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    Paralamas do Sucesso comemoram 25 anos de estrada Apesar das mais de duas décadas de carreira, os Paralamas do Sucesso permanecem com fôlego e empolgação de estreantes


    Marinella Souza
    Colaboração*
    21/05/2008

    Um jovem adulto com disposição de menino. Assim se pode definir a banda Paralamas do Sucesso. Com 25 anos de estrada, os músicos encerram turnê comemorativa e preparam novo cd com a mesma empolgação do início de carreira. O baterista João Barone conversou com a equipe do portal ACESSA.com e falou da empolgação com a nova jornada.

    Barone conta que ele, Herbert Vianna e Bi Ribeiro se conheceram no Rio de Janeiro na época de faculdade e, juntos, formaram uma banda que faria a diferença no cenário do pop rock nacional e resistiria ao tempo mantendo-se atualizada e sem perder as raízes da época em que tudo ainda era uma descoberta.

    O baterista acredita que o segredo do sucesso dos Paralamas está na imensa vontade de tocar que eles ainda têm. "É claro que a gente muda com o tempo, com 25 anos de carreira, mudamos muito, mas procuramos manter essa empolgação em relação à música e ao palco inalteradas".

    Acidente

    Falar de Paralamas do Sucesso sem mencionar o trágico acidente envolvendo o vocalista Herbert Vianna é praticamente impossível. Em um vôo de ultraleve o músico perdeu sua esposa e ficou paralítico. Muitos acreditaram que ele não se recuperaria e jamais voltaria aos palcos. Muitos, mas não todos.

    Foto dos Paralamaas Seus amigos e parceiros de banda, não duvidaram da sua força de vontade e deram todo suporte para que a recuperação fosse rápida. Deu certo. Herbert voltou aos palcos, continuou encantando multidões e se tornou um exemplo de superação para todo o país.

    "Nós sempre tivemos esperança de que ele se recuperaria. Nos agarramos a uma fé cega e tivemos força para superar as adversidades". Barone relembra que voltar aos palcos depois de um episódio tão traumático foi um novo começo para o grupo, mas o sentimento que os uniu há 25 anos permanece imutável. Ele acredita que a retomada, assim como a permanência do grupo em um cenário que muda tão rapidamente, deve-se a uma "junção de fatores especiais: nosso interesse pela música, a forma como nossas vidas se entrelaçaram".

    O músico garante que o acidente não mudou a vida da banda de forma prática, mas admite que nenhum deles foi mais o mesmo. "Foi uma coisa muito contundente, que nos alterou como pessoas, no interior de cada um de nós, mas não no nosso trabalho nos agarramos as nossas raízes e seguimos em frente", revela.

    Gerações de fãs

    Barone relembra que a resposta do público foi muito positiva na época do acidente e isso lhes deu a medida exata do que aquilo representava para as pessoas. Tendo participado de uma geração fértil em talentos musicais, em especial, no pop rock nacional, os Paralamas do Sucesso conquistaram fãs de todas as idades.

    Desde jovens senhores que viveram intensamente os anos 80 até os filhos dessa geração que conheceram o som da banda através de seus pais, passando pelas pessoas que hoje estão na faixa dos 20, 30 anos, todos são público para os Paralamas do Sucesso e Barone conta que é uma sensação muito boa perceber essa variedade de público.

    Foto dos Paralamas "É muito bom ver que atravessamos duas décadas e meia em sintonia com o mundo. O grande lance da música pop é falar alguma coisa através da letra e do som e nisso o Herbert foi brilhante", comenta. O músico acredita que a música pop tem que tocar as pessoas através de um discurso, "seja ele engraçado, como em "Óculos" ou panfletário como em "Alagados", não importa, tem 'enganchar' as pessoas de alguma forma".

    O pop rock hoje

    Barone acredita que o discurso sobre o futuro do rock em pleno século XXI tornou-se obsoleto porque "no mundo moderno tem espaço para tudo. O estilo já está consolidado e não tem como voltar atrás", defende. Ele vê o cenário musical hoje como uma nova virada. "Nos anos 80 tínhamos que lutar por um espaço na mídia, hoje, temos espaço demais e as coisas se complicaram. O Brasil reorganizou a forma de comercializar música e temos que nos adaptar".

    Foto de show 25 anos do rock Para ele, a grande "salvaguarda para a música" é o show. Segundo Barone, a pirataria nunca vai derrubar a performance do cantor. "Ninguém vai querer ir ao show pirata do Paralamas, né? (risos)".

    E essa mudança não assusta os Paralamas, depois de 25 anos, os músicos trocaram de gravadora e não se envergonham em admitir que é um novo começo. "Nunca tivemos a pretensão de que um novo álbum tivesse o mesmo sucesso do anterior. É sempre um novo começo", diz. A única certeza que ele e seus companheiros carregam é a empolgação que estão com o novo projeto. "Estamos realmente muito animados com o que estamos fazendo para o novo CD e esperamos que isso se reflita no público".

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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