• Assinantes
  • Autenticação
  • Cultura

    Zélia Duncan Cantora faz estréia da turnê do DVD "Pré, pós, tudo, bossa band" em Juiz de Fora e fala sobre carreira, música, vida e claro...da volta dos Mutantes

    Fernanda Leonel
    Repórter
    12/05/2007

    A faixa-título que abre o disco "Pré, pós, tudo, bossa band" já mostra, de cara, uma Zélia Duncan "diferente". O nome, por si só, demonstra a inquietude de uma artista que parece não querer ser "rotulada" e que promete essa (in)classificação para o show em Juiz de Fora.

    "A diferença entre show e disco é que o show está em eterna mutação, mesmo que não se queira, pois cada noite depende de um monte de coisas, inclusive da platéia que se encontra ali reunida. Portanto, a espinha do show é, obviamente, o álbum “Pré Pós Tudo bossa band”, modificado por nossa execução e pela assinatura de cada músico envolvido".

    No entanto, já estão preparadas "surpresas" como a apresentação da inédita "Chega Disso" e também "Próxima Encarnação", recheadas daquelas canções cujo sucesso foi tamanho, que não é possível imaginar longe da presença forte e da voz marcante de Zélia Duncan: "Alma", "Catedral" e "Tô" estão no repertório da noite deste sábado.

    O show na cidade é também a apresentação de abertura da turnê do novo DVD da cantora, gravado ao vivo em São Paulo, e homônimo do CD lançado em 2005. Remando contra a maré, diferente de uma maioria dominante de cantores e músicos no mercado que optam pelo estilo "pacotão", Zélia escolheu curtir cada fase do seu trabalho e a repercussão de cada um deles.

    Repercussão que diga-se de passagem tem trabalhado com boas marcas. E mesmo que Zélia não goste de classificações, vale a pena recorrer a algumas para que cada um possa tirar o último fio de dúvida para o show do final de semana: vinda de uma boa safra com discos como "Acesso" (1998), "Sortimento" (2001), "Sortimento Vivo" (2002) e "Eu me Transformo em outras" (2004) Zélia conquistou, com o "Pré, pós, tudo, bossa band" o título de melhor cantora e melhor álbum do Prêmio Tim de Música. O CD também foi considerado o melhor pela revista Bravo.


    Em entrevista ao ao portal ACESSA.com, Zélia Duncan fala da sua carreira, discos, estilo e também do novo momento na carreira junto com a banda Mutantes.

    ACESSA.com: O DVD é homônimo do CD lançado em 2005. A idéia do DVD já era um projeto ou foi algo que ganhou forma ao longo da turnê internacional?
    Zélia: Nem imaginava esse desdobramento. Meu disco de estúdio foi feito com esmero e está super vivo. Meu DVD agora é a imagem daquele disco, é conseqüência de um percurso que ainda está sendo feito, é a celebração de um trabalho, é complemento do disco de estúdio.

    ACESSA.com: Qual a sua impressão sobre o público de Juiz de Fora. O lançamento do DVD no Theatro-Central está ligado a essa impressão?
    Zélia: Sempre fui muito bem recebida em Juiz de Fora. Será um prazer lançar esse meu terceiro DVD no Theatro-Central.

    ACESSA.com:O "Pré, pós, tudo, bossa, band" foi gravado ao vivo em São Paulo. O formato DVD e CD gravados ao vivo te agrada ou você prefere o trabalho em estúdio? Onde você se sente mais à vontade?
    Zélia: Decidi lançar esse DVD pelo meu selo, DUNCAN DISCOS, distribuído pela Universal Music, por uma razão que faz todo sentido artístico pra mim. É um show que me retrata, ou melhor, que retrata meu caminho principal nessa vida, minha carreira mais autoral, minha relação com o palco e com uma banda que tem me feito muito feliz durante esses quase dois anos, porque gosta de estar ali. Ambos os formatos ao vivo e em estúdio são prazerosos e me satisfazem de maneira diferente. Um completa o outro.

    ACESSA.com: No seu DVD você conta com parceiros de grande importância para o cenário da MPB. O próprio Lenine, que divide com você a faixa que dá nome ao disco, pode ser citado, assim como Moska e Pedro Luís , por exemplo. Que parceiros você gostaria de ter na hora de dividir o momento de composição e que ainda não estiveram presentes na sua carreira?
    Zélia: Muito me honraria ser parceira de Dona Ivone Lara. Gosto de trabalhar com pessoas que admiro. Sempre que posso, participo de projetos de amigos ao vivo ou em estúdio, como o primeiro disco solo de Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho, que será lançado ainda no primeiro semestre. A música "O peso do passado" é uma parceria nossa na composição e em estúdio.

    ACESSA.com:Como é que surgiu a idéia e oportunidade de participar dos Mutantes? Como está essa nova experiência para você
    Zélia: Conhecia Sérgio há muito pouco tempo, num estúdio, no máximo três meses. Foi um papo tão agradável e carinhoso, que quando nos despedimos, eu lhe disse, bom te ver, tava com saudade!

    Trocamos e-mails divertidos e um dia ele , pelo telefone, me mostrou um pedacinho do ensaio deles. Meu coração disparou, fizemos uma farra pelo telefone, mas nunca pensei no que viria, nunca mesmo. Porém, dois dias depois, ele mandou uma mensagem muito objetiva, dizendo que agia com o coração e me perguntou se eu queria cantar com eles...branco...vc me pergunta se fiquei honrada! Super-honrada! Estamos falando da banda mais importante do rock psicodélico nacional, estamos falando de onde Rita Lee nasceu e de coisas que eu sempre ouvi e cultuei.

    Fui ao ensaio pra ver como nos sentiríamos e foi simplesmente mágico, uma tarde que nunca vou esquecer. Então pensei, hora de Ligar pra Rita, que tem que ser a primeira a saber e de quem realmente me importa a opinião. Ela foi maravilhosa, generosa e amiga. Eu lhe disse o quanto aquilo foi forte pra mim, justamente por sentir tanto a presença dela e de seu talento, o quanto eles estão estimulados , o som rolando de verdade e ela abençoou geral, brincou e só comentários positivos foram feitos.

    ACESSA.com: E a recepção do público com a banda. Brincam que vocalista fica sempre à frente e sente mais de perto às emoções e a energia do público para com a banda. Como é que você sente que as pessoas estão recebendo essa volta dos Mutantes, tanto por quem viveu o Tropicalismo quando por quem sempre ouviu falar?
    Zélia: Eu não sou uma substituta para Rita Lee, isso seria ridículo e perigoso pra mim. Me sinto uma representante. Alguém que gosta de experimentar, alguém que sempre quis respirar fora dessa competição de cantoras por um espaço, que às vezes fica tão esvaziada, pra viver a música de uma forma mais inteira e real. Um olhar um pouco mais atento vai sacar meus riscos, minhas tentativas de abrir .

    Eu tenho um disco chamado Sortimento, outro, lançado pelo meu selo, chamado Eu Me Transformo Em Outras , o mais recente, Pré Pós Tudo Bossa Band e uma banda chamada os Mutantes, me fez um convite...tudo a ver! Amo a Rita e o que ela representa, o bastante para estar ali sem tentar ser ela. De uma maneira geral, acho que as pessoas estão curtindo isso, mas eu não tenho pretensão de agradar a todos.

    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Recomendado

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.