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    Renato Teixeira Com 40 anos de estrada, o cantor e compositor lança seu
    primeiro DVD, com suas músicas favoritas


    Priscila Magalhães
    Repórter
    11/01/2008

    Com 40 anos de carreira, o cantor e compositor Renato Teixeira é um dos responsáveis por introduzir a música do estilo folk, no Brasil. Elas têm sempre uma história para contar, resgatando e difundindo pelo país a nossa cultura.

    Músicas consagradas nas vozes de outros cantores, como Joanna e Chitãozinho e Xororó foram compostas por ele. E tudo começou quase que por acaso. Não foi uma escolha, ele apenas seguiu seu dom natural, já que começou a compor com apenas nove anos de idade.

    Hoje, com 40 anos de estrada, Renato Teixeira teve o prazer de reunir, em seu primeiro DVD, suas músicas favoritas, cantadas ao lado de grandes nomes da música brasileira e internacional. Através de som e imagem, ele mostrou todos os seus sucessos que contam histórias. A vendagem de cem mil cópias é motivo de muita alegria para o compositor.

    Ele conversou com a equipe do Portal ACESSA.com, quando disse sobre sua carreira, as músicas de sucesso e como vai ser o show em Juiz de Fora, neste sábado, 12 de janeiro.

    Confiram a entrevista:

    ACESSA.com - Por que você convidou aquelas pessoas para cantarem com você na gravação de seu primeiro DVD? Que significado elas têm para você e na sua carreira?

    Renato Teixeira - Chamei a Joanna, porque um grande sucesso dela é uma composição minha, que é 'Recado'. Além disso, ela também é minha amiga. O Pena Branca sempre esteve comigo. qualquer coisa que eu faça, sempre conto com ele. A dupla Chitãozinho & Xororó gravou 'Frete', então chamei para que eles pudessem gravar comigo para o DVD. E o Gieco é o grande compositor argentino do momento e mundialmente conhecido, apesar de aqui no Brasil poucos conhecerem.

    Foto de George Israel Foto de George Israel Foto de George Israel

    ACESSA.com - Qual o momento mais emocionante deste DVD?

    Renato Teixeira - Esse DVD é uma síntese da minha carreira. Eu coloquei todos os meus sucessos, todas as músicas que gosto. Enfim, eu fiz o bolo final. Então o disco todo é representativo na minha carreira como um todo. Com imagem e som eu consegui mostrar todo o meu trabalho, os meus sucessos. Alguns ficaram de fora, porque no disco não cabe tudo, mas o resultado final foi muito bom. Eu gravei as músicas que queria, sou o autor de todas e fiz algumas versões, como na que canto com Gieco.

    ACESSA.com - De onde surgiu seu interesse pelo estilo de música que você faz, o folk? Você já curtia, antes de começar a trabalhar com música?

    Renato Teixeira - Era a música que eu gostava de ouvir desde que era menino. O folk, na verdade, é um gênero musical mundial e é também uma filosofia de vida. É uma maneira de compreender as coisas. É uma coisa próxima do folclore, mas que vai além dele, pois tem uma releitura moderna. E essa coisa de contar histórias, né? Todo mundo conta história. Nos Estados Unidos, por exemplo, Bob Dylan e Paul Simon são contadores de história. Aqui no Brasil, a música caipira é o berço do folk brasileiro e seus compositores são todos contadores de história. O folk narra e, para mim, é uma filosofia de vida.

    ACESSA.com - São 40 anos de carreira, o que ficou para você de todos esses anos? O que você aprendeu com as pessoas que conheceu e os lugares que visitou?

    Foto de george israel Renato Teixeira - Eu penso que a escolha de ser músico, quer dizer, não foi uma escolha, porque com nove anos já comecei a compor, então foi uma coisa da minha natureza. Eu agradeço muito o privilégio de poder tocar, principalmente aqui no Brasil, que é um país com uma riqueza musical muito grande. Em 40 anos, a música não me traiu e eu não a traí, também. Temos uma relação maravilhosa. Ela me faz feliz e eu sei que minha música ajuda algumas pessoas em alguns momentos.

    Isso é importante, é função da música e quando a gente consegue fazer a música cumprir sua função é bom. Quantas vezes as pessoas falam para mim que 'Tocando em Frente' as fez refletir. As pessoas falam que a letra também é filosofia de vida delas. Eu não fiz com esse propósito, mas se aconteceu é ótimo. É a música cumprindo seu papel, trazendo bem-estar para as pessoas.

    ACESSA.com - Tem alguma música que você considera especial, que te traz boas recordações?

    Renato Teixeira - Hoje eu posso dizer que 'Romaria' foi a música que resolveu a minha vida. Mas esse ano aconteceu uma coisa muito engraçada. A Academia Brasileira de Letras vai completar 110 anos neste ano e os acadêmicos escolheram as 17 letras inquestionáveis da música brasileira. Então, estão Noel Rosa, Ari Barroso e a minha música 'Amanheceu, Peguei a Viola'. Dos vivos estão eu, Chico Buarque e João Bosco. Então esta música também é uma que me fez feliz.

    Eu nunca vi o reconhecimento em termos de ser estrela da música brasileira, nunca pensei nisso. Mas quando as pessoas reconhecem que fiz um trabalho baseado na cultura caipira, modernizei isso e consegui abrir um espaço para mim, único na música brasileira é muito bom. É um reconhecimento, não da minha carreira, da minha história de vida, mas do gênero que eu defendo. O artista tem duas missões: o de cuidar da sua música e da música brasileira. Então, não é só você defender o seu trabalho.

    ACESSA.com - O que os juizforanos podem esperar do show de sábado?

    Foto de George Israel Renato Teixeira - Um show de compositor, não um show de cantor. O compositor senta em um banquinho e toca suas músicas. Eu tenho a liberdade de poder interagir com o público. Vou sem repertório escrito, apenas com uma lista de músicas para não esquecer e, às vezes, troco as músicas quando vejo que vem uma lenta e aquele não é o momento de tocar. Então, show de compositor possibilita isso.

    Na verdade, não é um show para dançar, mas para ouvir e reviver a memória de cada um, a memória da cultura brasileira, das nossas histórias, porque o folk é isso. Quando você canta, você está cantando a história dos seus bisavós, do descobrimento, a história do Brasil, através dessa saga musical que a gente tem. Até o tempo de show dá pra mudar quando você sente o público e vê se está na hora de parar, ou não. É um show muito ajustado para que as pessoas saiam felizes e tenham momentos de audição, porque no Brasil é só tambor, dança e grito.

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