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    Kiko Zambianchi

    Kiko Zambianchi se apresenta em Juiz de Fora e promete relembrar os grandes sucessos dos anos 80, além de apresentar músicas inéditas

    Guilherme Arêas
    *Colaboração
    10/08/2007

    Em 1985 as músicas "Rolam as pedras" e "Primeiros erros (chove)" faziam sucesso no cenário rock nacional e muitos internautas nem tinham nascido ou ainda usavam fraldas. Vinte e dois anos depois, as músicas continuam atuais e caíram nas graças dos jovens de todo o Brasil.

    O responsável por isso, Kiko Zambianchi, autor desses e outros grandes sucessos, apresenta sua música no show, nesta sexta-feira, 10 de agosto, no Cultural Bar.

    A volta de Kiko às paradas de sucesso veio depois de uma participação no CD acústico do Capital Inicial, que vendeu mais de 700 mil cópias e trouxe uma nova versão de "Primeiros erros". Depois disso, Kiko voltou a gravar e lançou "Disco Novo", em 2002.

    Mas a história do músico ainda conta com outros sucessos, como "Eu te amo você", gravado por Marina, "Choque" e "Alguém", além de várias outras músicas que marcaram intérpretes como Erasmo Carlos e Ira!.

    Antes de aterrissar em solos juizforanos, Kiko bateu um papo com o Portal ACESSA.com:

    ACESSA.com - O que o público desse show vai poder conferir?

    Kiko - Eu vou tocar as clássicas, que têm que ser tocadas, e algumas coisas novas do disco que estou gravando agora, além dos sucessos que estiveram comigo e com outros cantores também.

    ACESSA.com - Esse novo trabalho já tem um nome definido?

    foto de Kiko Zambianchi Kiko - Ainda não. Nós não sabemos se vai ser apenas um disco ou disco e DVD. Acho que vai ser disco e DVD porque o CD tá acabando, né. Mas antes de um disco de inéditas, eu quero fazer um com minhas músicas antigas, porque ainda não tem no mercado. Eu preciso deixar esse trabalho para as pessoas que gostam e não têm acesso, já que as músicas são dos anos 80. Pra mim, os arranjos também já encheram um pouco. Não tenho nada contra, mas uma releitura seria legal. É o que vou fazer.

    ACESSA.com - Depois dessa época de sucessos dos anos 80 e 90, você deu uma parada nas gravações, mas continuou compondo...

    Kiko - Claro. Continuei trabalhando com música. O problema é que, muitas vezes, não é o artista que some. As pessoas é que tinham outros interesses. A verdade é que, na época, a mídia inteira estava correndo atrás da Carla Perez, Scheila Mello, Scheila Carvalho... Essa é a realidade. A gente continua trabalhando, mas eles vão lá e filmam a coisa estranha. Os poucos que pararam de aparecer, foi porque não se venderam. Esse é o problema. Mas a gente não pára. Como é que nos vamos parar? Eu trabalho com isso desde os 15 anos.

    ACESSA.com - E como você avalia essa mesma mídia, hoje? Ela tem dado mais atenção aos músicos?

    Kiko - Eu acho que depois do acústico do Capital Inicial, muita gente até acordou para o fato de que existem coisas legais também. O maior fator do sucesso é que as pessoas, principalmente a molecada, não sabiam que existia uma música pop que não era popularesca, apelativa e que não precisava tirar a roupa e ficar rebolando. Essa foi a grande razão do sucesso daquele CD.

    ACESSA.com - Depois desse trabalho, você ainda participou do CD “Rosas e Vinho Tinto”, também do Capital Inicial. Como é sua relação com a banda?

    Kiko - É uma relação boa. Claro que agora a gente nem se encontra mais. Mas temos uma relação de amigos, como sempre fomos desde os anos 80. O Capital também escolheu morar em São Paulo e não no Rio. Então a gente se encontra direto por aqui. O Fê (Fê Lemos, baterista do Capital) fez aniversário e teve um filho agora e eu liguei pra ele. Nós temos uma amizade, mas cada um está fazendo o seu trabalho.

    foto de Kiko Zambianchi foto de Kiko Zambianchi foto de Kiko Zambianchi

    ACESSA.com - Você disse que estava um pouco enjoado com os arranjos das suas músicas dos anos 80. Como você diferencia a sua música daquela época, com sucessos como “Rolam as pedras” e “Chove”, dos trabalhos atuais?

    Kiko - A gente vai ouvindo e participando dos movimentos de música e acaba sofrendo influências, que vão aparecer nos arranjos e nas composições novas. Naquela época a mixagem era muito diferente. As gravadoras colocavam muitos efeitos na voz, coisa que hoje não é mais usada. Então a intenção agora é mostrar as músicas com arranjos mais modernos para que as pessoas possam ouvir sem achar que estão ouvindo uma coisa antiga.

    ACESSA.com - Nessa sua passagem por Juiz de Fora, o show vai ser realizado em uma casa considerada pequena, onde o público fica mais próximo do palco. Qual é a diferença entre esse tipo de apresentação e os shows para um público maior? Qual você mais gosta de fazer?

    foto de Kiko Zambianchi Kiko - Show é uma coisa meio surpreendente. Às vezes a gente chega num lugar e acha que o show vai ser horrível porque o local é pequeno ou grande demais, tem alguma coisa na frente ou o palco é estranho. Na realidade o show depende do público que está ali. Se ele participa, aplaude e gosta do show, a gente fica com o maior prazer de continuar tocando.

    A quantidade de pessoas independe um pouco. Apesar de eu achar que o show menor é mais bem pago, no sentido de quem vai assistir. O público está ali para ver o artista e não tem como ser enganado. Acho até muito necessário, para o artista, conhecer o público e vice-versa. Tem muitos artistas que a gente só vê na televisão, nos palcos de cinco metros de altura, onde ele fica do tamanho de um palito de fósforo. Então um show menor é legal para você estar ali do lado do artista vendo a capacidade dele, as expressões que ele faz quando toca. Acho um show mais agradável.

    ACESSA.com – Qual o recado que você deixa para o público de Juiz de Fora que gosta de rock, curte o seu trabalho e vai conferir o show?

    Kiko – Estou esperando que vocês apareçam pra gente fazer um show bem legal porque ele está bem divertido. Eu estou contanto com o Paulo Moreira no contra-baixo, o guitarrista Gustavo X, da banda Motores e que participa do Rally MTV e do baterista Ordep Lemos, que era dos Lampirônicos. O show está bem amarradinho, bem bonitinho. Então apareçam lá que vocês vão gostar.

    *Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo da UFJF

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