• Assinantes
  • Autenticação
  • Cultura

    Alexandre Peixe mostra seus novos trabalhos em JF O novo nome da música baiana também apresenta ao público
    suas composições gravadas por grandes artistas


    Priscila Magalhães
    Repórter
    19/05/2008

    O nome veio de uma gíria de praia quando tinha 15 anos de idade. Há 15, Alexandre Peixe teve sua primeira composição gravada na Bahia, por Ricardo Chaves. Daí para frente, suas músicas foram cantadas por grandes nomes do axé, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Asa de Águia e Chiclete com Banana.

    Há três anos, ele decidiu ter um trabalho próprio e passou a encarar o público, cantando as músicas que já estão na boca dos brasileiros. Além disso, ele traz novidades e diz que se sente em casa em Juiz de Fora. Alexandre Peixe recebeu a equipe do Portal ACESSA.com para uma entrevista bem-humorada, minutos antes do show, no último sábado, 17 de maio. Confiram abaixo!

    ACESSA.com - Você entrou na música através de suas composições, há quanto tempo foi isso?

    Alexandre Peixe - Eu fui gravado a primeira vez em Salvador, em 1993 por Ricardo Chaves, então, já são quase 15 anos. Nesse tempo todo tive uma atividade como compositor. Nesses anos todos fui gravado por praticamente todos em Salvador, participei do disco do Asa, do Chiclete, Ivete, Daniela, Claudinha, toda a galera. E há três anos estou fazendo meu próprio trabalho.

    ACESSA.com - E por que decidiu subir no palco?

    Alexandre Peixe - Eu fiz um projeto em Salvador, chamado "Alexandre Peixe Canta Axé das Antigas", que era um show só de nostalgia, só de axé do comecinho, e a gente cantava Luís Caldas, Banda Mel, começo do Chiclete e do Asa. Foi um projeto que a gente fez pra matar a saudade, só que deu muito certo e nós ficamos quase sete meses com esse show sempre cheio lá em Salvador. Quando esse projeto acabou, eu pensei que já estava no palco e há tanto tempo compondo que decidi fazer o meu também.

    ACESSA.com - Qual a sensação quando você olha para trás e percebe que durante todos esses anos grandes nomes colocaram sua música na boca do povo?

    Alexandre Peixe - Eu só tenho boas lembranças e continuo tendo, pois continuo sendo gravado por eles. É interessante, porque hoje eu já faço show com eles, tocamos juntos em algumas micaretas e em Salvador, em projetos de verão, quando Bel, Durval, Claudinha e Tuca foram dar uma canja no Ensaio do Harém e é muito massa.

    Foto do Show do mania de toalha Foto da banda Mania de Toalha

    ACESSA.com - Quando foi a primeira vez que você subiu em um trio elétrico? Qual é a sensação?

    Alexandre Peixe - Eu estou cantando há três anos, mas lá atrás, em um dos meus primeiros contatos, quando eu fazia um som, também fiz alguns carnavais. O trio é interessante, porque é um palco que anda, a todo momento é uma novidade. Você olha pro lado é um camarote diferente, uma rua diferente, uma galera nova. A sensação é a de que você está começando um show a toda hora. E é por isso que a gente não sente o percurso. As pessoas perguntam como a gente fica cinco horas tocando. Mas é por isso. Toda hora é uma galera diferente e não vemos o tempo passar.

    ACESSA.com - Existe um ambiente ideal para você compor suas músicas?

    Alexandre Peixe - Eu acho que não. Se você for trabalhar com rotina, é necessário um lugar que você tenha um certo sossego, onde não toque muito telefone, onde você não se divida. Mas quando você está com um violão na estrada, no trânsito ou tomando banho, e a idéia vem, ela precisa ser registrada num gravador e a gente não pode perder, porque vivemos disso e quando essas idéias pintam não podemos deixar de aproveitar no lugar que for.

    ACESSA.com - No seu último trabalho, o "100% Peixe", todas as músicas realmente são suas?

