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    Música dos anos 80 de volta a JF com muito bom humor João Penca e Seus Miquinhos Amestrados voltam à cidade interpretando verdadeiros clássicos do rock brasileiro


    Priscila Magalhães
    Repórter
    25/08/2008

    Um show de alegria. É isso que os fãs de João Penca e Seus Miquinhos Amestrados encontram quando vão a um show da banda. Para alegrar o público, sobem ao palco, além dos integrantes, confetes, serpentinas, água e outros objetos essenciais para a teatralização das músicas.

    Os vocalistas Bob Galo, Avellar Love e Big Abreu concordam que o bom humor é essencial, também em cima do palco. "É importantíssimo, principalmente em situações adversas, como a deste sábado. Nosso baterista passou mal e não pôde vir. Tivemos que substituí-lo às pressas", contam.

    O primeiro sinal de bom humor é percebido pelo nome que a banda carrega há quase 30 anos, uma referência de bandas que curtiam na época. "Quando começamos, o nome das bandas era sempre um cara e alguma coisa. Então um louco sugeriu esse nome e tá até hoje", diz Bob Galo. E Avellar Love completa. "Não tem nenhum João na banda, não".

    A primeira gravação aconteceu em 1982, com o álbum Cantando no Banheiro, com Eduardo Dusek. O sucesso não demorou a aparecer e, em 1983, o Brasil pôde conhecer o hit Telma eu Não sou Gay. Outras canções que marcaram a década de 80 são Popstar, Lágrimas de Crocodilo, Romance em Alto Mar, SOS Miquinhos e Papa Uma. As duas primeiras são consideradas os grandes sucessos. "Não podemos deixar de tocar em um show. O público gosta muito", diz Abreu.

    Foto de Ale Foto de Ale

    Eles confessam que o empurrãozinho importante para o sucesso foi dado pelas novelas, já que algumas músicas faziam parte da trilha-sonora, como no caso de Vamp, Explode Coração e Sexo dos Anjos. A partir daí, vierama trilha sonora para filmes nacionais, como Banana Split e O Escorpião Escarlate. Versões de suas músicas também foram feitas para comerciais e aberturas de programas de televisão.

    Foto de Ale Foto de Ale

    O estilo é uma mistura de várias influências, como Jovem Guarda, das tradicionais marchinhas de carnaval do Rio de Janeiro, do bom humor da música brasileira e do rock dos anos 50 e 60. Os sucessos foram criados, em sua grande parte, por Leandro Verdeal, um ex-miquihno. "Ele apóia a gente até hoje", conta Abreu. "Ele é um gênio", completa Bob Galo. "Mas também tem o Abreu, que compõe muito", diz Avellar.

    Sobre o fato das regravações das músicas daquela época e do resgate dessas composições nas festas anos 80, eles dizem que vêem um lado positivo e outro negativo. O primeiro é a oportunidade de mostrar para os jovens de hoje o que os do passado escutavam para se divertir. O negativo está no fato de canalizar tudo para um só tipo de música.

    Foto de Ale Foto de Ale

    Só neste ano, é a segunda vez que a banda vem a Juiz de Fora. E se sentem no quintal de casa. "O público aqui é muito carinhoso e caloroso. Nos sentimos à vontade", conta Abreu. Sobre os planos para o futuro, para tristeza dos fãs, eles dizem que "não há".

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