-participante do FAMA se
    apresenta neste final de semana em Juiz de Fora

    A foto da capa do novo CD do cantor e compositor Kildere ilustra o o que parece estar mesmo traçado para o seu destino: a paixão e o dom pela música.

    Paixão e dom que sempre teimaram em abrir caminho para o ex-participante do FAMA, festival de música transmitido pela TV no formato reality show. Ao ouvir o legado musical de Kildere é impossível não dizer que a sorte, o talento e até mesmo um pouco de "ajuda divina" fazem parte da sua história de sucesso.

    Kildere não é filho de músicos, não vem dos grandes centros que projetam artistas a nível nacional, nem teve padrinhos para chegar onde chegou. Muito pelo contrário. O cearense da cidade de Camocim diz que o próprio nome veio do desejo dos pais de ter um filho médico na família, profissão que passa longe da rotina de um músico.

    Capa do CD

    "Meu nome vem do seriado americano Dr. Kildere, que fez muito sucesso na época que eu ia nascer. O Dr. Kildere era médico e baseado nisso escolheram meu nome. Não segui a proposta e fui o primeiro 'doido' da família a se envolver com música", brinca.

    A história do menino cantor começou ainda cedo, quando ele tinha apenas sete anos. Kildere conta que sempre foi muito fã de artistas conhecidos mundialmente como Michel Jackson e também de regionalistas como Alceu Valença e que aprendeu a cantar as músicas deles muito cedo. Começou nas festinhas da escola até que surgiu a idéia de se apresentar em festivais.

    As apresentações em festivais começaram e os prêmios também. Mas de acordo com o cantor, a certeza da profissão ainda estava difusa. "Até meus 18 anos eu ainda não tinha certeza, até que eu me inscrevi para um concurso da Aeronáutica e também para um festival de música, que aconteciam no mesmo dia. Eu tinha que escolher entre um dos dois e acabei escolhendo a música". Esse é o marco que ele coloca como o ano decisivo pra que ele resolvesse apostar na sua carreira.

    Kiledere

    Depois disso, ele se mudou para Fortaleza e começou a trabalhar como corretor. Na cidade, cantava à noite e também em outros festivais de música que apareciam ao longo do ano. Foi então que uma de suas tias, que morava no Rio, resolveu fazer uma visita para os parentes do Ceará.

    O sobrinho Kildere, querendo agradar, resolveu cantar para a tia que chegava de viagem. "Meu sobrinho, você vai comigo para o Rio. É lá que você tem que mostrar seu talento". Foi com essa frase que a carreira do menino cearense começava a ganhar proporções e outros palcos.

    Mas como viver de música não é tão fácil assim, muitos ainda foram os ofícios que Kildere teve que desenvolver: foi auxiliar admistrativo, vendedor de cachorro quente, atendente de papelaria. Até que a saudade dos festivais falou mais forte e ele resolveu investir em algum, no seu novo estado.

    A fama depois do FAMA

    A história parece confusa, mas foi assim que ele resolveu se inscrever para o programa FAMA. Há meia noite do dia anterior ao final das inscrições, ele descobriu o festival televisionado. Acordou a prima que tinha um filmadora caseira e gravou seu vídeo (o vídeo com os candidatos cantando a capela era um dos pré-requisitos para a inscrição) em cima de uma fita usada da dona da câmara.

    Kiledere no programa FAMA

    Como a prima estava querendo dormir, e ele insistia no vídeo, resolveu gravar tudo sozinho mesmo apoiando a máquina em cima da TV e se enquadrando para a gravação. Problema: a câmara ficou baixa. Tentativa um: colocar um livro em cima da TV e colocar a câmara em cima. Resultado: a altura continuava incompatível. Tentativa dois: colocar uma bíblia em cima da TV e do livro para gravar. Resultado dois: fita selecionada para participar do programa.

    Na definição de Kildere, "não há como falar da sua carreira sem falar do FAMA". A experiência, que ele definiu como riquíssima, já que eles ficavam até mesmo isolados do mundo para aprenderem a praticar música, abriu muitas portas para o cantor. Shows vieram, fãs mal o deixaram andar na rua por um bom tempo, músicos conhecidos e respeitados em todo o Brasil passaram a fazer parte do seu núcleo de amizades. Tudo em menos de um mês.

    Kiledere

    Kildere ficou três semanas na casa da primeira edição do programa. Depois fez shows por todo o Brasil com a turnê Fama na estrada. Entre os shows que ele guarda na memória está o que aconteceu no Canecão. O músico diz que já tinha chegado a brincar com amigos que um dia ainda ia se apresentar naquele palco, e que muitos até zombaram dele. "E não é que eu cantei mesmo?", brinca.

    Hoje, quase quatro anos depois da euforia proporcionada pelas aparições na TV, um Kildere mais maduro musicalmente apresenta seu novo CD. Projeto pensando, trabalhado, que traz nove composições do cantor em dez faixas de músicas. O CD, entitulado como "Aprendiz da Vida", faz referência a uma das poesias que Kildere escreveu, quando é poeta nas horas vagas. A poesia que deu origem ao nome do disco foi a campeã do I Festival de Poesia do Sindicato dos Escritores do Rio.

    Kildere em Juiz de Fora

    Kildere está em Juiz de Fora porque se prepara com uma banda formada por juizforanos para se apresentar nesta sexta e sábado na cidade. Os músicos Lula Ricardo, Ângelo Goulart, Leandro Brandão e Alan Wilian vão acompanhar o cantor no Projeto Juiz de Fora com Arte e no show do Cultural Bar.

    O ex-integrante do FAMA diz sempre gostou das vezes que veio à cidade e que é apaixonado por algumas pousadas que existem na região. A primeira aparição do cantor aconteceu no Restaurante Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a convite do músico Alan que mantinha o projeto Almoço Musical no refeitório da do campus da UFJF.

    Já na cidade, ele aproveitou para conhecer o JF Folia e acabou dando uma canja com o pessoal do grupo Harmonia do Samba. No ano passado também fez participações no show da banda juizforana Zona Blue e também se apresentou no Bar da Fábrica.

    O artista que conhece e admira o trabalho de Ana Carolina e também de Nanda Cavalcanti se diz já adaptado a cidade: "Isso aqui transborda cultura". Seja bem-vindo Kildere!

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