    Alexandre Peixe - O 100% Peixe é um gancho com a música 100% Você, minha e de Beto Garrido, gravada pelo Chiclete e que estava fazendo muito sucesso, na época. Este trabalho reúne 14 faixas em um CD e dez no DVD acústico que gravei em Salvador. Destas 24 faixas, 22 eu assino como autor. Então, se fosse honesto, não seria 100% Peixe, mas uns 93% (risos).

    É um trabalho muito autoral e o DVD traz um relato desses anos de compositor. Eu registrei algumas músicas que ficaram mais conhecidas, com arranjos diferentes, acústicas. No disco, eu trago um repertório mais autoral, inédito, com oito músicas novas e algumas regravações também.

    Foto do Show Foto do Show

    ACESSA.com - E as músicas que estão no DVD, você escolheu por que são as mais especiais, ou por que foram as mais cantadas?

    Alexandre Peixe - Claro que as mais conhecidas estão aqui e talvez tenham umas que vocês não conheçam, mas que fizeram parte de disco. Tem uma que lembra um samba e eu queria ter, outra lembra mais uma música do Recôncavo Bahiano, que a gente chama chula, um samba mais regional, outra é uma música mais de pista, mais funkeado. Isso para ter um trabalho com arranjos que ficassem diferentes uns dos outros e que, ao mesmo tempo, representassem artistas. então, aqui eu tenho músicas gravadas por Claudinha, Ivete, Daniela, Asa e Chiclete, que são nossos ícones no mercado de música baiana.

    ACESSA.com - Você tem percebido uma renovação na música baiana? Ainda há espaço para mais gente?

    Alexandre Peixe - Claro! Tomara que tenha, mesmo porque estamos chegando agora. Tô brincando! Acho que qualquer meio tem. A gente tem até uma característica interessante se forem observar. No histórico das bandas de axé, o Asa está completando 20 anos, o Chiclete tem 28, a Ivete tem mais de dez, então é uma galera que construiu a carreira com longevidade, com o pé no chão, com raiz e foi renovando o público.

    Eu lembro que encontrei uns amigos que trabalham no Asa e eles disseram: "Peixe, estamos na terceira geração da galera que segue a gente nos carnavais". Isso é massa. Pra gente que está chegando agora, isso traz, de alguma forma, essas influências, pois vivemos isso como folião, compositor. E traz também, claro, as coisas que a gente incorpora como elemento de identidade, trazendo alguma coisa de novo para essa renovação.

    Foto do Show Foto do Show

    ACESSA.com - É a primeira vez que você está em Juiz de Fora? Já sentiu alguma energia?

    Alexandre Peixe - É a primeira vez. Eu sinto que o espaço é grande. Vi que todo mundo está de abadá e todo um clima de Carnaval formado aqui. Estamos pertinho do Rio, onde a turma curte bastante o Carnaval e Minas Gerais nem se fala, pois é o estado onde mais tem evento no Brasil é Minas. Então, acho que estamos em casa, perto da turma que é mais foliã de natureza.

    ACESSA.com - Que tipo de música você ouve?

    Alexandre Peixe - Eu ouço de tudo, de verdade. É claro que conheço mais algumas coisas do que outra. Ouço mais música nacional, tenho uma coisa de apego a não só ouvir, mas de tentar ler o que as pessoas estão escrevendo e como meu inglês não é lá essas coisas, não posso entender quando ouço as coisas de fora. Assim, fico preso à história da música brasileira. Eu compro tudo. Quando vejo que tem um lançamento em uma área que desconheço eu tento comprar até para saber como é, para ter uma opinião. Eu acho que essa é a melhor forma de se manter vivo em todas as áreas.

    ACESSA.com - E o nome Peixe, de onde surgiu?

    Alexandre Peixe - Peixe é uma gíria de praia, que rola desde os meus 15 anos de idade, quando comecei a pegar onda em Salvador. Na praia rolava muito a gíria 'e aí meu peixe, qual é meu peixe?'. Era uma forma de um se referir ao outro e eu achava aquilo engraçado. Então, ia para o colégio e chamava os colegas assim. Os caras acharam que eu havia inventado essa gíria e eu virei o 'meu peixe' na escola. Todo mundo só me chamava assim e acabou ficando.

    Dê sua opinião sobre esta matéria.
    Envie um e-mail para redacao@acessa.com

    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Recomendado

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.