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    Cidade Negra Banda de reggae se apresenta no segundo dia da Expo Feira 2006




    Fernanda Leonel
    Réporter
    12/08/2006

    Tony Garrido dando entrevista para a ACESSA.com Eles vieram para ajudar na paternidade de um ritmo mundial. Se reggae, Jamaica e Bob Marley são como que ícones da mesma idéia, o Cidade Negra chegou para mostrar que se "Deus é brasileiro", Jah também pode ser.

    A banda começou na década de 80, época em que o root não tinha um espaço tão definido no cenário da música e mídia, como existe agora. O reggae, conhecido por levar mensagens de espiritualidade e retratar o cotidiano dos mais desfavorecidos, foi a maneira que esse meninos da baixada fluminense encotraram para "botar o boca no mundo".

    "Desde quando a baixada fluminense, famosa por sua pobreza e violência crescente, é lugar para se fazer reggae?", comenta Toni Garrido(foto abaixo), vocalista do grupo. "Desde que ela inspire, pelo seu tenso cotidiano. De alguma forma a baixada fluminense era para nós era um lugar tão ativo como as famosas quebradas de Kingston, a capital da Jamaica".

    Tony Garrido dando entrevista para a ACESSA.com

    Mais que inspiração, a pobreza da baixada foi também o pontapé inicial para que o grupo que já trabalhava há mais de dez anos, pudesse mostrar seu trabalho para todo Brasil. A BBC de Londres veio fazer um documentário sobre a baixada e os meninos do Cidade Negra tiveram a oportunidade de serem citados como exemplo de luta digna contra as dificuldades da vida.

    Trabalho mostrado, competência comprovada. Dias depois do documentário, a Sony, resolveu apostar no reggae da periferia e eles estouraram. O disco "Lute para Viver" chegou as lojas meses depois.

    Hoje, 22 anos depois do início da carreira, o recado do grupo é que "todos que acreditam na música como mensagem esperem o seu lugar ao sol chegar". Cheios de sorrisos e risadas, o grupo brincou que o lugar deles foi ocupado, mas que ainda há muito objetivo para ser cumprido.

    "Eu queria que todo o sucesso que as pessoas me perguntam fosse verdade. O que eu tenho para dizer é que trabalhamos muito, e nos orgulhamos que isso aconteça de maneira ininterrupta. Ainda há muitos objetivos há serem alcançados, e o que a gente mais deseja é uma regularidade, para que as pessoas tenham acesso à nossa música e possam escolher se querem tê-la em casa ou não.

    Tony Garrido dando entrevista para a ACESSA.com

    Independente do conceito de sucesso, o certo é que o quarteto carioca tem muita estrada. Já rodaram o Brasil, Europa, América. Lotaram estádios, produziram nove discos, venderam 3 milhões de cópias e agora comemoram a chegada do segundo CD e DVD ao vivo, entitulado Direto.

    Há aproximadamente um ano atrás, rumores rodaram pela mídia dizendo da possibilidade da gravação desse DVD acontecer em Juiz de Fora. Toni confirmou a idéia que eles tiveram, mas diz que acabaram decidindo pela gravação no Rio mesmo, por uma questão de "logística".

    No dia que eles se apresentaram na Expo Feira, dia 12 de agosto, tinham acabado de fechar a masterização do novo álbum. "Ficou muito legal e não posso deixar de falar para as pessoas conferirem", comentou Garrido. "Pelo resto desse ano e no próximo, vamos batalhar para fazer que as pessoas acreditem no que o álbum está bom", acrescentou.

    Cidade Negra em Juiz de Fora
    O show da Expo Feira começou por volta de 2h e levou ao Parque de Exposições um público estimado pela segurança local de dez mil pessoas. Quem resolveu curtir o sábado de exposição ao som do reggae, pode conferir de perto sucessos como "O Erê", "Onde você mora" e "Girasssol".

    Cidade Negra durante show Cidade Negra durante show Cidade Negra durante show

    Não é a primeira vez que a banda se apresenta na cidade. Sobre esse fato o baterista Lazão brincou "vamos caprichar no show, para voltar ainda mais vezes". Essa também foi a resposta do músico quando perguntamos sobre os planos futuros da banda. "Só posso responder que daqui alguns minutos vamos fazer um show muito bacana para os juizforanos.

    Toni Garrido usou a expressão "a vontade" para definir sua relação com a cidade. Segundo o vocalista, JF tem muitos flamenguistas, que faz com que o grupo se sinta em casa. Outra questão apontada, está na proximidade do Rio de Janeiro com Juiz de Fora: "esta cidade me parece carioca. Tem a feijoada com o cheirinho do mar", brincou.

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