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    Rodrigo Santos O baixista da Banda Barão Vermelho, Rodrigo Santos, fala sobre o seu primeiro CD solo, sobre o futuro do Barão e conta como a luta contra as drogas influiu no seu novo trabalho

    O baixista do grupo Barão Vermelho, Rodrigo Santos, mergulhou na carreira solo. Desde fevereiro, ele encara o público de uma forma diferente. Agora chegou a vez de Juiz de Fora conhecer um pouco mais desse novo estilo, ou melhor, conhecer Um pouco mais de calma, nome do primeiro CD solo desse versátil artista de mais de 25 anos de carreira.

    Com as férias do Barão, que deve ficar de três a quatro anos sem realizar shows, Rodrigo manda o recado. "Vamos dar esse tempo e quando voltarmos, vamos fazer um disco que a gente acha 'foda'. Não tem modismo, não tem 'porra nenhuma', não tem nada que vá tirar a gente do foco de fazer um grande disco de rock e uma grande turnê", diz.

    Em entrevista ao portal ACESSA.com, o artista fala sobre o seu primeiro CD solo, sobre o futuro do Barão e conta como a luta contra as drogas influenciou no seu novo trabalho.

    ACESSA.com - Fale um pouco pra gente sobre o seu primeiro CD solo "Um pouco mais de calma"

    Rodrigo Santos - Esse CD foi feito de dois anos pra cá, quando eu parei com álcool e drogas. Hoje sou coordenador de um Centro de dependência química e alcoolismo, comecei o processo do disco a partir disso e resolvi trocar todas as músicas que eu estava preparando para o CD. Eram músicas antigas, uma colcha de retalhos talvez, e resolvi compor todo o material do CD de novo e comecei por essa música um Pouco mais de calma, que deu start para o resto do disco.

    Ao longo desse tempo, arrumei parceiros que eu nunca tinha feito nada, como a Zélia Duncan, fizemos uma parceria, ela me mandou três letras e acabei musicando uma delas Peso do passado. A partir de então comecei a compor dez vezes mais, fiz mais de cem músicas e comecei a selecionar o repertório do CD. Entrou parceiros como Lobão, Frejat, Leoni, Jorge Israel, o Mauro Santa Cecília, autor de Por você. Pessoas que fazem parte do meu mundo musical.

    Aliás, o Mauro escreveu algumas coisas comigo para esse disco, uma delas é a adaptação da carta do Betinho (Herbert de Sousa) que ele fez para a Maria, esposa dele, que ele escreveu um pouco antes de falecer e agente musicou essa carta. O disco foi praticamente todo feito por mim e pelo Kadu Menezes que produziu o disco, baterista do Kid Abelha.

    ACESSA.com - Você sempre teve vontade de seguir carreira solo ou esses problemas que você enfrentou fez surgir ainda mais a vontade de seguir esse tipo de trabalho?

    Rodrigo Santos - Eu sempre tive vontade. Já tive banda em que eu cantava chamada "Front". Eu sou capaz de pegar um violão e ficar tocando em qualquer lugar. Só que aonde a minha estrada foi me levando, eu fui tocando com o Lobão, Léo Jaime, sempre artistas que estavam top de linha, e nas suas épocas faziam cinco shows por semana, assim como no Barão Vermelho. Ali eu pude colocar as minhas composições e já tinha cantor e nunca quis forçar barra de cantar uma música que eu tivesse feito, o Barão já tinha mudado de cantor uma vez, já tinha saído o Cazuza e uma banda demora para formar uma de novo. O Barão demorou alguns anos, alguns discos para poder voltar como banda de primeiro escalão. Então, eu nunca quis cantar por vaidade dentro daquele espaço.

