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    Zé Ramalho O poeta nordestino apresenta sucessos da sua carreira, na turnê do show "Ao Vivo"


    Fernanda Leonel
    Repórter
    13/07/2006

    Na sua carteira de identidade, José Ramalho Neto, mas para o Brasil que aprendeu a entender a sua obra, simplesmente Zé Ramalho. Enigmático, dono de uma voz grave e rara, Ramalho se aproxima dos 30 anos de carreira sem sair das prateleiras das lojas de discos e dos corações dos milhares de fãs que acompanham sua trajetória musical.

    Na noite desta quinta-feira, 13 de julho, o cantor e compositor se apresenta com a turnê do show de seu disco "Ao Vivo". Não é a primeira vez que o artista se apresenta em Juiz de Fora, mas essa é a estréia da turnê que começou em março de 2005 nos palcos da cidade.

    O cantor não comentou sua relação com Juiz de Fora, mas afirmou que Minas Gerais é o estado fora do eixo nordestino que ele mais se apresenta, e que, existe uma identificação entre ele e o público daqui.

    Quem for ao Campo da Sede Social do Tupi vai poder conferir de perto o trabalho do artista que foi projetado para possuir somente composições suas. O artista se apresenta na quinta edição do Arraiá do Gean e Roger, dupla juizforana, que esse ano resolveu investir pesado na realização da festa, e trouxe para a divisão de palcos, nomes como o de Zé Ramalho.

    No repertório da noite desta quinta, a promessa para os fãs são de versões de músicas consagradas com uma pitada do momento da carreira de Zé. Clássicos como "Admirável Gado Novo", "Avôhay" e "Eternas Ondas" devem ser escutados de pertinho.

    o jeito "Zé Ramalho de ser" é uma característica forte do seu trabalho. Os maiores sucessos do cantor e compositor misturam regionalismo com música universal e trazem em suas letras uma pitada de misticismo e realidade. Mistura demais para uma figura só? O figurão da MPB diz que não.

    Ele afirma que essa mudança e mistura musical é natural, porque ele enquanto compositor e intérprete é o que a vida lhe dá para absorver. Logo, se ele sai de Brejo do Cruz, cidade que ele nasceu na Paraíba e vive metamorfoses constantes, o resultado tinha que ser esse mesmo.

    Exemplo disso é imaginar que ele foi influenciado pela poética dos Beatles e dos Rolling Stones. Esses grupos foram sua maior referência musical, até que, aos 20 anos, ele resolvesse integrar o rock com suas raízes nordestinas. E deu certo. Ele estudou, valorizou e colocou o cotidiano do sertanejo nas rádios de todo Brasil.

    O resultado de toda essa vida e experiências é a fusão moderna de rock, com o xaxado, galope e beira-mar. Zé Ramalho é fiel à literatura de cordel e aos repentes, e, com base nisso, recheou suas letras com doses de realismo fantástico típicas do imaginário coletivo nordestino.

    Para não fugir do universal, utilizou a instrumentação elétrica e eletrônica em suas harmonias, assim como Alceu Valença, Lula Côrtes, Fagner e até mesmo sua prima, Elba Ramalho. Deu certo. O Estádio do Tupi promete ficar cheio para recepcionar o cantor a compositor nordestino. Mais uma vez.

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