João Bosco Cantor apresenta show da turnê do novo
CD e DVD no 10ª Jazz Festival


Fernanda Leonel
Réporter
15/09/2006

"Obrigado, gente!". Esse é o nome do novo álbum de João Bosco. Não precisa agradecer, compositor da eternizada "O Bêbado e a equilibrista". Ao que tudo indica foi Juiz de Fora que ficou grata com show da noite de quinta-feira, 14 de setembro.

Motivo um: os ingressos no Teatro Pró-Música acabaram em menos de meia hora de distribuição. O show de Bosco fazia parte da programação do 10º Jazz Festival, e segundo os organizadores, quem gosta da música do músico natural de Ponte Nova já estava avisado que os ingressos começariam a ser entregues às 7h.

Pois acreditem no relato: menos de meia hora depois, a fila que chegava na Rua São João acabou com os 500 ingressod disponíveis para o teatro. O provérbio valeu nessa hora "Deus ajuda quem cedo madruga".

Quem madrugou também pôde conferir o motivo dois: duas horas de show, a voz e o violão de um dos grandes nomes da música popular brasileira. Músicas novas do novo CD e também sucessos que percorrem gerações. "Papel Marchê" e "Bala com Bala", por exemplo, foram cantadas metade pelo músico, metade pelo público.

O "Obrigado gente!" também é DVD. Aliás, o primeiro da carreira de João Bosco. Gravado a partir de "mudanças nos arranjos originais dos sucessos, com uma pitada de criatividade". Como destacou o músico, o novo trabalho comemora 60 anos de Bosco e 30 anos de carreira.

Acompanhando, os três músicos que viajam com Bosco há anos, e que já fazem uma parceria que ultrapassa sete anos. Nelson Faria com as cordas, músico que também é o arranjador do novo disco; Ney Conceição no contrabaixo e Kiko Freitas na bateria. Os músicos também compõe o nosso Trio, que foi a apresentação da noite de quarta no Festival Pró-Jazz.

João Bosco em seu show João Bosco em seu show

A orquestra do Pró-Música também participou da festa, e deu um tom de noite de gala na apresentação de Bosco. Juntos, o Nosso Trio e mais os instrumentos de sopro e percussão da orquestra, sob a regência do maestro Sylvio Gomes, abriram a fecharam a noite em clima de Big Band.

João Bosco falou pouco. Praticamente um "boa noite" na chegada e um "obrigado, gente!", na saída. Mas nos dois outros momentos que interagiu com a platéia, falou com seriedade: versou sobre política, educação e sobre a situação do Brasil.

"É preciso lembrar que a cidade pertence a todos, e que não é porque a violência está por aí que a gente precisa discriminar e pré-julgar as pessoas. A cidade é de todos, todos têm o direito de viver nela".

João Não é a primeira vez que Bosco se apresenta na cidade. Como ele mesmo destacou, sempre teve uma forte ligação com Juiz de Fora, desde meados dos anos 70, a época de ouro dos festivais. João Bosco também foi um dos músicos que trabalhou ativamente para a reforma do Cine-Theatro Central na década de 90.

No entanto, a apresentação desta quinta-feira, foi sua estréia no Pró-Jazz. "Eu estou aqui porque acredito na batalha do Sylvio [maestro Sylvio], e se eu ajudar de alguma forma nisso, vou ficar muito feliz".

Durante a apresentação, o músico também rendeu mais elogios ao Festival; "Eu espero que a cidade sempre possa contar com esse evento. Ele é maravilhoso". O mestre Sylvio Gomes retribuiu: pegou o microfone e agradeceu o músico pela simpatia, humildade e pelas palavras de incentivo ao festival.

Obrigado, João Bosco!, nós é que precisamos agradecê-lo.

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