    Rodrigo Santos Rodrigo Santos

    Eu formei "Os Britos" em 1994, uma banda que eu sou um dos cantores. Ali eu já vinha fazendo esse trabalho todo. No Barão não precisa cantar, mas no Britos eu me satisfazia em relação a cantar. É obvio que tinha muito mais coisa que eu queria fazer, mas uma banda é assim mesmo. Mas é o que acontece com certas bandas, quando tiram umas férias, cada um tem várias coisas paralelas. Desde quando eu tocava com o Lobão em 1988 ele já me falava. "Cara, você tem que lançar o seu disco solo. Você compõe, canta, tem conceito" e eu falava não é a hora. Mas nessa nova parada do Barão eu já vinha me planejando até porque tive mais tempo para mim e resolvi mudar totalmente o foco da minha vida.

    ACESSA.com - Depois de tanta estrada, de todo esse percurso, como você se define, hoje, profissionalmente?

    Rodrigo Santos- Livre. Para decidir e escolher o que eu quero, as coisas que eu gosto, tocar com os meus amigos. Agora foi um passo diferente que eu dei na minha vida porque eu recusei alguns trabalhos. Quer dizer, eu sempre toquei com outras pessoas, sempre me chamaram e dessa vez poderia fazer a mesma coisa, com uma segurança estável financeira e tuso e resolvi optar e arriscar e as coisas começaram a acontecer. Eu me sinto realizado, esse disco foi feito com muito carinho. As pessoas que participam dele, tem o Frejat, Fernando Magalhães, do Barão, tem o Bruno Fortunato do Kid Abelha que raramente grava com alguém fora do Kid, tem o Léo Hortis o disco tem violino, ainda tem o Humberto Barros, tecladista, que toca com todo mundo do rock nacional. Tem o Valadão que é o baixista que está tocando comigo. Toco violão nos meus shows até para diferenciar tudo o que eu já fiz e as pessoas me conhecem muito como baixista. É um disco que eu sempre quis fazer

    ACESSA.com - É inevitável não falar do Barão Vermelho. Como está a perspectiva do futuro da banda.

    Rodrigo Santos:Eu estou num momento muito legal da minha vida, com esse disco, o Frejat está vindo com o disco dele, também faz shows solo, o Fernando Magalhães está gravando o cd dele instrumental. O Guto Goffi também está preparando o disco solo dele para o final do ano e o Peninha tem uma banda da salsa que ele está fazendo os shows.

    Rodrigo Santos Quer dizer, estamos fazendo muita coisa paralela, eu ainda tenho com o Guto, "Os Britos" que agora estamos colhendo os frutos do trabalho que fizemos na Inglaterra. A gente depende um pouco do Frejat, nesse caso porque ele mais tem essa coisa estabilizada da carreira solo porque já vem com esse trabalho de cantor há muito tempo no Barão. Então ele vai fazer mais um disco, não sei quanto tempo vai levar, pode até ser que saia ainda nesse final de ano, tem também trabalho de divulgação, só que no meio disso tudo eu também estou crescendo artista solo, está pintando muitas coisas, convites.

    Eu acho o que pode acontecer agora, é ficarmos uns três, quatro anos parados fazendo as próprias coisas. Foi muito importante quando aconteceu a primeira parada do Barão, tocamos com muita gente, tivemos várias informações diferentes, voltamos para fazer um disco de rock como a gente queria. Esse é um disco de Rock, esse é um disco do Barão. Então, cada vez mais o Barão vai fazer isso. Vamos dar esse tempo e quando voltar vamos fazer um disco que a gente acha "foda", não tem modismo, não tem "porra nenhuma", não tem nada que vá tirar a gente do foco de fazer um grande disco de rock e uma grande turnê.

    ACESSA.com - Deixe uma mensagem para o público de Juiz de Fora

    Rodrigo Santos:Sempre que fui a Juiz de Fora, seja com o Barão, com o Lobão, ou qualquer artista, sempre foram shows maravilhosos. Inclusive o público feminino é enorme, é muita gata, todo mundo se diverte. No meu show eu toco além das minhas músicas, músicas do Barão, do Lobão, como "Essa noite não" e músicas que fazem parte da minha história musical como Rolling Stones e Beatles.

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