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    Frejat Cantor e compositor faz show em Juiz de Fora junto com Nando Reis & Os Infernais no Primeiro JF Music Fest


    Priscila Magalhães
    Repórter
    17/09/2007

    Um encontro de gerações. Assim foi o show que reuniu dois dos maiores cantores e compositores do país. Frejat e Nando Reis & Os Infernais subiram ao palco em Juiz de Fora e atraíram um público de seis mil pessoas, de acordo com a organização do evento.

    Em pouco mais de uma hora de show, Nando Reis (leia a entrevista com o cantor em 2005) apresentou um repertório com as músicas "Sou Ela", "N", "Monóico", "Relicário" e "Por Onde Andei", entre outras.

    Frejat fez um show um pouco maior com músicas do seu primeiro e segundo CD e relembrou sucessos do pop rock nacional. No repertório estavam músicas como Amor para Recomeçar, Segredos, "Homem não Chora", "Por Você", "Exagerado" (veja o vídeo) e "Beth Balanço".

    Em 1981, Frejat formou o Barão Vermelho, no Rio de janeiro. Nessa época era o guitarrista da banda e, mais tarde, passou a ser o vocalista. Após 20 anos com o Barão, Frejat decidiu seguir carreira solo e já lançou dois CDs. "Amor Para Recomeçar" (2001) e "Sobre Nós Dois e o Resto do Mundo" (2003).

    Foto do show de Nando Reis em Juiz de Fora Foto do show de Frejat em Juiz de Fora

    Antes do show, a equipe de jornalismo do portal ACESSA.com conversou com Frejat. Ele diz que para o ano que vem prepara mais um CD com músicas inéditas. Além disso, ele falou sobre regravações, planos para a carreira e sobre o destino do Barão Vermelho.

    ACESSA.com - Que música você gosta de ouvir?

    Frejat - Eu gosto de todo o tipo de música. Ouço jazz, rock, música brasileira, MPB mais tradicional, samba. Não tenho preconceito contra nenhum tipo de música. Chorinho é uma coisa que gosto bastante também, mas realmente a minha ênfase é em música pop, principalmente cantores e compositores que me agradam mais, como New Yank, Bob Dylan, os próprios Beatles e Hendrix. E coisas mais novas também, como Harper e outros grupos interessantes. E tem uma moçada nova também, no Brasil, fazendo música boa. De vez em quando eu recebo uns discos novos e também estou escutando.

    ACESSA.com - Como surgiu a idéia da carreira solo? Era uma vontade sua há muito tempo? Você observa que é uma tendência entre os vocalistas brasileiros?

    Frejat Frejat - Na verdade, não era nem uma tendência quando eu comecei o meu trabalho. Foi uma necessidade mesmo. Depois de muito tempo trabalhando com o grupo, eu senti que já tinha juntado muitas experiências, vivido muitas coisas e achava que se fosse tentar fazer, no grupo, o que estava na minha cabeça naquele momento seria negativo. Achei que seria mais positivo eu ter um direcionamento meu e ter um outro que é quando estou com o grupo.

    A minha cabeça pauta as coisas desse jeito. Quando eu estou com meu trabalho tenho um tipo de perspectiva, um tipo de ângulo, a abordagem das músicas têm um jeito de ser. Quando estou com o grupo a gente parte do princípio de que somos um grupo, uma banda de rock que está interpretando aquelas determinadas canções. Então, são visões bem diferentes.

    ACESSA.com - Alguma das músicas que você compôs ou gravou é a sua preferida? Você tem ciúme de alguma delas?

    Frejat - Não, na verdade, eu gosto muito das músicas que eu gravei. É lógico que adoro as gravações que fiz delas, mas fico muito feliz quando outras pessoas gravam. Acho que nesse sentido o compositor fala mais alto que o artista e a minha vaidade é menor como artista do que como compositor. O fato de estar sendo gravada por outra pessoa é um motivo de orgulho muito grande. É como se você visse alguém elogiando um filho seu e dizendo 'esse aqui é demais'. Acho que o orgulho é maior.

    ACESSA.com - Você acha que o fato de muitas das suas músicas terem sido regravadas por outros artistas contribui para levar muitos jovens aos seus shows? O que você acha disso?

    Frejat Frejat - Não sei se muito do meu público hoje é por conta de regravações. Mas eu acho que a regravação tem um lado legal, quando você descobre músicas que estavam meio esquecidas e, de repente, você traz elas de volta. Por exemplo, temos o caso que o Barão fez com "Amor meu grande amor", que ficou muito bonito e "Malandragem dá um tempo", que regravamos do Bezerra da Silva.

    Agora, eu acho que, muitas vezes, os artistas gravam um disco com muitas músicas inéditas deles e com a regravação de um sucesso. Eles erram quando trabalham na divulgação dessa música regravada. Acho que isso não é muito positivo para o repertório geral da música brasileira, porque fica um círculo vicioso, de olhar para o próprio umbigo. Assim, você não anda para frente. Acho que a regravação é uma coisa delicada, tem que ser muito bem feita e muito bem pensada para não acabar virando um obstáculo na carreira do artista.

    ACESSA.com - Como você avalia o cenário do pop rock nacional atualmente no Brasil?

    Frejat - Eu acho que a música brasileira é muito rica e tem muita coisa interessante acontecendo. O que atrapalha hoje é a questão de você não conseguir vender mais discos em uma quantidade razoável. E também, o próprio sistema de rádio ter chegado em um ponto muito grande de vício de jabá. Eu acho que saturou uma estrutura e para quem começa hoje está muito mais difícil do que antes, apesar de se ter mais possibilidades de exposição. Por outro lado, acho que a possibilidade de chegar ao sucesso é muito menor. Acho que é um momento interessante criativamente, mas profissionalmente eu não diria que ele é tanto.

    ACESSA.com - Quais são seus planos daqui pra frente? Pretende continuar com a carreira solo?

    Frejat Frejat - Nesse momento eu já não estou tratando ela como carreira solo. Para mim, agora ela é minha carreira. Eu estou na estrada, fazendo shows e resolvendo ainda alguns problemas jurídicos que aconteceram neste ano entre mim e a minha gravadora. São detalhes que estamos resolvendo. Não consigo trabalhar com coisa pendente. Aí devo lançar um disco no ano que vem, com repertório caprichado.

    Nesse momento estou trabalhando para viabilizar meu site que está abandonado e me deixa muito triste. Eu tinha preparado todo um projeto de site para ser lançado com meu segundo disco e acabou que ele demorou tanto para ficar pronto que a turnê do disco acabou e o site ainda não ficou pronto. Então, eu desisti e agora estou montando uma outra coisa, um ponto de encontro com o público e com meus admiradores, que acho bem legal.

    ACESSA.com - E o Barão Vermelho?

    Frejat - O Barão agora só mais pra frente. A gente não tem uma data marcada, nada programado, mas isso não quer dizer que o Barão acabou. Eu acho que é difícil para as pessoas entenderem que ficamos muito tempo juntos e fizemos todo tipo de trabalho juntos. Agora, acho que precisamos de uma justificativa muito forte para voltarmos a trabalhar juntos. Não porque a gente não se gosta, ou porque a gente não consegue olhar na cara do outro, não é nada disso. Muito pelo contrário. Acho que fizemos um disco muito bonito em 2004, um disco com material inédito e depois, em 2005, um disco ao vivo, retrospectiva da carreira. Para voltarmos agora, tem que ser com um repertório bonito, novo, inédito. Para criar uma expectativa para isso, precisamos criar uma expectativa dentro de nós mesmos e, nesse momento, ela ainda não existe.

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