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    Adriana Calcanhotto retorna a JF e promete alegrar Acostumada a ouvir música desde criança, cantora começou a cantar e compor influenciada por artistas da MPB nos anos 80


    Priscila Magalhães
    Repórter
    03/07/2008

    A cantora e compositora Adriana Calcanhotto retorna a Juiz de Fora neste domingo, 06 de julho, para apresentar o show Maré, seu novo disco, lançado em 2008.

    Segundo ela, é um show feito com prazer e a alegria de estar no palco é passada para o público. "As pessoas saem do show felizes", diz.

    Em meados dos anos 1980, Adriana começava a carreira interpretando músicas de Elis Regina, Caetano Veloso e Maria Betânia. A influências desses artistas começou quando ela passou a ouvir esses cantores. Além disso, ela conheceu música muito cedo. "Quando era criança, eu ouvia muita música com meus pais e com a babá. Assim, tive a oportunidade de conhecer coisas bem diferentes".

    Os bares foram os primeiros locais por onde a cantora mostrou sua voz. Até então, eram bares com público a favor de interpretações, o que não possibilitou mostrar suas composições, o que aconteceu aos poucos. A oportunidade só apareceu cerca de um ano depois. "Aí passei a alguns bares onde o público queria ouvir coisas novas, as minhas coisas", diz.

    Foto de Adriana no palco Amante dos shows solo, Adriana tem o violão como companheiro inseparável. Ela diz que ele tem identidade e reconhece que parte do seu crescimento profissional se deve ao instrumento. É através dele que ela compõe as canções e coloca outras no repertório. Por se sentir tão bem a sós com o violão e a platéia, confessa ter dificuldades em ter uma banda. Mas diz que isso já foi pior há alguns anos.

    A dificuldade pode ser vista mais como intimidação. "Fico assim quando estou no meio de pessoas que sabem muito sobre algumas coisas que não entendo", explica. A banda de hoje, a deixa à vontade nesse sentido, não que os integrantes não tenham conhecimento aprofundado, mas eles não passam essa impressão. "Eles entendem o que eu faço e me ajudam a viabilizar sem que eu precise entender tudo de música", diz.

    Prova do quanto ela está à vontade entre os companheiros é o fato de vê-los como grandes parceiros, principalmente na produção do show e cuidado com os detalhes. "Essa é a primeira banda que tenho em que todos se metem em tudo", conta, completando que o show Maré é todo feito por uma coletividade. Depois que saem do palco, há uma análise sobre o que aconteceu e uma avaliação. "Eles dão palpite até sobre a ordem do roteiro".

    Foto de Adriana no ensaio Além dos parceiros diários da música, Adriana também conta com os que estão fora dela. Eles ajudam nas letras, nos diálogos artísticos, nos cenários, figurinos e trazendo idéias. "Acho isso importante e gosto de trabalhar assim, pois enriquece muito o trabalho".

    O disco Maré veio a partir do estilo das canções. As músicas vão chegando até a cantora constantemente, seja através de composição própria ou através de outras que recebe. Com o disco foi assim. "Em um determinado percebi que as canções eram de ambiência marítima". A partir daí, ela decidiu assumir isso com uma trilogia, da qual Maré é o segundo. "É um disco que termina com reticências", acrescenta.

    O nome veio como referência ao mar voltando. "É o mar de novo. Assim, a seleção das músicas determinou a cara do disco". Depois do repertório escolhido, a cantora entrou no estúdio com as letras que queria e com a banda escolhida por ela. "Nenhuma música estava pré-produzida. Começamos a lidar com elas no estúdio".

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