Arnaldo Brandão Nome forte no rock nacional dos anos 80, o ex Hanoi-Hanoi se apresenta
na cidade no final de semana




Fernanda Leonel
Réporter
24/08/2006

Arnaldo Brandão dando gargalhada Ele está de volta ao cenário da música brasileira. Como grandes nomes do rock anos 80, Arnaldo Brandão gravou um CD "Ao Vivo" com músicas inéditas e grandes sucessos da sua carreira no rock nacional.

O músico, ex Hanoi-Hanoi vai marcar presença em Juiz de Fora nesta sexta- feira, dia 25 de agosto. O Café Muzik vai ser o palco para os saudosos do rock anos 80 e de sucessos como "Rádio bla-blá", "Totalmente demais" e "O tempo não pára".

Em entrevista exclusiva ao portal ACESSA.com, Arnaldo, que já veio à cidade algumas vezes depois da carreira solo e também nos anos 80 com o Hanoi, disse estar ancioso em reencontrar o público da cidade que é sempre do jeito do todo artista gosta. “Eu espero muita animação, o pessoal daqui é muito animado”. Confira!

ACESSA.com: Como você classifica esse momento da sua carreira?
Arnaldo Brandão: Eu estava meio parado porque eu estava produzindo "O Baú do Raul" (coletânea na qual artistas diversos interpretam músicas de Raul Seixas), que também teve alguns shows. Aí eu saí dessa "mansidão bovina", e resolvi levantar essse disco que eu gravei a dois anos atrás

ACESSA.com: Como é o disco? Que se pode esperar desse segundo disco da sua carreira.
Arnaldo Brandão: É um disco que fala sobre as realidades da vida. Eu sou uma pessoa viciada em realidades, principalmente as realidades televisivas, adoro ver televisão, e tudo acontece tão rápido que nem sempre a gente tem condição de dizer o que está acontecendo. Então, esse disco, é um pouco dessa minha decisão de cair na estrada. Tem uma canção aliás, chamada “O bicho”, que fala sobre o matador do parque lá de São Paulo. A gente ficou curioso, porque, quando começou a sair na mídia sobre ele, o cara começou a receber muitas cartas de gente querendo namorar ele. Poxa, o cara é assassino....

Arnaldo Brandão sorrindo ACESSA.com: O novo disco traz canções inéditas e também sucessos do Hanoi- Hanoi. Porque esse remake do Hanoi-Hanoi nesse momento?
Arnaldo Brandão: O segundo CD foi gravado ao vivo, então as pessoas sempre pedem as músicas conhecidas. Elas pedem que a gente toque essa canções antigas. Então a gente toca sim, porque as pessoas pedem e porque a gente gosta também. Músicas antigas são sempre músicas bem legais, né?

ACESSA.com: O que é o melhor: o rock anos 80, que você tanto fez parte, o rock anos 90, ou uma fusão de um pouco de cada um?
Arnaldo Brandão: Eu acho que cada um tem seu brilho. O rock anos 60 e 70 buscava conteúdo. Nos anos 80, a preocupação maior era com a forma e já nos anos 90 e 2000, já começou a se misturar isso tudo. Tem muito simulacro. Muita invenção do que já existia. Eu acho legal essa mistura, tanto do conteúdo, quanto da forma. Não é nem que antigamente seja melhor que agora, não. Antigamente, assim como hoje, haviam coisas boas e coisas ruins.

ACESSA.com: Você que teve uma banda, teve sucesso enquanto componente de uma banda, tem vontade de voltar trabalhar assim? Pensaram em voltar com o Hanoi?
Arnaldo Brandão tocando violão Arnaldo Brandão: Bom, como eu estou independente fica mais fácil de fazer carreira solo mesmo, porque aí as decisões são mais rápidas para você tomar. Com banda você tem que deparar com todo mundo, achar a concordância com todo mundo. Então pela agilidade, neste momento, eu vou continuar com a carreira solo mesmo. Agora quanto ao Hanoi, de vez em quando eu faço shows com eles por aí. As pessoas pedem, gostam de ouvir, gostam de ver a gente junto. Para voltar com o projeto mesmo, só se alguma gravadora se interessasse em encarar tudo de novo, se houvesse algum patrocínio. Mas não dá ainda, porque dá muito trabalho. No show em Juiz de Fora, eu vou tocar músicas do Hanoi, com certeza.

ACESSA.com: Uma mensagem para os internautas da ACESSA.com
Arnaldo Brandão: Eu quero convidar todo mundo de Juiz de Fora para ir nesse show do Arnaldo Brandão. Tem algumas coisas do Hanoi que eu vou tocar, músicas que falam sobre a minha vida, sobre o nosso tempo, no fundo a gente fala mesmo da política do cotidiano, para ver se a gente sai dessa “mansidão bovina” e reage, sem que a realidade avassaladora que tudo consome e nos leva de roldão para essa mundão sem fim.

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