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    14 Bis Banda já perdeu a conta de quantos shows fez em JF e volta à cidade para mostrar o primeiro e tão esperado trabalho em vídeo


    Daniele Gruppi
    Repórter
    06/03/2008

    Com 28 anos de sucesso, milhões de discos vendidos e uma legião de fãs espalhados por todo o Brasil. O que faltaria para uma banda que contabiliza números recordes em sua carreira realizar? Um DVD é a resposta do 14 Bis, grupo que vem a Juiz de Fora, nessa sexta, dia 07 de março, fazer o show do primeiro e tão esperado trabalho em vídeo. A apresentação da banda vai acontecer durante a festa Remember II.

    Segundo o integrante do 14 Bis, Sérgio Magrão, para a gravação do DVD o grupo procurou por patrocínio e contou com o apoio do Governo do Estado de Minas Gerais e da iniciativa privada para concretizar o projeto. "Reunimos músicas que marcaram a nossa trajetória e mais quatro canções inéditas do CD que antecede o 14 Bis Ao vivo, Outros Planos".

    O trabalho inclui participações especiais de convidados-amigos, instrumentistas e cantores, como Beto Guedes, Rogério Flausino (J Quest), Marcus Viana e Flávio Venturini - co-fundador do grupo. Nele, há apresentação de todas as influências que moldaram o som do 14 Bis: clube da esquina, música erudita, instrumental rock progressivos, Beatles, rock n'roll, vocais elaborados, harmonias ricas e ritmos variados. "É difícil definir o nosso estilo, acredito que seja mesmo a ponte entre a MPB e o pop rock".

    Língua afiada

    Foto do Magrão Magrão aponta como a razão do sucesso do 14 Bis a persistência na essência da banda. "Passamos por vários modismo e o público continuou fiel, por isso estamos juntos na estrada há tanto tempo". O grupo carrega também as glórias de uma carreira internacional. "Já estivemos dez vezes nos Estados Unidos e duas no Canadá", revela.

    Para o músico, as décadas de 1970 e 1980 foram as mais férteis para o cenário musical brasileiro. "Estou muito preocupado porque as canções atuais são pobres de harmonia e de letra. As composições de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, dentre tantos outros, se eternizam, mas quando eles se forem, não vejo ninguém que vai substituí-los com o talento que eles revelaram. A música brasileira está tomando um rumo estranho, por isso o boom dos revival", desabafa

    Quanto à pirataria, o carioca acredita que apesar de prejudicar muitos músicos, ela se apresenta como uma vantagem para quem quer cantar. "Muitas pessoas talentosas encontravam dificuldade para lançar os trabalhos, mas agora não é preciso mais ter uma grande gravadora por trás, um fator que pode motivá-las".

    Magrão ainda afirma que o 14 Bis enriqueceu seus trabalhos pela própria vivência e chama atenção para o público que é presença certa nas apresentações. "Cinquenta por cento dos que nos assistem têm idade entre os 15 e 25 anos. São filhos de pessoas que curtiam ou curtem nossas músicas. Trata-se de uma moçada que gosta da boa música".

    Saudades de Juiz de Fora

    "Já estivemos na cidade umas dez vezes. Lembro-me do último show que fizemos. Lotou. Foram contabilizadas mais de oito mil pessoas e foi uma grande surpresa para a gente e para os produtores a presença de tantos juizforanos. Confesso que já estávamos com saudades".

    E o que os juizforanos podem esperar da apresentação no Comemorare? "Show dançante, romântico, com as grandes canções, como Caçador de Mim, Todo Azul do Mar, Bola de Meia Bola de Gude, Linda Juventude, Espanhola, Canção da América, Natural, dentre outros sucesso", promete.

    Foto das letras do grupo Foto de dois integrantes um um show Foto do grupo agradecendo o público
    O Grupo

    Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade e começaram a carreira em 1979. Lançou discos de repercussão, mas registraram uma perda. Em 1987, o líder da banda Flávio Venturini saiu para seguir carreira solo.

    Sem perder o rumo, o grupo se "ajeitou" e sobreviveu à saída do vocalista, substituído pelo irmão Cláudio Venturini. "Por uma questão genética percebemos que o Cláudio tinha uma voz muito parecida com a do Flávio. Logo, ele assumiu e deu certo de cara. Já tem 18 anos que estamos seguindo sem ele e estamos na estrada até hoje", afirma Magrão.

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